31 de dezembro de 2010

Feliz 2011...



Cá estou.
Em Floripa.
Desde segunda.
Lugar perfeito.
Para recarregar as pilhas.
E se preparar para 2011.
Falando nele.
5,4,3,2...1.
Feliz ano novo a todos!

22 de dezembro de 2010

Feliz Natal...

Aos leitores do Blog:
Desejo-lhes um Feliz Natal!!

E que o mundo não seja apenas um artigo de consumo.
Mas um meio de crescimento humano.
E que as pessoas não sejam apenas indivíduos.
Mas amigos e companheiros de uma longa viagem.
E que a convivência seja pacifica.
E que os discursos não sejam vazios.
E que o silêncio tenha mais valor que a retórica.
E que a paciência tenha mais sentido.
Que a pressa da busca pelo efêmero.

Do amigo

Umberto Conti

21 de dezembro de 2010

Dueto....



Mas se a ciência
provar o contrário?
E o calendário.
Nos contrariar?
Danem-se:
Os astros, os autos.
Os signos, os dogmas.
Os búzios, as bulas.
Anúncios, tratados.
Ciganas, projetos.
Profetas, sinopses.
Espelhos, conselhos.
Se dane o evangelho.
E todos os orixás.
Serás o meu amor.
Serás a minha paz..

Quando não sou eu, é Nara Leão...



Amo Nara Leão.
Aprendi com minha mãe.
Menina tímida.
Arrastada à bossa.
Por Ronaldo Boscoli.
Guru da "thurminha" de Ipanema.
Que a chifrou, trocando-a.
Pela "rechonchuda" Maysa.
Sorte do destino.
Que Carlos Lyra.
Então diretor do CPC.
Desviou-lhe a rota:
"Náo dá para só tocar bossa
nova para burguezada".
Aí ela foi pro morro.
E juntou-se a Zé Ketti.
Neloson Cavaquinho.
E nada mais que Cartola.

"Acender a vela.
Já é profissão.
Quando não tem samba.
É desilusão."

20 de dezembro de 2010

Barão de Itararé...

Amo provérbios.
Sobretudo os populares.
Dizem muita coisa.
Em poucas palavras.
Um dos que mais gosto.
É certeiro.
Na simplicidade.
E na realidade prática:
"De onde menos se espera,
dali mesmo é que não sai nada."

Não é genial?

Ointentices...

Esses anos 80!
Quanto coisa boa.
Foi feita.

17 de dezembro de 2010

15 de dezembro de 2010

Observações ligeiras...

Por isso amo.
Jackson Pollock.

Sagrada incoerência...

Me assusto.
Com quem enche a boca.
Pra cobrar coerência.
E inflexibilidade.
A concessões.
Me assusto.
Na defesa.
De valores inegociáveis.
Princípios e idéias.
Imutáveis.
Na total rigidez.
De outro ângulo.
Avançar.
É sim, renegar idéias.
Inadequadas ao momento.
Sua ou dos outros.
E mais.
A incoerência.
É uma virtude sagrada.
Porque permite transitar.
Em situações concretas.
Assino o Oscar Wilde:
"A coerência é o último refúgio.
Dos sem fantasia"!.

Amoralidades...

Não tem jeito.
Abomino a moral religiosa.
Só é possível mudar.
Livre de culpas.
Ou da falsa compreensão.
Que ela produz.

14 de dezembro de 2010

Sobre propagandas...

Entendo muito pouco.
De propaganda.
Mas está imbatível.
A nova campanha da TAM.
Que resgata os anos 70.
Acertaram em tudo:
Na voz do locutor.
No som, ritmo, timbre.
No gingado do negão.
E na sobriedade das cores.
Aliás.
Curioso isso.
Duvido que essas super TV's.
Fixem no imaginário.
A plasticidade opaca.
Dos anos 70 e 80.
Que se traduziu.
No grande apego à época.
Dos seus contemporâneos.
A onda era outra.
A rusticidade tinha charme.
Não é a toa tantos remakes.
E mais curioso.
A alta tecnologia digital.
Lembrou-me a máxima.
Da super mulher.
É tanta perfeição.
Que não dá liga.

13 de dezembro de 2010

Sexo na MPB 3...

E falando em Cazuza.
Como ele soube ser perfeito.
Nessa alegre canção:

Procurando vaga
Uma hora aqui, a outra ali
No vai e vem dos teus quadris

Cazuzanidades...

Esbarrei na TV a cabo.
Com o filme do Cazuza.
Aí me tocou àquela.
Ultra-batida reflexão:
Um homem bom.
É o que se resguarda?
Que preserva forças?
Ou vale mais.
Ser intenso? Se arriscar?
Sei lá, ser mais livre?
Verdade.
É uma questão boba.
E trivial.
Mas define a moral.
Da qual somos presos:
A carne é fraca.
E delegamos à própria carne.
O controle, sob o manto.
De uma dualidade aflitiva:
o prazer ou a vida?
Problema:
Não teríamos razões.
Distintas.
Das de querer sempre.
Durar um pouco mais?

11 de dezembro de 2010

Anti-Proudhonices...

Ocupei, enfim.
Meu ap em Sampa.
Pouco a dizer:
Felicidade mirantânica!
Aí é aquela coisa.
O lugar começa a tomar.
As suas concepções:
Quadros de Rock.
Mesas-adegas.
Imãs de geladeiras.
Cores preferidas.
O espaço individual.
É sagrado.
Intrigo-me.
Como era viver.
Em cortiços irlandeses?
Discordo, hoje.
De Pierre-Joseph Proudhon.
Toda propriedade privada.
Não é um roubo.

9 de dezembro de 2010

Cartórios de fantasias...

Fim de ano.
Época de bebedeiras.
Alguns vexames.
Também socializações.
A verdade é que o álcool.
É transformador.
Ficará rico.
O cara.
Que abrir um cartório.
Para abrir de madrugada.
Registrariam-se:
Grandes negócios.
Alegres compromissos.
E toda fantasialidade etílica.
Que se evapora.
Na amnésia do amanhã....

Mentes que se vão....

Outro dia.
Me dei conta.
Faz uns 15 anos.
Que meu primeiro chefe.
Empacotou.
O cara era foda.
PHD em tudo.
Sacava.
Desde a alta física.
A sutilezas.
Da pscicanálise.
E o melhor:
Era alcóolatra.
Também pudera.
Excesso de QI.
Atrapalhava.
O mundo parecia burro.
Aí só doses.
Cavalares de wodka.
Para aliviar a solidão.
É o que eu digo.
Os personagens.
Mais interessantes.
São ao mesmo tempo.
Complexos.
E auto-destrutivos.
Enfim.
Mas o que passou nesses 15 anos:
Internet.
Projeto Genona.
Prozac, Viagra.
Pré-sal.
Joseph Ratzinger.
Etc.
E aquela mente?
Onde esteve?
Onde está?
Captou tudo isso?
Sei não...
Há nexo?
Imaginar que esse cara.
Ficou espiando.
Tudo isso....do céu!

7 de dezembro de 2010

Sapiência....

Estou convencido.
Mentes privilegiadas.
São aquelas.
Que se educaram.
Fundamentalmente.
Para ligar.
Ou desligar de assuntos.
Nos momentos certos.
Porque aí já viu.
Quando você se pega.
Obcecado por um tema.
Fora do ambiente natural dele.
É que já encomendaram sua alma.

5 de dezembro de 2010

Zeitgeists...

Incrível a necessidade.
De adaptação.
Ao "tempo" em que vivemos.
Milton Santos tinha razão.
Vivemos hoje uma espécie.
De "homogeinização heterogênea".
Tudo é igual mundo a fora.
Mas com pequenas diferenças locais.
Cidades entretém.
Os jovens "ficam".
TV´s passam seus BBB´s.
E mulheres se emancipam.
Hegel á dizia:
Grandes homens.
Que perdem o apoio.
Do Espírito do seu tempo.
Simplesmente caem no chão.

4 de dezembro de 2010

Webdependência...

Meu note deu pau.
E fiquei sem acesso.
Por um tempo.
É impressionante.
Como somos.
Webdependentes.

Cajuína...

Existirmos.
A que será.
Que se destina?
Incrível.
Sempre achei.
Uma canção gay.
Só outro dia.
Descrobri que era.
O encontro do Caetano.
Com o pai do Torquato.
Que coisa...

29 de novembro de 2010

Almas roubadas...

Deveria ser obviedade.
Mas não é.
Mulheres que.
Literalmente.
Roubam almas masculinas.
Tem a seguinte combinação.
Explosiva:
Beleza.
Inteligência.
Autonomia.
Liberdade a padrões.
E fundamentalmente.
Ciúmes dominado.
Não tem prova maior.
De derrota feminina.
Do que excesso de ciúmes.
Porque significa dizer.
De forma fragilizada:
"eu sou toda sua!".
Tem estratégia pior?

Teorias e práticas..

Senso comum é dose!
Adoro quem os desafia.
Diz mais, a Regina:
É uma ficção crer.
Na continuidade do prazer.
Transando 30 anos.
Com a mesma pessoa.
Pensando assim.
Fidelidade.
"Teoricamente".
Não seria importante.
Para ser amado.
Para dar certo.
Bastaria, digamos.
Algumas "concessões".
Hum...
Vai dizer isso por aí!
Não tem um que topa.
"Na prática, a teoria é outra".
Diria Cora Coralina.

Bombas-relógios...

Caramba.
Porreta essa Regina Navarro.
Tem um olhar feminino.
Mega iconoclasta.
Diz que:
A bomba-relógio do tesão.
É a exigência de exclusividade.
O mínimo de insegurança.
É o truque fundamental.
Para manter a libido acessa.
Tenho para mim.
Que há ourta bomba-relógio:
a previsibilidade.
Tem coisa pior:
Fazer mais do mesmo.
Ver mais do mesmo.
Sentir mais do mesmo.
Etc. mais do mesmo?

27 de novembro de 2010

Dez mil...

Ontem o blog bateu.
Dez mil acessos.
Não sei bem.
O que isso significa.
Aliás.
Sei sim.
Significa.
Insignificância.
No entanto.
São quase 50.
Acessos diários.
Ou seja.
Algum interesse.
O observações.
Dispertou.
Então obrigado!
A meia dúzia.
De leitores...

Raul Seixices...

1989.
Raul no fim.
De carreira.
Diz que esteve.
No anos 70.
Com John Lennon.
Perguntado sobre.
Quem era.
Um brasileiro.
Ilustre.
Responde:
- Café Filho.
(min 3:45)
É de chorar.
De rir!

Caetanices 1...

Itapuã, quando tu me faltas,
Tuas palmas altas
Mandam um vento a mim.
Assim: Caymmi.

Caetanices 2...

Soy loco por ti, América
Soy loco por ti de amores.
Antes que o dia arrebente.
Antes que o dia arrebente.

25 de novembro de 2010

O choro do futebol...

Falem o que quiser.
Mas esse menino chorando.
(min 1:16 dó vídeo)
É de partir o coração.
Lembro quantas vezes chorei.
Nos anos 80.
Pelo mesmo motivo.
Ah, essa coisa chamada futebol....
Apesar de tudo.
Amo ser palmeirense!
E perder é o de menos.

O cara é um gênio....

Digam o que quiser.
Mas o Lula é um gênio.
Roosevelt nos anos 30.
Tomava porrada dia e noite.
Dos jornais conservadores.
O que ele fez?
Pulou para outra mídia.
Foi pro rádio.
Lula sacou isso.
Apanhou tanto da Veja,
Globo, Folha, Estadão.
Da imprensa golpista.
Que se ligou que.
É na "blogosfera".
O palco de resistência.
Ontem foi dia histórico.
O caminho é a Internet:

Balzaquianidades...

Acho gozado.
Essa mulherada.
Com grilo de envelhecer.
É uma neurose análoga.
A da fissura por magreza.
Totalmente sem sentido!
Do lado de cá.
Da hétero-opção radical.
Não há dúvidas.
Mulheres "vividas".
E com "substância".
São imbatíveis.
Menininhas.
Com excesso de colâgeno.
São uma beleza.
Mas cansam...
Pela "desautonomia".

Transcendências...

Que raiva que dá.
Da falta de transcedência.
Do culto ao óbvio.
Do discurso pobre.
E de idéias recorrentes.
Ora, ora.
Para forjar o novo.
Rompe-se velho.
"Incomoda-se mais".
De tanta obviedade!
Lembrei de uma pixação.
Do banheiro da escola:
"Força aos loucos de boa cabeça".
A verdade é que:
O mundo tá muito quadradinho!

23 de novembro de 2010

Sobre casais e filhos...

Vi três grandes amigos.
Recentemente.
Estão amando a vida de pai.
Embora cansados.
Ajudam muito suas esposas.
E vibram com seus pequenos.
Fiquei matutando.
Que bobagem esse papo.
Da "crise da vida a dois".
Muito ao contrário.
Nunca esse elo foi tão forte.
Hoje em dia.
O ideal do casal.
É o companherismo.
(e não a fidelidade!)
E, enfim, ele se modernizou:
Há troca de funções.
Muita solidaridade.
Repartições justas.
E tolerância.
Muito diferente.
Dos casais do século XVII!

22 de novembro de 2010

Três perguntas...

Se topasse.
O gênio da lâmpada.
Os desejos.
Virariam perguntas:
A primeira pro Dylan:
gostou de "Jokerman" do Caetano?
A segunda pro Papa:
nadica mesmo de fruição da carne?
E a última pro Michael Douglas:
me ensina a ganhar a Zeta-Jones?

Influências...




Não tinha sacado antes.
Dois dos discos.
Que mais me influenciaram.
Guardam curiosa semelhança:
a capa.
São discos fabulosos.
Canções fantásticas.
Hurricane, Sonhos.
Black Diamond Bay.
E Trem das cores.
São hinos para mim.
E vejo uma ponte.
Entre "Sara" e "Sina".
Narrativas distintas.
Complexidades afetivas.
Gestadas entre Itapuã e Minnesota.
Salvador ou Nova Jersey.
O que é do homem.
O bicho não come.

19 de novembro de 2010

Escolhas...

Mouse de maracujá?
Ou torta de limão?
Praia ou Campo?
Casamento ou putaria?
Escollher é perder.
Renunciar, preterir.
Milhões de livros.
Na internet.
Mil destinos.
Para viajar.
Pessoas, para "plugar".
A liberdade de escolha.
Seria o "sacro momento".
Mas paradoxalmente.
Virou frustação.
Diante de tantos caminhos.
Tantas possibilidades.
Eis o paradoxo.
A geração MSN é livre.
Mas não "abre mão".
Do seu "Petit Gâteau".

Beleza televisiva...

Outro dia aí.
Voei com uma musa da TV.
Uma miragem da tela.
Um sonho de mulher.
Uma cobiça de meus sonhos.
A bem da verdade.
Foi uma baita decepção:
Rugas.
Cabelos sem vida.
Corpo descuidado.
Expressões frias.
Olhava, olhava.
É ela mesmo?
E era.
Passei a descofiar.
Seriamente.
De belezas televisivas.

18 de novembro de 2010

Fatal...



Que filmaço!
Achei-o, zapeando.
Sem querer.
Aí vi a Penélope.
E vidrei.
Largo tudo pra vê-la!
E Ben Kingsley.
É bárbaro.
Mexeu comigo.
Muitas metáforas:
Sobre a inexistência.
Sobre sabotar-se.
Referências a Tolstoi.
Velhice.
Solidão.
Auto-engano.
E, sobretudo.
O que é prender-se.
De fato, a alguém.
Há uma cena ali.
Que o carismático professor.
Vê-se apaixonado.
Fitando Consuela na cama.
Com sua indefectível.
Xícara de café na mão.
A verdade é o seguinte.
A paixão...
É o ápice do ser humano.
E o melhor.
É ingovernável.
E anárquica temporalmente:
vem a qualquer idade.
Lembrei da música do Dylan:
"One more cup of coffee for I go,
To the valley below".

16 de novembro de 2010

Suprema felicidade?

Quando escuto esse papo
de "suprema felicidade".
Fujo, assustado!
Será tão difícil sacar que
estados emocionais são
necessariamente descontínuos?
E que, justamente por isso,
é que se apredende pácas?

Sobre Padarias...

Sampa é Sampa.
Não tem jeito.
A cidade é um manancial
de pequenos prazeres.
Um que adoro: "caçar" padarias.
Busco a mais "apetitosa".
Esteticamente.
E depois, pra testar.
Peço meu sanduba "na canoa"
(arrancando o miolo do pão).
Não importa a hora.
Você será bem tratado.
Sob à atenção servil.
E comercialmente gentil.
Dá para fazer um tratado.
Uma tese de doutorado.
Sobre as padarias de Sampa.

15 de novembro de 2010

Filho de Oxum...



Nada como.
Uma linda cachoeira.
Para recarregar as pilhas...

13 de novembro de 2010

Um som que persiste...

Engraçado, isso.
No Uruguai.
No começo do ano.
Eu só escutava isso.
E continuo.
Até agora.
Na mesma toada.
11 meses depois.
Com o mesmo pulsar.
Calma em excesso.
É trágico.

Liberadede futebol clube...

Voltando ao papo.
Da energia.
É preciso dizer que:
Nem sempre.
A coisa é orgânica.
É possível, sim, optar:
Um olhar diferente.
Um jeito de corpo.
Um inclinar emotivo.
São decisões pessoais.
De atenção à vida.
O mais bárbaro.
O mais fantástico de tudo.
É que tudo se resume a isso:
Interpretação.
Eventos ruins e bons.
O sinuoso e o belo.
São comuns a todos.
Interpretá-los.
É um gesto solitário.

Portelices...

Pixinguim.
Pixinguim.
Era assim.
Que vovó.
Pixinguinha.
Chamava...

11 de novembro de 2010

Relativismo futebol clube...

Amo o senso comum:
tudo é relativo.
Absolutamente, tudo.
Minha teoria:
Tudo se resume.
À oferta de energia
Quando temos vigor.
Tudo é lindo.
Músicas emocionam.
Pessoas se iluminam.
Palavras se harmonizam.
Com défict.
Tudo é chato.
Músicas cansam.
Pessoas murcham.
Palavras se escondem.
Portanto.
Bem-vindos ao maravilhoso mundo.
Das interpretações que chacoalham.

9 de novembro de 2010

Não coexistência...

Viva o Contardo Calligaris!
Sempre sensato. Diz ele:
Sexo e amor não coexistem.
O primeiro é esculhambação.
A fantasia sexual não pode
colocar o respeito como regra.
Porque fica chato.
E aí todo mundo pula o muro.
E o amor? Ora..
O amor reconstitui o corpo.
Que o sexo despedaçou.
Dão-se em tempos diferentes!

8 de novembro de 2010

Deu para ti, baixo astral..

Gosto daqui.
Porto Alegre é trilegal.
Apesar disso.
Vejo-a fechada.
Segmentada.
Como Brasília.
Não tem jeito.
Gosto de cidade grande.
Da idéia de modernidade.
De reunião entre diferentes.
Lugares onde se conta menos.
A bagagem, a origem.
E mais o que você faz.
Da sua vida.
E de você.

Cada um no seu quadrado...

Uma coisa é auto-ajuda.
Outra, pscicanálise.
A primeira.
É um manancial de dicas.
Que valem, eventualmente.
A alguém.
A segunda é tácita.
Nada de doutrina.
E muito menos moralismo.

A ficção de cada um...

Em verdade.
Adoramos. E muito.
Operar no romance.
Boa terapia é aquela.
Onde se narra a própria vida.
A partir de um ângulo.
Criativo e romanceado.
De si.
"Escrever-se", portanto.
É altamente transformador.

7 de novembro de 2010

Piruetas..

Vamos combinar, vai:
A vida não é uma
grande brincadeira?

6 de novembro de 2010

Gangorras da alma...



Nosso íntimo é barroco:
Dependência ou autonomia.
Apego ou liberdade.
Partir ou ficar.
Paradoxos centrais de nossa subjetividade.
Vias definidoras de nossa jornada.
Os altos e baixos da vida são, em via
de regra, expressões desse conflito:
Prender-se, desprender-se.
Abondonar ou encontrar.
Sair, voltar.
Eis os movimentos de tudo.

Originalmente publicado
em 29 de julho de 2010.

Sexo na MPB 1...

"Mas na hora da cama
Nada pintou direito
É minha cara falar
Não sou proveito
Sou pura fama...."


Atire a primeira pedra.
O homem que nunca viveu isso.
Tirando o Ziraldo.
É claro.

Sexo na MPB 2...

"Dedos alegres e afoitos
Se apressam em busca do pico do peito
De onde os efeitos gozosos
Das ondas de prazer se propagarão
Por toda essa terra amiga
Desde a serra da barriga
Às grutas do coração

Sob o blusão e a camisa
Os músculos másculos dizem respeito
A quem por direito carrega
Essa Terra nos ombros com todo o respeito"


Época que o Gil.
"Homoerotizava".
Sem maiores grilos.

Faltou dizer...

Outros outubros virão.
Outras manhãs.
Plenas de sol.
E de luz....

5 de novembro de 2010

Dia de Rock...

Chove em Brasília.
A cidade fica linda.
Verde, de novo.
Bem verde, de novo.
Adoro as sextas-feiras, aqui.
Dia de rock.
Sua expressão cultural.
Mais apropriada.

4 de novembro de 2010

Nada (ou tudo) é por acaso...

MSN é um sarro.
Permite criatividades.
Adoro essa cultura dos "nicks".
Tem gente de todo tipo.
Há os econômicos.
Que usam apenas o nome.
Os emotivos.
Que ressaltam seu estado de espírito.
Os religiosos.
Que explicitam suas crenças.
Os que brincam.
E usam frases de para-choque.
Os misteriosos.
Que põem frases indecifráveis.
E os assertivos.
Que usam frases dogmáticas.
Tenho uma amiga que usa sempre,
o "nada é por acaso".
Já disse a ela.
Morro de medo dessa frase!
Tenho verdadeiro pavor.
Porque se certa.
"Viajei na maionese".
Literalmente.
Durante todo esse tempo.

"El loco" Charly Garcia...

Amo o som argentino.
Sobretudo o Rock.
Para mim.
O Maradona do gênero.
Chama-se Charly Garcia.
Adoro, adoro.
O cara é Deus por lá.
Fez clássicos.
Ficou loco por anos.
E pelo visto.
Voltou com tudo.
Muito bom!
Mas quando digo "loco".
Digo "loco" mesmo.
Afinal.
Pular do nono andar.
Não é para qualquer um.

Vamos comer Caetano 2...

Já disse aqui.
Sou fã radical do Caetano.
Politicamente, gosto do Chico.
Mas como artista.
Sou mais Caetano.
Certa vez, o Lobão escreveu isso.
Dizia, entre outras coisas:
"Amado Caetano: Chega de verdades.
Viva alguns enganos".
E terminava: "Te amo. Te amo".
Veio a resposta, anos depois.
Fico pensando.
Como alguém consegue escrever
uma coisa linda dessas:

"Lobão tem razão
Irmão meu Lobão
Chega de verdade
É o que a mulher diz
Tô tão infeliz
Um crucificado
Deitado ao lado
Os nervos tremem
No chão do quarto
Por onde o semên
Se espalhou".

Decícias singelas...



Por que demorei anos para
descobrir essa frutinha?
Sedutora.
Gostosa.
Cheirosa.
E de textura na medida.
Para o prazer oral.
Sem contar.
O baixo índice glicêmico.
Agora.
Entre as refeições.
Apenas Damasco.
Estou encantado!

3 de novembro de 2010

Pensando grande...

O Eike é sem graça.
Milionário, sem sal.
Como tantos outros.
Gênio era seu pai.
“Eliezer Batista,
o engenheiro do Brasil”.
Vi o filme.
Sensacional.
Visionário.
Iconoclasta.
Estrategista.
Presidiu a Vale.
Idealizou o Porto de Tubarão.
Os "navios jumbos".
Dobrou os japoneses.
Foi pai do projeto Carajás.
Criou o conceito de
"project finance".
Etc, etc e etc.
Enfim.
Sujeito formidável que te
instiga a "pensar grande".

Boa rota...

Voltei.
E feliz.
Dilma ganhou.
O Governo Popular segue.
O Brasil está em boa rota.
Um país civilizado.
Que dá cidadania.
Que não se divide.
Em gente de primeira.
E de segunda classe.
Podem escrever.
Nosso Brasil será uma
avalanche de oportunidades.
Sorte dos nossos filhos!

29 de outubro de 2010

Foda-se...



É fria.
Esse troço de analisar tudo.
Catalogar os excessos.
Diagnosticar descaminhos.
No fundo é saudável.
Ficar alheio.
Relax, o bastante.
E ter-se ordinário.
É batata!
As coisas ora cintilam.
Ora somem da frente.
E tudo tão rápido.
Momentâneo.
Fotográfico.
Por isso é fria.
Classificações recorrentes.
É fria.
Mapear nosso estado de ser.
É fria.
Arrependimentos.
Punições.
A sacada é:
Tirar o peso dos ombros.
Rir do fracasso.
Desimportar.
Se lixar....
O grande campo mágico.
É um maravilhoso:
Grito de Foda-se!

Pasquim Jurídico...



O mundo corporativo é um sarro.
Rio.
Rio muito de pareceres jurídicos.
É um tal de “conspícua” de cá.
“Data venia” de lá.
“Em ressunta” de acolá.
Haja “empolação”!
Para mim.
A escrita do jurídico.
Deveria ser a la Pasquim.
Linguagem fácil.
Objetiva.
Que de para entender!
Sinceramente.
Como há tesão pela advocacia?
Eita profissão chata!

Caetanices...

Livros,
Discos,
Vídeos,
À Mancheia.
E deixe.
Que pense.
Que digue.
E que fale!

26 de outubro de 2010

Tudo ali....

Voltei.
Aos livros de bolso.
Voltei.
A Hamlet.
Parece que tudo.
Tudo da vida.
Está dito ali.

Cais, Caos e Cronos...

Racionalmente.
Não creio em signos.
Não creio em destino.
Não creio em alma.
São tentações emocionais.
Sem sentido.
Plenas em sedução.
Mas gosto desse papo de ciclos.
Ir e vir. Descer e subir.
Atrair e repelir.
Há épocas de expansão:
Alegria e simpatia geral.
Há épocas de contração:
Recolhimenento e mergulho.
Em zonas mais profundas de si.
Mas me fascina a ordenação.
De tudo isso.
Imposta pelo tempo.
Aliás, tudo a seu tempo:
Lágrimas boas.
Gritos de dor.
Raios coloridos.
Tudo.
Absolutamente tudo.
A seu tempo.

25 de outubro de 2010

Expatriados...

Curioso o olhar de fora.
Tenho para mim o seguinte.
Quem sai do Brasil.
Cai numa ambiguidade.
Ou só fala mal do país.
Desorganização, burocracia.
Atraso, desordem, pobreza, etc.
Fococa, falta de privacidade.
Ou morre de saudades.
Coxinha, pão de queijo, sol.
Sabonete Phebo, feijoada.
Fofoca, falta de privacidade.
Raramente.
Vejo o meio-termo.

Bertoldices...

Há homens que lutam:
um dia.
E são bons.
um ano.
E são melhores.
muitos anos.
E são muito bons.
e a vida toda.
São imprescindíveis.
Esses.

21 de outubro de 2010

Correr, correr, correr...

À minha frente.
Baias e gente.
Todos vidrados.
Em seus monitores.
Ao meu lado.
Janelas e sol.
A vida lá fora.
Amplitude e espaço.
Ó minha amada síndrome.
Das pernas inquietas.
Desde pequeno.
Queria correr.
Sair. Correr.
Correr. Sair.
De lugares fechados.
De cenários esgotados.
De relações vencidas.
Outro dia chorei.
Vendo Forest Gump.
Uma hora ali.
Uma hora qualquer.
Ele decidi correr.
Diante do absurdo da vida.
Resolve correr...

19 de outubro de 2010

Falou e disse...

Aos "bem nascidos" urbanos.
Não posso deixar de postar.
A fala do Chico ontem.
Músico que tanto adoram:
"Vim reiterar meu apoio
A essa mulher de fibra
que vai herdar o sucesso
da justiça social,
uma marca do Lula.
Somos iguais, não falamos fino
com Washington nem grosso com
a Bolívia e Paraguai."
Falou e disse, Chico!!

Pscicodelia Brazuca....

Adoro revisitações.
Descobri uma pérola.
Da psicodelia brazuca.
Alceu.
Zé.
E a turma do "Ave Sangria".
Haja ácido!
Demais...

Paralamices...

Eu vou lutar.
Eu vou lutar.
Eu sou Maguila.
Não sou Tyson.

18 de outubro de 2010

Quando ergue o pano...



Já disse por aqui.
Não sou religioso.
Mas se fosse.
Seria do candomblé.
Adoro o culto aos orixás.
Os batuques dos terreiros.
A mitologia Yoruba.
Os bons fluídos.
E a linda resistência.
Afinal.
A Igreja Católica proibiu.
E Governos "caçavam" adeptos.
Nesse fim de semana.
Mergulhei nos "Afrosambas".
Do Vinícius. E Baden Powell.
É quase um transe.
Canto de Xangô é lindo.
De chorar!
Enfim.
Confesso que ainda hoje.
Me pego cantaralando.
E com bastante crença.
Versos Peruchianos:
"Sr. Exú, faça o favor.
Nos abra os caminhos este ano!
Abença Nanã. Salve os Iberês.
Em meu Jacutá.
Faça entrar nova manhã."

Generalidades futebol clube!

Novos ares.
Tô em nova função no trampo.
Pelo visto, mais responsa.
Atribuições diferentes.
Desafios interessantes.
Ainda mais viagens.
Tô feliz!
Mas continuo convicto.
Trabalho emburrece.
Não pela atividade em si.
Mas pelo "recorte" do saber.
Pode-se ter o melhor trabalho.
Mas sempre será.
Restrito a alguns temas.
E limitador, portanto.
Sem contar.
Que se perde horas à beça.
That's the point!
No fundo.
Ainda sou apaixonado.
Por generalidades.

Grandola Vila Morena....

Tem coisa mais linda.
Do que isso?

16 de outubro de 2010

Que tempos são esses...

Dá vontade de se matar.
Quando lembra-se o que foi.
O Lira Paulistana.
De como se conseguia.
Erguer um movimento cultural.
Com muitas referências.
Com sagacidade.
Com plasticidade.
Com sintonia artística.
Com uma atmosfera bem mais rica.
Culturalmente.
De um tempo de outrora.
Que temos hoje?
Qual nossa inserção cultural?
Qual é a erupção dessa época?
Qual a transgressão?
Não há nada!
Referências pobres.
Lixo cultural.
Fragmentos.
De uma época inepta.
Individualista.
Que goza de "remakes".
E não funda nada!
Onde está nosso Premê?
Língua de Trapo?
Jorge Mautner?
Arrigo Barnabé?
Itamar assumpção?
Nosso Hélio Oiticica?
Nosso Cazuza?
Não há nada!
Somos a cultura do MSN.
De páginas pessoais.
Tétricas.
Escravas de um hedonismo.
Alienante.
E da armadilha vagabunda.
Da era da informação.
Lixo cultural.
Idéias engessadas.
Preguiça intelectual.
Que só o mais tedioso.
Enjôo.
Para aguentar!

Hora de ir pro pau 2!

Quem vê essa entrevista impecável.
Com calma.
Fica com pouca dificuldade.
De decidir seu voto.
Clep! Clep! Clep!

Isca de Polícia...



Amo Itamar Assumpção.
Quando cheguei em Brasília.
Descobri o Gates.
Balada histórica daqui.
Para minha surpresa.
Havia um quadro imenso dele lá.
Com sua música-hino “milágrimas”.
Lembro de chorar, chorar.
Sob a rédia do "manto etílico".
E das saudades de Sampa.
Quase ninguém o conhece, por aqui.
Itamar é Sampa Midnight pura.
Lira Paulistana.
Praça Benedito Calixto.
Ontem chorei de novo.
Fiquei sabendo disso.
Não vejo a hora.
De botar a mão nessa caixa.
Afinal.
A cada mil lágrimas.
Um milagre...

Eigth Days a Week...

Vou encarar.
982 páginas.
Biografia dos Beatles.
Escrita por Bob Spitz.
O começo: uma delícia!
Sobretudo pelo contexto.
De Liverpool, à época.
(sou convicto que cidades
transformam pessoas).
Queria entender isso.
Prefiro muito mais.
Bografias.
Do que romances.

Paradoxos...

Engraçado isso.
As personagens mais cativantes.
E interessantes.
São ao mesmo tempo.
Complexas.
E auto-sabotadoras.

14 de outubro de 2010

Início e fim..

Engraçado isso.
O olhar das artes.
Sobre relacionamentos.
Cinema, novela, literatura, etc.
Costumam:
Ora glamorizar o início.
O despertar da paixão.
Aquele "seu melhor" que
se entrega quando amamos.
Ora espetacularizar o fim.
A tragédia da desilusão afetiva.
Os destroços da relação doentia.
O rancor e a ruptura eterna.
Mas e o meio?
E o tédio do dia-a-dia?
Os dias normais?
As segundas-feiras?
O feijão com arroz do amor?
E o meio?
Esse tempo maior.
O durar dos anos.
O enrrugar das peles.
A decadência física.
O elo construído.
No fundo.
Nós.
Humanos.
Adoramos exageros.

12 de outubro de 2010

Fracasso, sucesso...

Conversava com grande amiga ontem.
Sobre noções de sucesso, fracasso.
Pilares do nosso tempo.
Que determinam nossa estado emocional.
Há os que amplificam pequenos erros.
Os que superestimam muúdas vitórias.
E os intermediários.
Que veem com calma.
Os altos e baixos da vida.
No meu caso.
Vivo "pequenas mortes".
A cada conquista, a velha pergunta
ouro de tolo: "mas e daí?"
Por outro lado.
Vejo com a mesma desconfiança.
Eventuais derrapadas.
E descaminhos.
Experiência? Maturidade?
Ou uma saudável desarmonia
frente a quase tudo?

Hora de ir pro pau!

É segundo turno.
Momento crítico.
Hora de ir pro pau!
E defender esse Governo Popular.
Bom que acabou a pasmaceira.
Os intelectuais se mexeram.
Marilena Chauí arrasou aqui.
E a classe artística se organiza.
Fará um ato de defesa à Dilma.
O Chico, sempre Chico.
Resolveu mostrar a cara.
E lado.
Vai defender a Dilma.
E o Governo Lula.
Engraçada essa moçadinha.
Os "bem nascidos" urbanos.
Da nossa classe média-alta.
Amam o Chico em rodinhas de samba.
E em suas angústias afetivas.
Mas pensam o Brasil de forma
conservadora.
Não se livram de seus "cacoetes" interpretativos.
Forjados pela nossa imprensa golpista.
É isso mesmo.
Hora de ir pro pau!!

25 dias depois...

25 dias depois.
Eis que estou aqui.
De volta à Brasília.
A verdade é que...
Gosto dessa cidade!

7 de outubro de 2010

Um Japão aqui...refrigerante nunca mais!

Amo a influência japa em Sampa.
Faz toda diferença e dá
charme à cidade.
(Em Brasília, se verem um japa,
tirem foto, nunca vi um!).
Nesses dias.
Cumprei meu rito nipónico aqui:
fui ao clube de tiro com o Zé Ribeiro.
Super amigo e japa até a medúla.
Restaurante da Yara, na Paulista.
E visitei o imcomparável mestre
Dr. Masayoshi Mário Obara.
Alfaiate de 85 anos.
Que faz minhas camisas.
Visitar essa lenda do Largo
do Payssandú é certeza de alegria.
São lições de vida, e vitalidade.
Aprendi mais uma hoje:
jamais, jamais, jamais tomar
refrigente.
Mostrou-me sua experiência.
Derramou coca cola no tanque
e deixou secar.
Sobra um ¨açucar negro¨.
Obedecerei, como discípulo.
A partir de hoje:
Refrigerante nunca mais!!

No cars go....

Sou geógrafo.
Não poderia vacilar.
Estudei o desenho da cidade.
De agora. E do futuro.
Para eleger meu ponto.
Terei morada no que eu chamo
de ¨Acesso Futebol Clube¨.
Estação Fradique da linha 4.
Que rasga os eixos e me leva à:
Paulista (linha verde) -
Vila madalena à Vila Prudente.
República (linha vermelha) -
Barra Funda à Itaquera.
Luz (linha azul)
Tucuruvi à Jabaquara.
E ao trem da marginal -
Ceasa ao Grajaú.
Ou seja, na Sampa do futuro.
Nada de carro.
Poderei ir a qualquer lugar.
De metrô.
E tirando o trânsito.
Talvez essa cidade seja
a melhor do mundo!!

6 de outubro de 2010

Edificações...

Trabalhei, trabalhei.
Durante dezoito anos.
Poupando cada realzinho.
Me presentiei.
Comprei meu Ap. tão sonhado.
No bairro que mais gosto
de sampa.
Hoje fui lá.
Reconhecer o ¨terreno¨.
Andar ruas adjacentes.
Verificar o comércio.
E sentir os espaços.
É isso: ter o ¨seu¨ lugar.
Nada parece mais feliz.

5 de outubro de 2010

A ¨questão¨ religiosa....

Concordo com o PHA.
Não teve ¨onda verde¨.
Não deu Dilma no primeiro turno
por causa do voto religioso.
A questão do aborto.
Do ateísmo.
Do criacionismo.
Da descrença em Darwin.
Marina representa a “religiosidade”.
A evangélica pura, imaculada.
Votos captam imagens, símbolos.
Não consistência política.
Não a condução firme do país.
Numa governabilidade possível.
Temos progresso.
Prosperidade material.
Mas nos subterrâneos do
senso comum coletivo.
Estamos ainda na Idade Média.
Uma pena!

2 de outubro de 2010

Contrastes...

Que contraste!
Do sol nordestino.
À garoa paulista.
Determinismos.
Estados de espírito.
Aquele papo da distância.
Que se toma dos lugares.
Parece certeiro.
O olhar do expatriado.
Nunca mais é o mesmo.
A cada distância longa.
Uma reinvenção.
Adoro essa sentença:
¨O lugar muito reconhecido.
Empobrece a nossos olhos...
A cidade sou eu!¨

30 de setembro de 2010

Voltei...

Voltei.
Mas com preguiça.
A malemolência.
Do Nordeste.
Contagia.
Sempre achei trágica.
A calma.
Voltei confuso.
A vida cairia bem.
No embalo.
De um grande descanso:
uma rede.
um ventilador.
E nada mais!

18 de setembro de 2010

Brisas e sonhos...

Vou ali, e já volto.

16 de setembro de 2010

Oitentices..

Não tem jeito.
Sou um "Oitenteiro".
Incorrígivel.
Hoje foi dia de
Echo & the Bunnymen.
Delicie-me com a linda versão
de "The Killing Moon".
(Viva a Nouvelle Vague!)
Foram incontáveis as vezes.
Que a escutei pelas baladas da vida.

De papo pro ar...



Prestes a sair de férias.
Que sensação de leveza!
De ser dono do próprio tempo!
De apontar o nariz...e ir.
Hora de praia.
De mar.
De cerveja gelada.
De desobrigações.
E de anarquia das horas.
Hora de, sobretudo.
Refletir.
Prestar-se ao delicioso
exercício de verificar:
o balanço qualitativo.
....De TUDO!
E se reinventar!

Satisfação para mim é (ter)...

Prazeres simples, mas diários.
Pausar longamente no almoço.
Andar descalço.
Mudar de caminho.
Andar por outras ruas.
Alternar o lugar dos móveis.
Buscar novos temperos.
Dormir mais tarde.
Dormir mais cedo.
Mudar.
Métodos, jeitos, lados.
Mudar.
Roupas e músicas do i-pod.
Caminhar a esmo.
Ir ao cinema só.
Trocar de sabonete.
Mesclar lazer e trabalho.
Viajar sem destino...

14 de setembro de 2010

Las Leonas...

Como alguns sabem.
Sou fã total da Argentina.
Em quase tudo:
música, culinária, cultura, etc.
E combato, com convicção.
O bairrismo chinfrim.
E o nacionalismo besta.
Que às vezes aflora por aqui.
Domingo comemorei.
Teve grande feito dos hermanos.
Aliás, das "Hermanas".
Lindas "Hermanas", por sinal.
"Las Leonas" são campeãs no hóquei.
Do mundo! 3 x 1 contra a Holanda.
O esporte é amado por lá.
Fruto de presença de escolas inglesas.
Que trouxeram da Grã-Bretanha.
O rugby entre os meninos
E o hóquei na grama pras meninas.
Felicitações a "las leonas".
Guapíssimas!

Sobre aniversários...

Geralmente.
Não gosto de aniversários.
Pela timidez.
E pela centralidade da coisa.
Torna-se uma data provocativa.
Primeiro por insinuar nossa especialidade.
Ou não, perante os outros.
E depois por perverter a sagacidade.
De ver tudo, absolutamente tudo.
De forma relativa e leve.
Cria-se, tolamente, crises de aceitação:
a cada deslembrança, uma desilusão.
A cada cumprimento.
A simples obrigação da amizade.
Uma tremenda bobagem, claro!
Vou parecer contraditório.
Mas 12 de setembro agora, fiz 36 anos.
E fiquei muito feliz!
Não tinha parado para constatar.
Quantos amigos valiosíssimos
fiz ao longo dessa jornada.

Jardins de Epicuro



A mãe de todas as religiões.
É a angústia da morte.
Todas, sem exceção.
Procuram atenuar a agonia do fim.
Com uma estratégia simples.
Suaviza-se a mortalidade
Com a ilusão da “vida eterna”.
E oferecendo, supostamente.
Significado à vida.
Para mim, é uma baita prisão!
Só se é verdadeiramente livre.
Encarando o fim de frente.
Destemendo inexistência.
A partir daí.
Valoriza-se tudo.
Cada detalhe é raro.
Cada instante, único.
Viver é um privilégio.
E tudo deve ser contemplado:
Gestos fundamentais.
A gula por conhecimento.
Elevados valores.
Ligar-se a pessoas valiosas.
No fundo.
A ideia da morte nos salva.
E nos convida!
Aos Jardins de Epicuro.

9 de setembro de 2010

Tititi - Capítulo 47

Quem diria!
Virei um noveleiro.
Sigo vendo compulsivamente
a versão original da Tititi.
Diversão garantida!
Estou livre da TV Oficial.
Esse lance do Youtube é demais.
Vê-se o que quer.
Na hora que quiser.
Duvido que haja dupla mais
engraçada que o Luiz Gustavo(Ari)
e o José de Abreu (Chico).
Morro de rir!!!
De doer a barriga.

Rondo do capitão...

Tem coisa mais linda que isso?

Bão Balalão
Senhor Capitão
Tirai este peso
Do meu coração

Não é de tristeza,
Não é de aflição.
É só de esperança,
Senhor capitão!

A leve esperança,
A aérea esperança...
Aérea, pois não!
- Peso mais pesado

Não existe não
Ah,livrai-me dele,
Senhor capitão!

A escultura da Luz...

A escultura da luz
brota no plano alto
das gretas da terra
irrompe o sol
Indecifrável

A escultura da luz
capta à sua volta
harmoniza gestos
ordena madrigais
Veemente

A escultura da luz
transborda surpresas
desafia certezas
Clareia clareiras.

A escultura da luz
não se repete
recicla-se em raios
Sacrifica-se
À beleza

Nada de novo no front...

Entra eleição. E saí eleição.
E lá vai a nossa velha mídia
atrás de um novo golpe.
Essa história da receita é
mais requentada que arroz com
feijão em banho maria.
Bom, pelo menos agora a pose
de neutralidade foi pro saco.
A imprensa, enfim, abriu o
jogo e rasgou a fantasia.
O Ricardo Kotscho matou a pau aqui.
Agora é esperar o Jornal
Nacional na véspera da eleição.
Que vão invetar dessa vez?
Vou comprar pipocas e chamar
os amigos!

8 de setembro de 2010

Santo Graal do relacionamento...

Monogamia social é uma coisa.
Monogamia genética é outra.
A primeira é raríssima.
A segunda, raríssima ao cubo:
no mundo animal, é super comum a discordância
genética entre filho e pais sociais.
Nos chipanzés, supera 60% dos casos.
Nos homens, algo em torno de 10%.
Isso tudo para dizer o seguinte:
Já que a monogamia é tão improvável,
por que relacionamentos Sartreanos
ficaram fora de moda?
Com o perdão da generalização, a coisa
funciona mais ou menos assim:
Quase todos traem. Quase todos sabem.
E todos fingem que acreditam.
E assim caminha a humanidade:
bebendo no cálice sagrado de sua
mais escamoteada hipocrisia social.

Idade Média...

"Camisinha tem de ser doada e ensinado como usar".
Disse Lula certa vez.
A CNBB não titubeou:
“A posição da Igreja é clara. Não mudou nem mudará.”
Parece discussão vã, mas trata-se de crime!
Os políticos fogem do confronto com a Igreja.
Que se traduz na falta de empenho administrativo
para distribuir camisinhas nos municípios.
E, nossos jovens, ficam mais expostos à epidemia.
Como diz o Dráuzio Varella:
“Quanto sofrimento humano esses senhores de aparência
piedosa ainda causarão em nome de Deus, impunemente?
Depois perguntam por que não entro em Igrejas...

7 de setembro de 2010

Descanso futebol clube...

Decisão acertada.
Fiquei em Brasília no feriado.
Um tédio delicioso!
Nadei todo dia.
Li todo dia.
Dormi nove horas por dia.
E não fiz nada, em muitas horas.
Formidável!
Tem coisa melhor do que
não fazer absolutamente nada?
Nada mesmo?

Alienações pós-modernas...

Parece que uma poderosa mão
desligou a tomada de todos.
Cortado o fio, que os ligam,
a qualquer coisa.
De repente, a felicidade é isso:
cortar a corrente. Dar o fora!
Dar o fora sem sair da festa.
Dançar sem ouvir a musica.
Quem sabe?

6 de setembro de 2010

Pra comemorar...

Devíamos comemorar.
Não o aniversário da independência.
Mas sim. Nossa principal singularidade:
a mais fantástica promiscuidade racial!

Aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos mamelucos sararás
crilouros guaranisseis e judárabes

orientupis orientupis
ameriquítalos luso nipo caboclos
orientupis orientupis
iberibárbaros indo ciganagôs
somos o que somos
somos o que somos
inclassificáveis


ANTUNES, Arnaldo. "Inclassificáveis"

Anacronismos...

Fora do próprio tempo!
Como isso é forte em mim.
Até gosto dos embalos atuais.
Do conforto tecnológico.
Do acesso ilimitado além-fronteiras.
Da era da informação.
Mas é incrível como tudo é pasteurizado.
Tudo é fluído e desconexo.
Via armadilhas do entreternimento.
Quero identidades!
Uma militância libertária de fato.
E pulso contra a pasmaceira geral.
No fundo.
Dou uma importância excessiva
à contracultura dos anos 60/70.
A única revolução do século 20 que deu certo.
E que melhorou a vida de muitos.
Enfim.
É isso! Estamos aqui.
Vivendo essa ressaca pós-moderna.
Agradecendo os doidões de outrora.

3 de setembro de 2010

A vitória das cores...

Festa de garotada é um sarro.
Tudo mudou.
Há execesso de carinho no ar.
Meninos são meigos com meninos.
Meninas se acariciam.
O espírito gay venceu.
Ótimo que derrotou a cartetice.
Super importante.
Mas pra não militantes.
É meio estranho.
Vira-se um verdadeiro peixe fora d'água.
Pela idade. E pela convicção hetero.
Por isso prefiro bares hoje em dia.
Mais adequado para senhores de recato.

1 de setembro de 2010

Sobre culpas..

Voltei. Com uma provocação:
incrível como nosso comportamento
moral é regulado pela culpa.
É um traço curioso da modernidade.
O individualismo, de um lado.
E a crença em “muletas” transcendentais
que julgam, punem ou recompensam.
Do outro.
Recomendo algo mais libertador:
a moral nietzschiana.
"O bem", "o mal", são apenas
rótulo em si mesmos.
Significam nada ou muito pouco.
A política funda a moral, e não o contrário.
A culpa é o cerne da cultura judaico-cristã.
Com um problema.
Instituiu o arrependimento como um
dispositivo permissivo.
Vira uma roleta engraçadinha:
Peco. Culpo-me. Aí peço perdão...
E me liberto para “pecar” de novo.
Faz sentido essa tortura?

Arcos da vida...



Os arcos da Lapa estão
sendo pintados.
Ficarão lindos, certamente.
Como a cidade maravilha.
O bairro tem charme.
Diversidade.
Pulsa.
E têm coragem.
De se reinventar.

Casa, separa, casa, separa...

Não há dúvidas.
O mundo virou uma rede.
Papo trivial que ouvi ontem,
de amigos que se reencontram no avião:
“Você casou com a Marcela, né?”.
“Sim, ficamos 3 anos juntos”.
“E seu namoro com o Dudu?”
“Casamos também. Durou 4 anos”.
“Hoje moro com Lú".
“Jura? E eu namoro com o Nando".
"Sério? Não sabia!".
"Ah, me passa seu telefone".
"Vem sempre à Brasília?"
"Sim".
"Poxa, vamos marcar um choppinho
da próxima vez."
"Claro, claro!".

26 de agosto de 2010

Titanomaquia.

O nome do destruidor é
Destruidor
O nome do construtor é
Construtor
A face do destruidor.
A face do construtor.
O que ele constrói?
A obra do construtor.
O destruidor não pode mais destruir
Porque o construtor não constrói.
O construtor não constrói porque
Não pode mais construir.
A face do destruidor.

25 de agosto de 2010

Agora viciei...

Agora lascou!
Fui falar de tititi e dancei.
Achei a versão original no youtube.
E o melhor.
Todos os capítulos estão disponíveis.
É uma delícia viciante.
Morro de rir!
Não consigo fazer mais nada.
Parei de ler. De escrever.
O Luis Gustavo é um show.
O personagem Ariclenes é, disparado,
o mais engraçado da história da TV.
O Zé de Abreu é sensacional.
E a Malu Mader, linda.
(mas com um cabelinho feio que era moda).
Quem duvida. Espia aqui.
É sensacional!!

24 de agosto de 2010

Sobre chorar...

Tenho uma mania.
Anotar quando chorei.
Claro. São viradas de páginas.
Visitas raras a zonas
mais profundas de mim.
Mulheres perdem, nesse aspecto.
Choram organicamente.
Aliás. Minto.
Seus hormônios que choram.
Uma pena!
Homens choram escondidos.
Egoístas de sua comoção.
Todo choro masculino, no fundo.
É um triunfo pessoal.
Comemorado na solidão.

O cheiro do tempo...

Memória tem cheiro.
Fases relembradas, por aromas desaparecidos.
Blocos do tempo são erguidos.
E instantes acordados:
A primeira espuma de barba.
O prato dá época.
A estréia do sexo.
Memória se inala.
Em bálsamos de sensibilidades perenes.

22 de agosto de 2010

Tititi...

Ontem vi "Tititi".
Que porcaria!
Uma agressão à memória.
Um insulto à Sampa.
Também.
Botam o Murilo Benicio.
No lugar do Luiz Gustavo.
Um Chico totalmente sem graça.
No lugar José de Abreu.
Tem cabimento?
Aracy Balabanian foi certeira:
"Sou tão conhecida como a Mulher Melancia".
Banalizou-se tudo.
E todo mundo é bonito.
Ou em vias de.
Uma escravidão estética.
Aprisionada em diálogos artificiais.
Ora, ora, ora.
Que tempos são esses!
De falsificar tudo.
Compulsivamente!

Homo-segredos...

Homens.
Pra lá.
Pra cá.
Escravos.
Da testosterona.
Pernas.
Que se cruzam.
Vaidades edificantes.
Paixão.
Quieta.
Revisitações.
Maternas.
Homens.
Em verdade.
Apaixonam-se.
Por Fernandas.
Takais.

21 de agosto de 2010

Música de brinquedo...

Como ninguém teve essa idéia antes?
Por isso que adoro Pato Fu.
Um novo disco.
Só com sons de brinquedo.
Uma verdadeira viagem gulliveresca!
Nessa hora dá vontade de ter filhos!

20 de agosto de 2010

Almas aladas..

Inventam-se almas.
Misturam-se:
Genes materno-paternos.
A cada par, um traço do ser.
A cada traço, um mosaico humano.
Alma?
Consciência pessoal.
Transpassa a inscrição no zigoto.
Transcende a expressão do genoma
Transborda o sistema nervoso.
Alma?
A maravilha da narrativa pessoal.
A una-história.
Que se cria.
E não se copia...

19 de agosto de 2010

A "Sampa" de Brasília...

Sim.
Brasília tem sua "Sampa".
Canção do capixaba Sérgio Sampaio.
Melhor. Do "maluco beleza" Sérgio Sampaio.
(e cover de Juliano Gauche)
Linda, linda, linda...

Quase que ando sozinho por todos os bares
Freqüento lugares, namoro suas filhas, Brasília
E posso dizer que começo a voar
Sossegado em seu avião
E mesmo com o ar desse jeito tão seco
Consigo cantar no seu chão

Sei que preciso aprender
Quero viver pra saber
E conhecer Brasília


18 de agosto de 2010

Auto-promoções...

Mais um evento legal que demos
as caras, palavras e idéias.
E esse tinha gente à beça.

17 de agosto de 2010

Ah, essa tal felicidade...

Gostei dessa definição.
Felicidade é cultural.
Nos anos 60 e 70 era burrice:
a alienação ante à realidade opressora.
(intelectuais abominavam os "alegrinhos de plantão").
Hoje felicidade é ser invejado.
Na imagem que projeta sucesso.
E na ostentação verificada pelos outros.
Para mim, é apenas um rótulo.
É descontínua e pontual, se bem explicada:
vai e volta, sob o manto de hábitos singelos.
E sem receitas.
Já que todos têm a listinha do que lhe alegra.
Não se deve desejar felicidade a quem se gosta.
Portanto.
E sim, intensidade, variedade.
Um leque mais vasto de emoções!

16 de agosto de 2010

Ah, essa cidade....

São Paulo é incomparável mesmo.
Nada contra outras cidades.
Mas é uma questão de acesso.
Em uma hora consegui encontrar
um livro que uma amiga me indicou.
(nenhuma livraria de bsb tem).
E achei uma sessão.
Na hora certa.
Para ver o "Uma noite em 1967".
Mas o melhor mesmo.
É ter 6.218 opções para comer.
E tudo ali...do ladinho.
Indo a pé!

13 de agosto de 2010

Pitaco do dia..

"Conhece- te a ti mesmo, mas não fique intimo."
Luis Fernando Veríssimo

Questão de peso...

Gostei desse Alexandre Merheb.
Diz coisas que soam sensatas:
queimar gordura é um processo
bem mais complexo do que se imagina.
Por isso, dietas não funcionam.
Reeducação alimentar é papo.
Sentir fome e fazer exercícios é fria total.
Crise energética detona a “máquina humana”.
O lance é reeducação metabólica.
Gordura se queima no repouso.
E com o pâncreas obediente.
(fabricando baixas qtdes de insulina).
Dietas o tornam hiperativo.
Queimando carboidratos dos músculos.
E não gordura.
É simples.
Controla-se o peso conjugando,
três mantras:
Comer bem.
Exercícios regulares.
Seleção adequada de carboidratos
de baixo índice glicêmico.
O resto é conversa...

12 de agosto de 2010

Dia de Rock...

Rock tem que ser sujo.
Rock nao tem firula.
Rock libera raiva.
Rock convida o diabo.
Rock pulsa o pulso.
Rock quebra pedra.
Rock quebra a corrente.
Dia disso aqui:

Momento “greve na fábrica” 2

Tímidos não têm vez.
As empresas são impiedosas.
Não fez amiguinhos.
Não foi bacaninha com o chefe.
E não “garganteou” suas qualidades:
ficarás no mesmo lugar!
Deviam se organizar, creio.
Defendendo bandeiras e ideais,
de um movimento politizado:
Fracasso, descompasso.
Anti-sociabilidade e anonimato.
Para negar, com toda veêmencia.
Os pilares idolatrados da
modernidade tecno-capitalista.

Momento “greve na fábrica” 1

Há um tempo.
“O ócio criativo” era livro de cabeceira.
Desconfiei, à epoca.
Como idéia, parecia genial:
“o lazer em primeiro plano”
Com espírto mais leve.
Trabalha-se, melhor. Cria-se, muito mais.
Mas quem entraria nessa?
Trabalhar menos = ganhar menos.
Desconfiava, desconfiava.
No final das contas, trabalho é:
transformação de energia abstrata em $$.
E todos adoram e precisam de $$.
Resultado?
O multifuncional-homo-sapiens é flexível.
Hoje faz uma coisa, amanhã outra.
E não se pergunta "o que eu quero?",
Mas sim "como me vendo melhor”?
O resultado é a esquizofrênia coletiva atual:
viramos produtos nas gôndolas da Catho.

11 de agosto de 2010

Feliz eu serei seu "nada"....

Todo mundo teve sua fase Raul.
E sua fase Renato Russo.
Legião, não ouvirei mais.
Soa ginasial demais, hoje.
Mas Raul é eterno.
Sobretudo o "lado B" da obra.
Há músicas seríssimas:
"É fim do mês", "Lua Bonita".
"Abre-te Sésamo".
Novo Aeon é um disco obrigatório.
Mas mesmo no final da carreira.
Sem pâncreas. E sem fígado.
Raulzito cunhou maravilhas poéticas.
Como essa à amada:
"Diga o que você quer
Se acaso não quiser
Feliz eu serei seu nada
Mas um nada de amor"
Nem os ultra-românticos do Sec XV.
Chegariam tão longe.

10 de agosto de 2010

Seres "8 ou 80"...

A lógica binária é o "ó".
Do borogodó.
O lema "ou isto ou aquilo" é o fim.
Da picada.
As mais ricas interpretações da vida
não são lineares.
São anárquicas.
Famitas de outros ângulos.
Quando vejo esses "seres 8 ou 80"
pregando suas limitações.
Fujo.
Morto de medo do contágio.

9 de agosto de 2010

Museologia do presente..



Curiosos esses tempos.
Tempos de guardar o que acontece.
Captar, digitalizar e armanezar.
Eis o lema.
Orkut's e facebook's da vida que o digam.
Tudo é fotografado e sequenciado.
Pequenas alegrias. Gestos não espontâneos.
Sorrisos congelados.
Nossos passos são guardados sob a vigília do Deus Cronos.
Erguem-se fortalezas pessoais:
Museus do presente.
Museus do que acaba de acontecer.
Museus da instantaneidade.
Não parece estranho sentir saudades de anteontem?
Do presente?
Captar e armazenar.
Eis o lema.

(publicado originalmente em 3 de maio).

Sobre o tempo...

Imediato.
Pra já.
Lemas do nosso tempo.
Cronos.
Diamantes clamam espera.

6 de agosto de 2010

Na Bodeguita...

A vida é uma ciranda:
Dias.
Que a noite é assim.
Noites.
que o dia é assim.
Arregalos da vida.

A metade do seu olhar
Está chamando pra luta aflita!
E metade quer madrugar
Na bodeguita


Chico

5 de agosto de 2010

Reflexões polares...



Frio dá sono.
Frio dá fome.
Frio consome.
Frio congela.
Decidamente,
não nasci para passar frio.

3 de agosto de 2010

Sobre produtos...

O marketing empresarial é engraçado.
Novidade ou Familiaridade?
Juventude ou Experiência?
Jovens gostam do novo.
Possuir uma nova tecnologia,
por exemplo, é como te uma cauda de pavão.
Facilita o acasalamento.
Adultos são mais conservadores.
Gostam de produtos revestidos de familiaridade.
Dirigir-se mercadologicamente a um grupo,
elmininará o outro.
Haverá meio-termo?

Agenda de campanha..

To parecendo político atrás de votos.
Sexta, sábado e domingo estive em Vitória.
Segunda, em Brasília.
Hoje: Porto Alegre.
Amanhã, Passo Fundo.
Depois Santa Rosa, perto da Argentina.
E Tapejara.
Quinta, volto à Porto Alegre.
E sexta, à Brasília.
Domingo, dia dos pais:
São Paulo.
E segunda, para Brasília.
Onde moro mesmo?

2 de agosto de 2010

Sobre lugares...

Voltei.
Com uma conclusão:
Sim, morar na praia faz a diferença.
Tudo em você é direcionado à contemplação.
O espírito perde peso.
E o corpo pede comunhão entre as pessoas.
Fico pensando como atinge-se, nesses lugares,
progressos científicos e empresariais.
O excesso de beleza tira o foco das coisas.
Lembrei de um papo do Dr. Elsimar
Disse que quando jovem em Salvador.
A Federal recebera um gringo fodão da medicina.
Que aconselhou o astuto estudante:
“Rapaz, saia daqui. Esse lugar é lindo demais.
Você não vai querer estudar.”

A Idade Média não tinha acabado?

Excepcional a reportagem de ontem
do fantástico sobre o aborto.
Os dados da UNB são impressionantes:
uma em cada 4 mulheres (até os 40 anos),
já realizou o procedimento.
Ou seja, são brasilieras comuns.
E de todas as classes.
O aborto no Brasil já é livre, portanto.
O que muda é a forma de acesso.
Milhares de meninas pobres vão a hospitais
públicos tratar suas complicações (curetagem, etc.).
É um problema médico.
De alto impacto na saúde pública.
Não pode ser tratado por “marginais clandestinos”.
Pena que nossos políticos são bananas.
Morrem de medo do lobby da igreja católica e
dos evangélicos.
O argumento religioso é medieval.

29 de julho de 2010

E por falar nisso..

E por falar nisso.
Vou ali e já volto.
Porque é preciso ver o mar...

Direito à preguiça...

Andei pensando.
Tá errado esse troço.
A aposentadoria deveria ser agora.
Dos 30 aos 45 anos.
E depois é batente até morrer.
É agora que sobra energia.
E estabilidade emocional.
Do jeito que é. Nada se pode.
Há zilhões de coisas para fazer.
E escassez total do tempo.
Senão vejamos.
Tudo é atropelado numa
esquizofrenia excludente:
Carreira profissional.
Contato com a família.
Lugares para conhecer.
Pessoas para visitar.
Festas para desfrutar.
Esportes para fazer.
Teorias para estudar.
E, fundamentalmente,
o tempo que se perde
na besta mania de adiar tudo,
e cair na armadilha de não fazer nada.
Por isso:
direito à preguiça já!

A cidade sou eu...

Sou geógrafo. Amo cidades.
Entendê-las consome 62% do meu tempo.
Tenho um método, quando virgens.
Escuta-se, primeiro, os taxistas.
Depois, é “sacar” a boemia esparramada
no tecido urbano.
É ali que se entende os grupos.
Como se tomam e formam espaços:
de convivência, de exibição de estilos.
Vi esse excelente documentário, outro dia.
(dica de uma amiga).
Conta a saga do que foi a 109 Sul.
Quadra mais efervescente de Brasília.
O tempo passou.
E a Asa Sul, de hoje, é mais sóbria.
Domingo à tarde, por exemplo, fora o
famoso “Libanus”, tudo fica timidamente vazio.
A vitalidade pulou pro Sudoeste do plano.
E curioso. Num bairro de gente de fora daqui.
Que ergue uma nova Brasília.
Ainda mais misturada.
E longe do domínio dos antigos candangos.
É fantástico!
A cidade: e o curso de sua reinvenção.
Lembrei do Caetano(de novo):
“E novos brazucas passeiam em tua secura.
E novos brazucas te podem curtir numa boa!"

28 de julho de 2010

Jamais seria...

Jamais seria político.
É muito auto-agressivo.
Todas suas convicções, mesmo que impopulares,
são engolidas em troca de votos.
Desacreditar do criador : suicídio político.
Ser radicalmente lileralizante (drogras,
casamento gay, aborto, etc.).
10 votos no máximo.
No fundo, é quase um “não eu”.
Você é o arremedo da
violência do senso comum.
Políticos são importantes, claro.
Importantíssimos, diria.
Mas é para gente do Teatro...

27 de julho de 2010

Cidades são....

Cidades são véu.
Desnudas,
guiam-nos pro melhor.
Cidades são pêrolas.
Densas, escondem
lugares-diamantes.
Cidades dão presentes:
o anonimato.
A vitória coletiva de
ser apenas "mais um".

26 de julho de 2010

Zorba e Reda Anderson...

Terminei o “O iconoclasta”, de Gregory Berns.
Denso, mas excelente. Um livraço!
Serve, sobretudo, aos que não temem o novo.
E a inquietos, incomodados, transformadores.
Aos que vêem o fracasso com desdem, em suma.
Há vários exemplos de iconoclastas:
das ciências, das artes, da política, de empresas.
Mas me chamou a atenção ”Reda Anderson”.
Uma “Maiden” de 69 anos.
Foi cobaia de um voo espacial.
Antes disso, foi à Antártica. À Mongólia de Jipe.
E mergulhou para explorar o Titanic.
(10 hs de mergulho, 3,8 km abaixo, espremida
num submergível russo de 1,6 de largura).
Disse: “Perguntarei furiosa a Deus, o que é essa
expectativa de vida de 70 anos? Há tanto ainda a fazer.”
Lembrei do Zorba, personagem literário fundamental
em minha vida, nas portas de sua despedida do mundo:
“Um homem como eu deveria viver mil anos!”.

Não me convidem...

Tenho uma lei pessoal sagrada.
Proibo-me terminantemente frequentar
praças de alimentação de shoppings.
A pena é severíssima:
Três dias de inanição.
Justificatva?
O mau gosto. É extremo:
são abomináveis, esteticamente.
E desumanas.
Os freqüentadores parecem “gados confinados”.
Em meio a um barulho insuportável.
Além, claro, da comida ser geralmente horrível.
Procuro praças abertas aqui em Brasília .
Alguém conhece?

Deveria ser lei: almoços só em piqueniques.
(Não é piada. Há milhares de parques-merenda
espalhados na Europa!).

Porque é preciso ter lado...

Já disse por aqui.
Votei em Lula em 94, 98, 2002 e 2006.
Agora é Dilma. Com toda convicção.
A preguiça intelectual, por aqui, impera.
Dizem que esse Governo é de continuidade.
É um crime interpretativo. E leviandade.
Há mil exemplos. Querem um?
CDHU x “Minha Casa, Minha Vida”.
Serra se diz defensor da livre iniciativa.
Mas na prática, o seu CDHU é puro Estado.
É um modelo preso à decisão de prefeituras.
E nada anda sem o “comando” do CDHU.
Com toda a sorte de intervenções estatais.
No "Minha Casa, Minha vida" as atribuições são claras:
O setor privado, livremente, faz os projetos.
A CAIXA analisa e libera os recursos.
O Governo dá isenções fiscais.
E as prefeituras reduzem o IPTU.
E por que deu tão certo?
Todos envolvidos opinaram para desenvolver o programa.
De empresários, prefeituras, a CAIXA, etc.
No CDHU, Serra não consultou empresários.
E muito menos sociedade civil.
Entenderam?
Por isso voto pela continuidade desse Governo.
Lula botou em pé o “pacto nacional produtivo”.
Nenhum político fez isso.
O resto é dor de cotovelo e preconceito.

Ah, e ia esquecendo.
Como chamava o Bolsa Família mesmo?
“Programa de incentivo à vagabundagem dos pobres”.
Em junho batemos 7% de desemprego.
O melhor índice da série histórica.
É o que os Keynesianos chamam de Pleno Emprego.
Pobre VEJA! Pobre Lago Sul, Leblon, Higienópolis,
Mangabeiras...vai faltar remédio para a azia.

25 de julho de 2010

O sexo do ciúme...

Outras do Dr. Elsimar:
o ciúme humano tem sexo e gênero.
O da mulher é pensado.
o do homem, primitivo.
O da mulher é selecionado:
machos que valham a pena.
(namorado, esposo, pai, irmão).
O do homem, ilógico:
toda mulher desejada.
Mesmo a recém conhecida!
A explicação?
No mundo animal as femeas nao têm o
menor motivo para ter ciúme.
São cobiçadissimas e escolhem o melhor.
O humano feminino é uma invenção social.
É lógico, civilizado e sofisticado.
Chega-se, até, ao ciúme do marido impotente!
Claro, não são definições exclusivas.
Mas que faz sentido, faz.

23 de julho de 2010

Nada como o manto etílico da sexta...

Essa é, disparada, a música que mais ouvi no ano.
Adoro esse cara!
Amo The Clash.
Outro dia um amigão meu, com maestria, matou a charada.
Na segunda dose de Wisky as pernas ficam inquietas.
Anger is an energy!!
E se um dia eu fizer uma tatuagem.
Vai ser essa aqui:
E fim de papo!

Vamos comer Caetano...

Sou fã radical do Caetano.
Politicamente, gosto mais do Chico.
Mas a obra do Caê é bem mais viva.
Há diferenças claras.
O Chico usa personagens nas canções.
O Caetano é leonino. Fala dele. Se desnuda.
E canta muitíssimo melhor.
E nunca se acomodou. Vive se reinventado.
Transita em outros estilos musicais.
E rompe o esquema “banquinho e violão”.
Que às vezes mata a gente de sono.
Há músicas que me influenciaram muito:
“O estrangeiro”, “Língua” e "Trem das Cores"
Ainda hoje faço revisitações felizes.
Lembro de fases. Lembro de aromas.
Ou seja, sou Caetano Veloso Futebol Clube.
Hoje li a entrevista da Paula Lavigne
no Brasil Econômico (ótimo jornal, aliás).
Admirei-o mais ainda.
Transaram a primeira vez quando ela tinha 13 anos.
Ficaram 26 anos juntos. E se separaram numa boa.
“Adoro ser qualquer coisa do Caetano. Ex, Futura.
Tudo que venha Caetano depois, está ótimo”.
Resumiu a orgulhosa ex-mulher.
Paula também foi produtora do Cê.
Disco da faixa que canta a separação deles.
Há prova maior de maturidade emocional e beleza?

"Nada, nem que a gente morra
Desmente o que agora
Chega à minha voz.."

Twittadas..

Frase do dia:
O que se aproveita da vida se ela for apenas
uma provação para a alma?
Luis Fernando Veríssimo

22 de julho de 2010

Gangorras da alma...

Nosso íntimo é barroco:
Dependência ou autonomia.
Apego ou liberdade.
Partir ou ficar.
Paradoxos centrais de nossa subjetividade.
Vias definidoras de nossa jornada.
Os altos e baixos da vida são, em via
de regra, expressões desse conflito:
Prender-se, desprender-se.
Abondonar ou encontrar.
Sair, voltar.
Eis os movimentos de tudo.

20 de julho de 2010

Filhos da Ocitocina...

Não sou determinista.
Mas me amarro em bio-explicações.
Outro dia vi um desses neurocientistas
explicando a fissura por alguém.
Primeiro, uma descarga de adrenalina
dá o tom da atração.
Mas a coisa só anda se entrar em cena a dopamina,
neurotrasmissor do bem-estar e do vício.
Compromisso, casamentos, filhos?
Só se existir alta liberação de Ocitocina.
É o hormônio que estreita os laçoes afetivos.
E o mesmo que liga o bebê a mamãe.
(hum, Dr. Freud ia gostar dessa!)
Quanto mais sexo, mais ocitocina.
E mais liga-se ao outro.
Alguns antropólogos acreditam que essa titia aí
é a grande responsável por manter pais e mães
unidos, cuidando de seus bebezinhos.
E, sem essa união, não estaríamos aqui.
Hum...vai saber...

Auto-promoções...

Ah, saí em outra reportagem especializada.
A foto, para variar, ficou ruim.
Mas a matéria até que ficou legal.

19 de julho de 2010

Andar, andar...

Andar, andar.
Por rotas inéditas.
E trilhas incertas.
5, 10, 30 mil metros.
Andar, andar.
E sair do seu centro.
Do que se conhece.
Do que se mantêm.
Há toda beleza no longe.
No que nunca se viu.
O “eu”. E o "meio”.
O outro "eu".
O presente da reinvenção!
Como ensinou, Kerouac.
“Há sempre uma estrada...
e uma circunstância criada.
Como, onde, por quê?"
Transborda beleza.
No caminho...

Auto-percepções...

Tenho problemas com fotos.
No geral fico supreso e incrédulo:
"Sério. Sou eu mesmo aí"?
Descobri outra deformidade, há pouco.
Ainda maior.
Uma amiga andou gravando vídeos.
Conversas de bar entre ammigos.
Me espantei com minha voz.
A cabeça é a caixa acústica dos ouvidos.
Sei bem.
Mas não lembrava que fosse tão diferente, a voz.
Pensei nos cantores, locutores, e afins, que se escutam.
Será que gostam? Se reconhecem?
Eu juro que não me reconheci.
Enfim. Mas gostei dos vídeos.
Até que sou "engraçadinho" nos gestuais.

16 de julho de 2010

Sobre Taxistas..

Taxistas são termômetros de qualquer cidade.
Captam como ninguém as "ondas sociais".
Outro dia um deles me reclamou o casamento:
"Há 5 anos brigo com minha mulher.
Acabou a vontade. Acabou o sexo."
Frio, exclamei: "é hora de separar, então".
"Não dá. Ela vai brigar."
"Pode ser a última briga. Já pensou?"
Fez-se o silêncio da intromissão.
No destino final, me agradeceu:
"Valeu a prosa. Tu tá certo".
Desci do carro culpado.
E reflexivo:
até que ponto vale tentar colar os
cacos de uma relação corroída?

14 de julho de 2010

Ah, esqueci...

Esqueci.
Ontem foi o dia do Rock.
E não poderia de esquecer dela:
a tradução mais perfeita de Sampa.
"Pego na guitarra e não largo até pompéia gritar:
- Muda o disco!"
Guerrilheiro,
Forasteiro,
Ôrra meu!

Hora de trocar...

Há um ano que meu celular timbra isso.
Pensei em mudar para isso.
Mas vou disso aqui, mesmo.
É que tem muita energia por aqui.
Corpo a dentro...

13 de julho de 2010

Santo Remédio..

Há um remédio infalível.
Não é Aspirina.
Nem Valium.
Nao é Buscopan.
Nem Mescalina.
Tampouco Cataflan.
Ou Sidenafil.
"Oito horas".
Eis o nome.
De sono.
E ineterrupto.
E no escuro. Do escuro.
Cura absolutamente tudo.
Sono e bom humor se casam
como queijo e goiabada.

10 de julho de 2010

Conectar-se às pessoas...

Amanhã tem Holanda e Espanhã.
Vincent Van Gogh e Picasso.
¨A noite estrelada¨ e ¨Guernica¨.
Um morreu na miséria.
O outro bem sucedido.
Um habitava um mundo estranho.
E repelia as pessoas.
O outro era um imã social.
Várias amantes, extrema carisma e 1,60 de altura.
Ambos foram brilhantes. E gênios.
Quem viveu melhor?
Difícil dizer....
Realmente é fundamental se conectar às pessoas?

7 de julho de 2010

Nostalgia matusquela...

Somos todos descendentes de obesos.
Quem não estocou banha não ficou para contar história.
Foi varrido do "pool" genético.
O nosso cérebro ainda é primitivo.
Dá ordens autoritárias: comer e poupar energia.
Como os outros animais ainda fazem.
(aliás, alguém já viu jacaré fazendo "spinning"!?)
O fato é que a escassez de antes, forjou o hoje:
comemos muito mais do que precisamos.
E amamos ir da mesa farta para o sofá.
Tudo isso para dizer o seguinte: em tempos atuais,
é preciso uma disciplina militar para manter o peso.
Lembro que até os 22 anos eu era um "vara-pau".
Comia o "mundo" e não engordava um grama.
Nós últimos 10 anos, oscilei entre 84 e 88 quilos.
A custa de uma discplina, digamos, moderada.
Mas a cada dia que passa, menos tenho que comer.
E mais esforço tenho que fazer.
No fundo, no fundo.
Morro de saudades dos meus tempos de matusquela!

6 de julho de 2010

Bons vizinhos..

Um grande amigo me cutucou outro dia com razão.
Não faz sentido essa "picuinha futebolística" contra a Argentina.
É de uma burrice cultural sem precedentes!
Buenos Aires, umas das cidades mais lindas do globo, hoje é invadida por brasileiros.
Por lá veneram e adoram o Brasil e os brasileiros.
Nas outras províncias não é diferente.
Há cordialidade de sobra e nossa visita é motivo de muito orgulho para eles.
(Será que aqui é assim?)
Aliás, alguém já foi trapaceado por algum argentino?
Ou, tem algum motivo especial para tanta birra?
Sinceramente, é uma baita idiotice nosso tratamento, que, frisa-se, não é recíproco.
O povo é amável, e o país é um parceiro cultural de valor inestimável.
Portanto, vacinem-se contra esse sentimento ridículo.
E libertem-se do tosco domínio cultural da Globo, Veja, Folha, etc...
E do patriostismo chinfrim!!

4 de julho de 2010

"Loki" e a fómula ideal do casamento...

Assisti ao "Loki", documetário sobre o Arnaldo Batista.
Aí disparei a vasculhar no youtube coisas dos Mutantes,
entrevistas da Rita, e o excepcional som dos irmãos da Pompéia.
(que deve ser o bairro mais Rock and Roll do Brasil!).
A relação entre eles é a típica relação entre paulistanos.
Daria um livro sobre "sociologia das pessoas da Zona Oeste".
Entre muitas coisas interessantes, vi a Rita Lee abrindo o segredo
para durar tanto o relacionamento com Roberto de Carvalho:
"É assim. Cada um tem seu quarto. Um dia ele me canta para
dormir no meu. No outro, sou eu. E tem dias que cada um
fica na sua! É perfeito!".
Sinceramente: achei a fórmula magistral.
Quem vive ou já viveu, sabe disso!

Noel e Ceci...

Assiti ao filme "Noel, o poeta da Vila".
Adorei! O samba sempre me emociona.
E foi interessante captar a geografia da coisa.
Noel era de classe média, como Vila Isabel.
E sofria resistência de bairros mais tradicionais
do samba, conforme fica claro em Palpite Infeliz:
"Salve Estácio, Salgueiro e Mangueira,
Oswaldo Cruz e Matriz. Que sempre souberam muito bem,
Que a vila não quer abafar ninguém
Só quer mostrar que faz samba também"
Noel ganhou respeito e se impôs "poeticamente".
Sua história é linda e radicalmente boêmia.
Morreu aos 28 anos, deixando um legado de mais de 250 canções.
Mas o mais comovente foi seu amor por Ceci, dançarina de Cabaré.
Seu samba final em homenagem à sua "dama" é uma das coisas mais liindas
da música brasileira.

Ainda mais burro...

Agora Roberto Piva que se foi.
O mundo ficará ainda mais burro.
E, o pior, menos surreal.
"Paranoia" é obrigatório aos paulistanos.
A capital em poemas malditos, num beatnikismo brazuca.
Proclamava a não-aceitação dos valores da sociedade e ia além:
Destruia simbolicamente o mundo, sem deixar pedra sobre pedra!
De Piva ouvi umas das mais lindas frases, de Hölderlin:
"Há campo para todos. Caminhos não marcados a ninguém".

2 de julho de 2010

Se eu fosse..

Não tenho dúvida.
Se fosse adotar um estilo de vida não-convencional.
Seria radicalmente boêmio.
Como o deus Serge Gainsbourg.
E procuraria minha Jane Birkin!
Outro dia fiquei sabendo que
no seu túmulo ainda colocam
cigarros Gauloises e Gitanes.
E garrafas de Chivas.
É o máximo! Do máximo!!

O Império das casualidades...

O futebol é como a vida.
Pleno em casualidades.
Um lance e tudo se altera:
heróis viram réus.
De caminhos desviados.
Incrível como se perde tempo,
para justificar o curso das coisas.
E domar o imponderável:
fracassos e vitórias.
Sucessos e derrotas.
Filhos bastardos de categorias inventadas.
Superaremos o manequeísmo um dia.
Superaremos....

30 de junho de 2010

Como o medo distorce a percepção...

Sim. Tenho inclinação ao contraditório.
Embora a polêmica pela polêmica seja sinal de imaturidade.
Mas que é quase impossível defender uma opinião solitária, isso é.
O medo do isolamento social nos paralisa!
É impressionante.
Gosto da explicação da pscicologia darwinista para esse processo:
nossos ascendentes dependeram do grupo para sobreviver.
Interagir com os outros sempre foi, sob vários aspectos, o mais importante.
Tanto que incorporamos informações dos outros aos nossos sentidos.
A opinião do grupo vence a do indivíduo antes que ele se dê conta.
E, apesar de atribuirmos nossas reflexões a nós mesmos,
a verdade é que muito do que pensamos vem de outras pessoas.
Ou seja, quando somos submetidos a mínima pressão social,
geralmente cedemos com medo de ficarmos sozinhos.
Que é uma baita pena, muitas das vezes!!

24 de junho de 2010

Um dia sem Globo...

Aderi total!
Chega de patriotismo chinfrim.
E chega de manipulação!

23 de junho de 2010

Io ho fame...!!

Conheci o Paraíso em Brasília:
a Trattoria da Rosaria.
O lugar é formidável!
A cozinha passeia por regiões da Itália,
principalmente Nápoles e Toscana.
Comi o prato típico de Vicopisano,
lugar dos meus parentes que tanto amo,
e que tenho saudades imensas:
"Pasta con salsa di cinghiale".
Foi como colher aspargos no Paraíso....

22 de junho de 2010

Eu não gosto, eu não gosto...

É batata! Quando digo que não sou religioso, recebo em troca
a velha perguntinha infame "então como você vê sentido na vida?"
É simples. Meu sistema de interpretação do mundo me impede de aderir
a crenças chinfrins: terapia da alma, aromaterapia, homeopatia, viagem astral,
poder de cura dos cristais, milagres religiosos, cabalas, vudus,
anjos, feng shui, levitação meditativa, poltergeists, terapia de vidas passadas,
óvnis, extraterrestres que inspiraram civilizações primitivas,
e desenharam campos de trigo, as pirâmides do Egito e o escambal.
Não acredito em nada disso, e discordo com toda veêmencia que religiões
sejam a fonte de sentido e moralidade. Como duvido, com mais força ainda,
que há uma convexão exclusiva entre elas.
Meu verdadeiro interesse está "nesta" vida e em melhorá-la para mim,
e para as pessoas que eu gosto.
E, para falar a verdade, tenho uma posição hostil para quem tem desdém
pelos prazeres do corpo, e dá ênfase à imortalidade da alma, se concentrando
em uma vida futura.
Ou seja, tenho uma visão radicalmente secular da vida.
E fim de papo!

19 de junho de 2010

Adeus....

Esqueci de dizer.
Saramago foi embora.
Azar do mundo.
Que vai ficar mais burro.
E certamente mais cego!

Zeta-Jones...

Há filmes que todos já viram. Menos você.
Assiste hoje, por acaso, o "Terminal", com Tom Hanks.
Costumo ficar longe de roteiros hollywoodianos.
Mas o tédio de Brasília te leva à TV a Cabo.
E a TV te leva a isso. Cosas de la vida!
Mas o filme é bom e expõe a faceta mais engraçada do mundo atual:
os países ricos radicalizaram as políticas imigratórias, mas são
os imigrantes que salvarão a previdência desses países.
Viraram países endividados. E com uma população velha, e cara.
Portanto: agora abram-se as fronteiras!!
Enfim. Mas voltando ao filme.
Adorei que a viagem de Navorsky é justificada pela devoção ao jazz.
A música dos negros pobres, que sobreviveram por meio da criatividade,
do improviso, do charme, criando uma sofisticada arte musical.
Aliás, não sei o que é mais lindo no filme.
A parte final com o sopro do Benny Golson.
Ou a beleza da Catherine Zeta-Jones.
Ousaria dizer que é a mulher mais linda do cinema.
Acabei o filme com palpitações.
Aquelas que te lembram que você foi apaixonado, um dia.