26 de agosto de 2010

Titanomaquia.

O nome do destruidor é
Destruidor
O nome do construtor é
Construtor
A face do destruidor.
A face do construtor.
O que ele constrói?
A obra do construtor.
O destruidor não pode mais destruir
Porque o construtor não constrói.
O construtor não constrói porque
Não pode mais construir.
A face do destruidor.

25 de agosto de 2010

Agora viciei...

Agora lascou!
Fui falar de tititi e dancei.
Achei a versão original no youtube.
E o melhor.
Todos os capítulos estão disponíveis.
É uma delícia viciante.
Morro de rir!
Não consigo fazer mais nada.
Parei de ler. De escrever.
O Luis Gustavo é um show.
O personagem Ariclenes é, disparado,
o mais engraçado da história da TV.
O Zé de Abreu é sensacional.
E a Malu Mader, linda.
(mas com um cabelinho feio que era moda).
Quem duvida. Espia aqui.
É sensacional!!

24 de agosto de 2010

Sobre chorar...

Tenho uma mania.
Anotar quando chorei.
Claro. São viradas de páginas.
Visitas raras a zonas
mais profundas de mim.
Mulheres perdem, nesse aspecto.
Choram organicamente.
Aliás. Minto.
Seus hormônios que choram.
Uma pena!
Homens choram escondidos.
Egoístas de sua comoção.
Todo choro masculino, no fundo.
É um triunfo pessoal.
Comemorado na solidão.

O cheiro do tempo...

Memória tem cheiro.
Fases relembradas, por aromas desaparecidos.
Blocos do tempo são erguidos.
E instantes acordados:
A primeira espuma de barba.
O prato dá época.
A estréia do sexo.
Memória se inala.
Em bálsamos de sensibilidades perenes.

22 de agosto de 2010

Tititi...

Ontem vi "Tititi".
Que porcaria!
Uma agressão à memória.
Um insulto à Sampa.
Também.
Botam o Murilo Benicio.
No lugar do Luiz Gustavo.
Um Chico totalmente sem graça.
No lugar José de Abreu.
Tem cabimento?
Aracy Balabanian foi certeira:
"Sou tão conhecida como a Mulher Melancia".
Banalizou-se tudo.
E todo mundo é bonito.
Ou em vias de.
Uma escravidão estética.
Aprisionada em diálogos artificiais.
Ora, ora, ora.
Que tempos são esses!
De falsificar tudo.
Compulsivamente!

Homo-segredos...

Homens.
Pra lá.
Pra cá.
Escravos.
Da testosterona.
Pernas.
Que se cruzam.
Vaidades edificantes.
Paixão.
Quieta.
Revisitações.
Maternas.
Homens.
Em verdade.
Apaixonam-se.
Por Fernandas.
Takais.

21 de agosto de 2010

Música de brinquedo...

Como ninguém teve essa idéia antes?
Por isso que adoro Pato Fu.
Um novo disco.
Só com sons de brinquedo.
Uma verdadeira viagem gulliveresca!
Nessa hora dá vontade de ter filhos!

20 de agosto de 2010

Almas aladas..

Inventam-se almas.
Misturam-se:
Genes materno-paternos.
A cada par, um traço do ser.
A cada traço, um mosaico humano.
Alma?
Consciência pessoal.
Transpassa a inscrição no zigoto.
Transcende a expressão do genoma
Transborda o sistema nervoso.
Alma?
A maravilha da narrativa pessoal.
A una-história.
Que se cria.
E não se copia...

19 de agosto de 2010

A "Sampa" de Brasília...

Sim.
Brasília tem sua "Sampa".
Canção do capixaba Sérgio Sampaio.
Melhor. Do "maluco beleza" Sérgio Sampaio.
(e cover de Juliano Gauche)
Linda, linda, linda...

Quase que ando sozinho por todos os bares
Freqüento lugares, namoro suas filhas, Brasília
E posso dizer que começo a voar
Sossegado em seu avião
E mesmo com o ar desse jeito tão seco
Consigo cantar no seu chão

Sei que preciso aprender
Quero viver pra saber
E conhecer Brasília


18 de agosto de 2010

Auto-promoções...

Mais um evento legal que demos
as caras, palavras e idéias.
E esse tinha gente à beça.

17 de agosto de 2010

Ah, essa tal felicidade...

Gostei dessa definição.
Felicidade é cultural.
Nos anos 60 e 70 era burrice:
a alienação ante à realidade opressora.
(intelectuais abominavam os "alegrinhos de plantão").
Hoje felicidade é ser invejado.
Na imagem que projeta sucesso.
E na ostentação verificada pelos outros.
Para mim, é apenas um rótulo.
É descontínua e pontual, se bem explicada:
vai e volta, sob o manto de hábitos singelos.
E sem receitas.
Já que todos têm a listinha do que lhe alegra.
Não se deve desejar felicidade a quem se gosta.
Portanto.
E sim, intensidade, variedade.
Um leque mais vasto de emoções!

16 de agosto de 2010

Ah, essa cidade....

São Paulo é incomparável mesmo.
Nada contra outras cidades.
Mas é uma questão de acesso.
Em uma hora consegui encontrar
um livro que uma amiga me indicou.
(nenhuma livraria de bsb tem).
E achei uma sessão.
Na hora certa.
Para ver o "Uma noite em 1967".
Mas o melhor mesmo.
É ter 6.218 opções para comer.
E tudo ali...do ladinho.
Indo a pé!

13 de agosto de 2010

Pitaco do dia..

"Conhece- te a ti mesmo, mas não fique intimo."
Luis Fernando Veríssimo

Questão de peso...

Gostei desse Alexandre Merheb.
Diz coisas que soam sensatas:
queimar gordura é um processo
bem mais complexo do que se imagina.
Por isso, dietas não funcionam.
Reeducação alimentar é papo.
Sentir fome e fazer exercícios é fria total.
Crise energética detona a “máquina humana”.
O lance é reeducação metabólica.
Gordura se queima no repouso.
E com o pâncreas obediente.
(fabricando baixas qtdes de insulina).
Dietas o tornam hiperativo.
Queimando carboidratos dos músculos.
E não gordura.
É simples.
Controla-se o peso conjugando,
três mantras:
Comer bem.
Exercícios regulares.
Seleção adequada de carboidratos
de baixo índice glicêmico.
O resto é conversa...

12 de agosto de 2010

Dia de Rock...

Rock tem que ser sujo.
Rock nao tem firula.
Rock libera raiva.
Rock convida o diabo.
Rock pulsa o pulso.
Rock quebra pedra.
Rock quebra a corrente.
Dia disso aqui:

Momento “greve na fábrica” 2

Tímidos não têm vez.
As empresas são impiedosas.
Não fez amiguinhos.
Não foi bacaninha com o chefe.
E não “garganteou” suas qualidades:
ficarás no mesmo lugar!
Deviam se organizar, creio.
Defendendo bandeiras e ideais,
de um movimento politizado:
Fracasso, descompasso.
Anti-sociabilidade e anonimato.
Para negar, com toda veêmencia.
Os pilares idolatrados da
modernidade tecno-capitalista.

Momento “greve na fábrica” 1

Há um tempo.
“O ócio criativo” era livro de cabeceira.
Desconfiei, à epoca.
Como idéia, parecia genial:
“o lazer em primeiro plano”
Com espírto mais leve.
Trabalha-se, melhor. Cria-se, muito mais.
Mas quem entraria nessa?
Trabalhar menos = ganhar menos.
Desconfiava, desconfiava.
No final das contas, trabalho é:
transformação de energia abstrata em $$.
E todos adoram e precisam de $$.
Resultado?
O multifuncional-homo-sapiens é flexível.
Hoje faz uma coisa, amanhã outra.
E não se pergunta "o que eu quero?",
Mas sim "como me vendo melhor”?
O resultado é a esquizofrênia coletiva atual:
viramos produtos nas gôndolas da Catho.

11 de agosto de 2010

Feliz eu serei seu "nada"....

Todo mundo teve sua fase Raul.
E sua fase Renato Russo.
Legião, não ouvirei mais.
Soa ginasial demais, hoje.
Mas Raul é eterno.
Sobretudo o "lado B" da obra.
Há músicas seríssimas:
"É fim do mês", "Lua Bonita".
"Abre-te Sésamo".
Novo Aeon é um disco obrigatório.
Mas mesmo no final da carreira.
Sem pâncreas. E sem fígado.
Raulzito cunhou maravilhas poéticas.
Como essa à amada:
"Diga o que você quer
Se acaso não quiser
Feliz eu serei seu nada
Mas um nada de amor"
Nem os ultra-românticos do Sec XV.
Chegariam tão longe.

10 de agosto de 2010

Seres "8 ou 80"...

A lógica binária é o "ó".
Do borogodó.
O lema "ou isto ou aquilo" é o fim.
Da picada.
As mais ricas interpretações da vida
não são lineares.
São anárquicas.
Famitas de outros ângulos.
Quando vejo esses "seres 8 ou 80"
pregando suas limitações.
Fujo.
Morto de medo do contágio.

9 de agosto de 2010

Museologia do presente..



Curiosos esses tempos.
Tempos de guardar o que acontece.
Captar, digitalizar e armanezar.
Eis o lema.
Orkut's e facebook's da vida que o digam.
Tudo é fotografado e sequenciado.
Pequenas alegrias. Gestos não espontâneos.
Sorrisos congelados.
Nossos passos são guardados sob a vigília do Deus Cronos.
Erguem-se fortalezas pessoais:
Museus do presente.
Museus do que acaba de acontecer.
Museus da instantaneidade.
Não parece estranho sentir saudades de anteontem?
Do presente?
Captar e armazenar.
Eis o lema.

(publicado originalmente em 3 de maio).

Sobre o tempo...

Imediato.
Pra já.
Lemas do nosso tempo.
Cronos.
Diamantes clamam espera.

6 de agosto de 2010

Na Bodeguita...

A vida é uma ciranda:
Dias.
Que a noite é assim.
Noites.
que o dia é assim.
Arregalos da vida.

A metade do seu olhar
Está chamando pra luta aflita!
E metade quer madrugar
Na bodeguita


Chico

5 de agosto de 2010

Reflexões polares...



Frio dá sono.
Frio dá fome.
Frio consome.
Frio congela.
Decidamente,
não nasci para passar frio.

3 de agosto de 2010

Sobre produtos...

O marketing empresarial é engraçado.
Novidade ou Familiaridade?
Juventude ou Experiência?
Jovens gostam do novo.
Possuir uma nova tecnologia,
por exemplo, é como te uma cauda de pavão.
Facilita o acasalamento.
Adultos são mais conservadores.
Gostam de produtos revestidos de familiaridade.
Dirigir-se mercadologicamente a um grupo,
elmininará o outro.
Haverá meio-termo?

Agenda de campanha..

To parecendo político atrás de votos.
Sexta, sábado e domingo estive em Vitória.
Segunda, em Brasília.
Hoje: Porto Alegre.
Amanhã, Passo Fundo.
Depois Santa Rosa, perto da Argentina.
E Tapejara.
Quinta, volto à Porto Alegre.
E sexta, à Brasília.
Domingo, dia dos pais:
São Paulo.
E segunda, para Brasília.
Onde moro mesmo?

2 de agosto de 2010

Sobre lugares...

Voltei.
Com uma conclusão:
Sim, morar na praia faz a diferença.
Tudo em você é direcionado à contemplação.
O espírito perde peso.
E o corpo pede comunhão entre as pessoas.
Fico pensando como atinge-se, nesses lugares,
progressos científicos e empresariais.
O excesso de beleza tira o foco das coisas.
Lembrei de um papo do Dr. Elsimar
Disse que quando jovem em Salvador.
A Federal recebera um gringo fodão da medicina.
Que aconselhou o astuto estudante:
“Rapaz, saia daqui. Esse lugar é lindo demais.
Você não vai querer estudar.”

A Idade Média não tinha acabado?

Excepcional a reportagem de ontem
do fantástico sobre o aborto.
Os dados da UNB são impressionantes:
uma em cada 4 mulheres (até os 40 anos),
já realizou o procedimento.
Ou seja, são brasilieras comuns.
E de todas as classes.
O aborto no Brasil já é livre, portanto.
O que muda é a forma de acesso.
Milhares de meninas pobres vão a hospitais
públicos tratar suas complicações (curetagem, etc.).
É um problema médico.
De alto impacto na saúde pública.
Não pode ser tratado por “marginais clandestinos”.
Pena que nossos políticos são bananas.
Morrem de medo do lobby da igreja católica e
dos evangélicos.
O argumento religioso é medieval.