28 de abril de 2011

Sobre aniversários....

Só agora notei.
O blog fez um ano.
Começou assim.
Como tentativa.
De ganhar novo hábito.
Mas jamais imaginaria.
Que seguiria, assim.
Com certa regularidade.
E frequência.
Até onde vai, não sei.
Morrerá, certamente.
Se virar compromisso.
Viverá, casualmente.
Como um lance terapêutico.
E narcisista.

26 de abril de 2011

Hora de rir...

Pra mim.
Um dos quadros.
Mais engraçados do Chico.
É impsionante!!

As sutilezas do vício....

Como as traições.
Os vícios são mais sutis.
Chocolates, cocaína.
Micaretas, bebidas.
E shopping centers.
São superlativos.
Da ditadura do gozo.
Cujos prazeres.
Foram normatizados.
E padronizados.
Vícios são químeras.
São traços além-comportamento.
São jeitos de corpo.
São renúncias duras.
Opniões cristalizadas.
São olhares.
São auto-enganos.
Que duram, duram.
Por eras.

25 de abril de 2011

Frustações afetivas...

Ainda sobre.
"A insustentável leveza do ser".
Kundera foi genial.
Ao deslocar a dualidade.
Leveza: descompromisso.
E peso: vínculo afetivo.
Na perspectiva existencial.
A partir daí.
Frustrações afetivas.
Seriam trivialidades cotidianas.
O telefone não atendido.
O e-mail não respondido.
A indelicadeza pós-sexo.
Teriam o mesmo impacto.
De uma nota baixa.
De um insucesso negocial.
Ou um happy-hour cancelado.
O fato é que há um abismo.
Entre o que se é.
E o que esperam.
Que você seja.
Tá aí o "gran motor".
Do tensionamento humano.

22 de abril de 2011

Objetos de adoração....

Dois objetos de adoração:
O chapéu de Lena Olin.
E a máquina fotográfica.
De Juliette Binoche.
Em "A Insustentável".
"Leveza do ser".

21 de abril de 2011

19 de abril de 2011

Sobre vibradores...

Zapeando pela TV.
Caí num desses programas.
De "curiosidades" do sexo.
Aí me aparece um casal gringo.
Que ganha a vida.
Fabricando vibradores.
Cujo formato anatômico.
É do gosto das clientes.
E "dos" clientes.
Fiquei impressionado!
Com a visão empresarial.
E perfeccionista do produto.
E o profissionalismo deles.
Aí veio-me o grilo:
Somos um país sensual.
Um "povo caliente".
Usamos poucas roupas.
Corpos erotizados.
E carnavalescos.
Flertamos lascivamente.
Mas, mas.
No fundo, no fundo.
Não falamos abertamente.
Sobre o sexo.
E não pensamos.
Racionalmente o prazer.
Tudo é meio escondido.
E camuflado.
Pra evitar a exposição.
De nossos tabus e culpas.
Somos abertos...
Ma non troppo

18 de abril de 2011

Sobre Bullyings..

O tal do Bullying.
Agora explica tudo.
Quanto exagero!
Sempre foi óbvio.
No universo escolar.
Atazanar os pontos fracos.
Dos coleguinhas:
Há os gordinhos.
Os branquelas (eu).
Os tímidos.
Os feios.
Os ineptos do esporte.
E até os bonitos.
Normalmente burrinhos.
Ou seja, como evoluiríamos.
Da saia da mãe à auto-proteção.
Desconhecendo ambientes.
De violência física e psicológica?
O lance é pedagógico!
“Não importa o que te fizeram.
E sim o que você faz.
Com aquilo que fizeram com você”
Dá-lhe Jean-Paul Sartre!
Que era vesgo, por sinal.

Sobre rejeições...

Aliás, sobre o tema.
Lembrei do genial seriado.
“Os anos incríveis”.
Em um dos episódios.
Uma garota nariguda.
Caçoada por todas.
Reverte o Bullying.
De forma corajosa.
E autêntica.

17 de abril de 2011

Som..,Sampa!

Bela mistura.
A negritude charmosa.
Linda, rítmica.
E periférica de Sampa.
E a simpatia.
Belorizontina.
De arrepiar!
Ainda penso nela...

15 de abril de 2011

Dia de Rock.....

Dia de Rock.
Dia de Rock sem firula.
Dia de Rock honesto.
Dia de Rock sujo.

14 de abril de 2011

A mais sensível experiência...

Vale ver “À Deriva”.
De Heitor Dhalia.
Aliás, sobre filmes.
Limito-me dizer:
Gostei, gostei pouco.
Ou muito, como no caso.
O filme explora bem.
O fim da infância.
Da protagonista.
E a mudança radical dos planos.
Ora bem fechados.
Na intimidade dos personagens.
Ora bem abertos.
Com o “mar da vida”.
E fica uma questão.
O “desabrochar sexual”.
Da própria filha.
É a mais sensível.
Experiência do homem.
Porque se mescla.
Ternura fraternal.
Com complexidade afetiva.

Sobre emails raivosos...



E-mails acalorados.
Raivosos, impulsivos.
Devem fazer pitstop.
Nas pastas de rascunhos.
Essas gavetas virtuais!
Porque aí respira-se fundo.
Antes de lança-los como flechas.
Dinamitando sentimentos.
E arrebentando relações.
Um bom editor de si mesmo.
Sabe guardar e aguardar.
Sabe reescrever.
E fundamentalmente.
Sabe diferenciar.
O que vem do estômago.
Ou do coração.

12 de abril de 2011

Es un escandalo!

No le gusta caminar.
No puede montara caballo.
Como se puede bailar?
Es un escandalo!


Que música deliciosa.
E viva a podolatria!

Sobre filosofias de bar....

O tempo, o tempo.
Escorre pelas mãos.
O tempo, o tempo.
Corre pra esquecer.
O sentido do tédio.
O nexo do ócio.
O que haveria.
No vácuo.
No espaço vazio.
Tudo força.
Preenchimentos.
Uma força que impõe.
Ocupar espaços.
Espaços do tempo.

11 de abril de 2011

Gangorras da Alma....



Nosso íntimo é barroco:
Dependência ou autonomia.
Apego ou liberdade.
Partir ou ficar.
Paradoxos de nossa subjetividade.
Circunstâncias de nossa jornada.
Os altos e baixos da vida são.
Em via de regra.
Expressões desse conflito:
Prender-se, desprender-se.
Abondonar ou encontrar.
Sair ou voltar.
Eis os movimentos de tudo.


Publicado originamente em 22 de julho de 2010

10 de abril de 2011

A cidade é sua....



Que sábado!
A cidade cheia.
Arte na rua.
Bares lotados.
Gente de todo o canto.
Pra ver o U2.
Sampa, na sua maior.
Vocação: acolher gente!
A cidade é de todos.

8 de abril de 2011

Sobre Atitudes....



À minha frente.
Alcançando o caixa do super.
Uma bela moça.
Passava apenas dois itens:
Uma garrafa de vinho.
E um bom queijo.
Os cabelos brilhavam.
A pele enrubescia.
E os pêlos eriçavam.
Suspeitei, estimulado.
O doce e agressivo pico.
Da profusão do estrogênio.
Havia ali uma certeza.
Era uma noite de atitude.
E ataque!

7 de abril de 2011

Sobre tragédias...

Por que, armas de fogo?
Por quê? Por quê?
Por quê?
Não há materialidade.
Mais estúpida.
Não há finalidade.
Mais idiota.
Do que....atirar!
É a anti-humanidade.
O descaso da dor alheia.
É o fogo do absurdo.
Da imbecilidade.
O gatilho.
Que emula o ódio.
O inapelável fruto.
De uma pavorosa.
Estupidez.

6 de abril de 2011

Eu não gosto....

Nada é mais piegas.
Negligente e brochante.
Do que acreditar.
Que somos espectadores.
Passíveis a enredos.
Previamente elaborados.
Por forças alheias.
Ao nosso mundo.
Não tem jeito!
Papo religioso.
Comigo não cola.

5 de abril de 2011

Diário de um Cuccaracha...

Delicioso reler.
"O Diário de um Cuccaracha".
E as cartas do Henfil.
De 1973 a 75, em NY.
É leitura forte!
Uma hora você ri.
Outra chora.
E outra entra em choque.
Ao revisitar.
A dureza da ditadura.
E sua difícil condição.
De hemofílico nos EUA.
O encontro com o Betinho.
O irmão, Herbert de Souza.
Exilado no Chile, Panamá.
E por fim, Canadá.
É de emocionar!
Dureza mesmo.
Foi ver amigos de BH.
Que desconhecem o Henfil.
Dá-lhe choque de tempos!

Sobre desequilíbrios 2.....

Mas retomando.
Desiquilíbrio também é.
Viver na estranha gangorra.
De ser o advogado radical.
De si contra os outros.
Defendendo, inclusive.
Nosso lado mais vil.
Ao mesmo tempo que se é.
O agente próprio.
De auto-censura e tortura.
O que certamente.
É uma brutal incoerência!

4 de abril de 2011

Sobre desiquilíbrios...

Minha vida sempre oscilou.
Entre as notas 6,5 e 8.
Nada de beira do abismo.
Ou fundo do poço.
Desconheço depressão.
Insônias, complexos.
Grandes desiquilíbrios.
E o ego super inflado.
Mas o mais curioso.
É que isso me atrapalha.
Há uma pancada de coisas.
Que eu poderia mudar.
Mas não mudo.
Tudo, absolutamente tudo.
Cheira normalidade.

2 de abril de 2011

Por que Sampa 2?

A segunda parte é melhor.
Impressionante como o Lobão.
Captou o melhor de Sampa.
Vale conferir!

1 de abril de 2011

Ode a Gregor Samsa....

Verdade, é estranho.
Simpatizo com baratas.
Associo-as à salvação.
Defino-me, radicamente.
Um humanista secular.
E me oponho convictamente.
A crenças sobrenaturais.
Lembro que ainda jovem.
Perdi besta supertição:
Quando via uma barata.
Forçava-me a matá-la.
Pra evitar, paranoicamente.
Um evento ruim.
Salvei-me. Hoje rio.
Vendo baratinhas em fuga.

Por que Sampa?

Achei bem legal.
O Lobão explicando.
Porque escolheu Sampa.
Para morar e viver.
Ele, tão carioca.
Desacralizando sua cidade.
E o provincianismo.
Interessante!

Sobre lugares....

Me prendo a lugares.
Também a pessoas.
Mas mais lugares.
A recorrência do chão.
O aconchego visual.
O frescor do tempo.
Tudo, por lugares.
O nó no peito.
Lágrimas, saudades.
Quando olho pra trás.
Vejo lugares.
Também pessoas.
Mas mais lugares.