30 de dezembro de 2013

O narcisismo invisível....


Não é necessário reflexão muito mirabolante para concluir que, da mesma forma que o belo (generosidade, amor, gratidão, etc.) mora em nosso interior, mora também o sinuoso (raiva, violência, inveja, etc).   
Da mesma forma, nesse "condomínio interno", co-habitam nossa dimensão de força, o impulso à vitalidade, e a fraqueza, a falta de ímpeto de empreender ações de toda ordem. 
A força é muito mais perigosa, envolve arriscar, ir à luta, se transformar, "ganhar ou perder". 
A fraqueza, e aqui eu a chamo de "não ação",  é muito mais cômoda, baixo risco e baixa exposição.
Curioso que nesse contexto existe um narcisismo invisível muito sutil, e pouco notado.
Explico: é extremamente sedutor nos enxergarmos com bons predicados, e bom potencial, pra uma série
de coisas. Mas são situações que nunca as praticamos, ou as realizamos.  
É narcisismo também o prazer de se imaginar-se, comodamente, sem agir para sermos de fato!   

27 de dezembro de 2013

As dores do nosso tempo....



Freud explorou com maestria a ideia de um "super ego" constituído a partir de um modelo social
repressivo: a vida familiar com pais punitivos e disciplinadores, as empresas com chefes truculentos e insensíveis, e a existência de um deus rigoroso e fiscalizador.
Naqueles tempos de dicotomia entre o "proibido e o permitido", os desejos e fantasias eram,
comumente, bloqueados antes de seu anúncio.
Ou seja, se não posso manifestar meu desejo por proibição interna, tenho consideráveis chances de desenvolver neuroses de toda ordem (histeria, obsessão, fobias, etc).
Esse processo sai de cena.  Desde dos anos 60 os modelos repressivos ficaram totalmente obsoletos.
Pois bem, o modelo atual é totalmente diferente. Nossa sociedade tem como mantra provocar e incitar o desejo (consumo) sem limites: "seja você mesmo", "aja da sua forma", "você pode tudo".
A dicotomia de agora não é mais entre o "proibido e o permitido", e sim entre "o possível e o impossível".
O ponto é que talvez esse modelo de "super incitação" seja mais brutal do que repressivo.
Explico: se no modelo repressivo a angústia gerava conflito (eu quero poder desejar!), no modelo de hoje todas as frustrações caem  nas costas do indivíduo, e não na vida social, no sistema.
E onde não há, aparentemente, nenhuma restrição, qualquer tipo de satisfação é uma traição.
Dito de outra forma: quando todas as possibilidades se abrem da mesma forma, qualquer escolha será sempre limitada e insatisfatória.
Ou seja, a sensação de fracasso se dá por não realizar, ou por não tentar, todos desejos possíveis.
Ai nesse contexto é a depressão a doença da moda. Porque na prática ela significa um "cansaço de si mesmo". Ou, extrapolando, a covardia psíquica de não desejar mais.

26 de dezembro de 2013

A banalidade do mal......













Enfim, consegui ver o filme sobre a Hannah Arendt!
O filme é forte e de grande densidade filosófica, já que explora a coragem da intelectual ao elaborar uma análise muito ousada e original dos subterrâneos do nazismo, tendo como pano de fundo o julgamento de Adolf Eichmann, um “mero” colaborador do regime.
Hannah acompanhou o julgamento para o jornal New Yorker, esperando ver o monstro, a besta assassina, o satanás. Mas o que ela viu foi a “banalidade do mal”:  um burocrata preocupado em cumprir as ordens, a partir de um pensamento técnico, descasado da ética, bastante comum em sistemas hierarquizados.
Ou seja, ela apontou que o perigo está justamente na violência sistemática que é exercida por pessoas banais, como Adolf Eichamann.
Hannah foi muito criticada por que esperavam dela – como judia – uma contundente análise vingativa na “defesa do seu povo”.
Mas a postulação de Hannah teve alcance muito maior. Em verdade, ela não estava desculpando os colaboradores do regime, estava apontando a dimensão real do problema, muito mais grave, que é a naturalidade com a qual a violência é praticada por pessoas "normais".
Numa analogia muito despretensiosa, o mundo de hoje também tem sua "banalidade do mal".
Vide as tropas de choque do grande capital, e as burocracias do FMI, Bancos Centrais que ignoram a esperança de tanta gente. Vide os serviços das CIA´s da vida que invadem nossa privacidade a pretexto da "guerra ao terrorismo" mas na verdade o objetivo é a espionagem individual, diplomática e comercial.
Por isso digo sem pestanejar, Edward Snowden é o herói do nosso tempo!

14 de dezembro de 2013

A quase não-vida....

Que tempo vivemos...
Ter personalidade hoje não é "produtivo", é quase uma sentença anti-social.
A onda "up to date" é demonstrar leveza, flexibilidade a adaptações.
Resumindo: goste e participe conforme a maioria. Do contrário...
Curioso que ao invés de lapidar uma persona, algo tão importante para o fortalecimento interno.
Viramos o resumo efémero do que seria um estilo de vida normal:
A praia que frequentamos, o destino das férias, o livro que carregamos,
a caricatura de um aplicativo, o mega-show que iremos, a balada do momento, etc.
Todos nossos melhores predicados colorem fotos e frases de páginas de redes sociais!
E seguimos assim: cheios de esboços e instantes, mas talvez sem "sermos" de fato.
Viva a pós-modernidade!

11 de dezembro de 2013

Uma história real.....

Li outro livro de Philip Roth, o “Patrimônio – uma história real”.
Elogiável a coragem do relato autobiográfico sobre os anos finais de convivência com seu pai.
A tônica fortemente confessional do autor fez a  história me servir bastante, sobretudo pelo atual
quadro de saúde de meu pai, e algumas "epifanias" que bons livros possibilitam.
Fiquei pensando como nossas referências são fortes,  personalidades moldadas ao longo de uma
vida agora amplificam grandes diferenças, convergências e similaridades fortes.
É uma reflexão necessária que, quase sempre, passa à margem das nossas percepções 
ou pela pressa do dia-a-dia, ou pela cegueira de que "você é simplesmente você".
Um ponto comum que me surgiu é que ambos – eu, meu pai, e talvez meu avô, sempre apresentamos
uma saudável  - embora muita arriscada - “preguiça do  mundo”.
A costumeira segurança intelectual, quase presunção, e a auto-afirmação de nossa capacidade
vão cedendo a um grande cansaço desse “eterno mundo dos homens”.
É como se a vida se resumisse a uma boa macarronada, um copo de vinho, um carteado, e uma soneca.....

E tão somente isso!     

20 de novembro de 2013

A fraqueza dos ressentidos....

Tá aí um sentimento ruim: o ressentimento.
Porque nele sutilmente esconde a dependência dos pais, de deus, do estado, etc.
Explicando melhor: a revolta é legítima e potente, é a vitalidade de se contrariar.
Em linhas gerais: é ir à luta, pra ganhar ou perder!
Mas o ressentido não se vê como derrotado, e sim como vítima!
E se livra da responsabilidade, na cômoda posição de eterno injustiçado.
Ou seja, é uma narcísica e viciante covardia!

11 de novembro de 2013

Tempo, o grande capital...

Curiosa a pós-modernidade que nos metemos!
Dominamos técnicas, criamos tecnologias, dominamos a natureza.
E o mais surpreendente: trabalhamos mais! Aliás, não é bem trabalho.
O trabalho é eterno, e faz bem. É vender tempo livre,  trocar tempo disponível.
...por mais dinheiro!
Haverá o tempo que compreenderemos que o grande capital..é o próprio tempo!


31 de outubro de 2013

Nós somos nossos desejos...















Nós somos nossos desejos: de falar, de sentir,de contemplar e, sobretudo, de viver.
Importante notar que uma relação social (a dois, ou coletiva) que, de grão em grão,
os cerceia (deliberadamente, em regimes autoritários, ou sutilmente, em relações
afetivas) cria uma rota inexorável para rupturas, conflitos e violências de toda ordem.
O somatório de renúncias é terreno fértil para a inviabilidade das relações.
E o mais curioso é que geralmente nos amedrontamos em ambos os casos!
Em política, somos negligentes (o problema não é só meu!).
E, no mundo afetivo, somos hipócritas para mediar situações abertas.
E la nave va!

3 de outubro de 2013

Na onda do Jazz.......











O legal do jazz é a desordem do ouvinte!
Você pode se antecipar a um fraseado e ir a outra ordem de seqüências sonoras.
Isso torna a música interativa (não e-interativa), você se sente participante daquilo.
E de tão complexa, pode ser ouvida inúmeras vezes e sempre parecer diferente.
Tudo parece às vezes tão burrinho... quando se cai de cabeça no jazz.....

24 de setembro de 2013

Direções......












Pode-se ir pra cá.
Ou pra lá.
Pras bandas de lá.
Ou pro outro lado de cá!.
Simplesmente ir......
A vida, tardiamente.
Abre vetores.
Diretrizes muitas.
De bons caminhos.
Novos caminhos.
Novos mesmos caminhos...
Vida, vida, vida...
Furiosamente imprevisível.

14 de agosto de 2013

O silêncio do afeto.....

Na modernidade que vivemos.
Como valorizamos o falatório!
Ser supostamente “fechado” é pecado mortal.
Mas muito da verborragia sentimental é mais performance que fato.
Dizer "eu te odeio”, “eu te amo” são, por si só, formas de prazer.
Dá tesão “intensificar” sentimentos!
Por outro lado, serão sempre simplificações.
Já que escondem o que há de fato em nosso íntimo:
nuances, conflitos, detalhes, complexidades.
E o pior: oprimem o outro, na “ansiedade” de equivalências!
O fato é que o silêncio é bem mais nobre à afetividade!

4 de julho de 2013

Chorar na multidão......










Uma imagem que sempre me impactou:
Você está lá, caminhando em meio à multidão.
Cruzando pessoas, quadras, bancas de jornais.
E, de repente, nota a imagem de um choro em sua direção.
Sim, alguém com um sentimento descolado do bando veloz.
Alguém com uma dor, uma angústia, uma expressão aflita.
Chorando, chorando, escondendo o seu choro, e seguindo o fluxo.
E na velocidade de tudo, a pessoa passa, a tristeza passa.
E, na velocidade de tudo, algo se perde, páginas viradas.
Decididamente, cidades grandes atropelam aflições!

3 de julho de 2013

Minha pátria é minha língua....










Adoro o museu da Língua Portuguesa!
Afinal, o que somos, e o que interpretamos?
A língua, os signos, os sistemas de significação.
São os mecanismos essenciais pro nosso diálogo com o mundo!
A cada língua, uma forma de entender, pensar e sentir as coisas.
E, o mais incrível, serão sempre imperfeitas e imprecisas, por conta no inexprimível!
E o mais interessante é que a língua portuguesa descende da família indo-européia.
E a que falamos hoje, no Brasil, é uma variante do latim vulgar.
E modificada pelo dinamismo da sociedade brasileira.
E pelos encontros com falantes indígenas e africanos.
É a prova mais impressionante da locomoção e interação dos povos!

1 de julho de 2013

É hora de taxar os ricos........

Continuo vendo positivamente as manifestações!
Além de pleitos extremamente legítimos, e resumo-os como o "direito à cidade",
serviram pra pressionar os partidos políticos que estavam fugindo do debate ideológico.
E, claro, sem o confronto de ideias prevalece a escuridão!
Mas vejo algumas contradições muito curiosas, como por exemplo: um cartaz "imposto zero", ao lado de outro "mais educação e saúde". Prova que há muita desinformação!
A parte a "salada de bandeiras", criou-se um ambiente político no qual os governos pressionados "ganham" a chance aprofundar seus programas. 
Ou, dito de outra forma, perderão o alicerce social que os sustentam.
Tem que ser muito míope para negar os enormes avanços sociais legados no Governo Lula/Dilma, e uma série de outros que ocorreram no período ao país.   
Porém, há dúvidas se esse processo segue sem "mexer no andar de cima".
Para atender as demandas da sociedade é preciso endereçar os recursos.
E, uma característica fundamental da política no Brasil é a opção de "preservar nossos ricos", e exemplos não faltam:
Não há imposto sobre grande fortunas, sobre heranças, o imposto de renda brasileiro é uma piada, (o trabalhador paga a mesma alíquota que um banqueiro ou milionário), e etc, etc, etc.
Portanto, um programa de governo à esquerda não pode se furtar de tocar nesse tópico essencial.
E, se as demandas sociais são mais do que justas, é hora de enquadrarmos "nossos ricos"!

25 de junho de 2013

O grande ensinamento de Londres....










Como é bom ser geógrafo!
Duas semanas em Londres, e a chance de entender:
A cidade mais incrível da Europa Ocidental!
Em seus 2000 anos de história.
Foi de um estuário lamacento a beira do Tâmisa.
Pra se tornar uma grande encruzilhada global.
Atraindo centenas de culturas diferentes!
Uma cidade, que em muitos momentos da história.
Alternou, ser o centro do mundo.
E o fim do munto, dado os sérios golpes que a ameaçaram!
Uma cidade que sobreviveu moribunda.
A incêndios, revoluções, doenças gravíssimas, duas guerras.
E emergiu de todas essas desgraças surrada.
Mas sem se deixar abater!
Esse é o grande ensinamento que tirei de Londres.
É incrível a história humana materializada numa cidade!
Como um lugar e seu povo podem suportar golpes terríveis.
E fazer das desgraças a chance de renovação.
Conservando a vida e o movimento!

5 de junho de 2013

Crimes homem-mulher...



De tudo que vi, vivi e ouvi.
Tenho para mim o seguinte:
O maior crime da mulher, contra o homem.
O que mais o abala, que mais o arrasa.
É ele ser preterido, ou trocado por outro.
E o contrário é longe disso:
É o homem não desejá-la a contento!

30 de maio de 2013

Sobre pessoas 8 ou 80....














Nada pior.
Do que opiniões binárias.
O "é isto ou aquilo".
É o fim da poesia....
A morte da doçura do talvez!
As mais ricas interpretações da vida
Não são excludentes, são anárquicas.
Famintas por outros ângulos!
Quando aparecem essas pessoas "8 ou 80".
Pregando suas limitações.
É melhor fugir...com medo do contágio!

Direito à preguiça....

Contagem regressiva.
Pra merecidas férias!
A ideia do tempo livre.
De traçar o dia, como bem entender.
É algo fundamental ao espírito!

27 de maio de 2013

A ingovernabilidade da paixão....



Assisti de novo esse filmaço "Fatal"!
Baseado no "Animal Agonizante",  de Philip Roth
Muitas metáforas: sobre a inexistência.
Sobre sabotar-se, referências a Tolstoi.
Velhice, solidão, auto-engano, morte.
E, sobretudo. o que é prender-se a alguém.
Há uma cena ali que o frio professor.
Vê-se apaixonado, contemplando Consuela na cama.
Com sua indefectível xícara de café na mão.
Bela cena!
A paixão, parecer ser, o bálsamo humano.
E o melhor: é ingovernável.
Aparece de surpresa, a qualquer idade.
Lembrei da música do Dylan:
"One more cup of coffee for I go,
To the valley below".

23 de maio de 2013

Somos culpados!

Incrível como nosso comportamento moral.
É regulado pela culpa!
É um traço da modernidade:
O individualismo, de um lado, e de outro:
A crença em “muletas religiosas”.
Que julgam, punem ou recompensam!
Mas "o bem" e "o mal" podem ser apenas.
Rótulos em si mesmos, e pouco reflexivos.
E ter a "culpa" como norte moral.
Gera uma pequena contradição:
O arrependimento vira um dispositivo permissivo.
Erro, culpo-me....aí peço perdão.
E me liberto para “pecar” de novo.
E lá faz sentido essa tortura?

A vida é assim....















A vida é assim:
Totalmente exata em seus movimentos.
Portas se abrem, portas se fecham.
Na mais absurda sincronia.
De nossas renúncias.
E de nossa coragem!

Mudança!

O mais importante.
É a mudança!
Se há mais medo da mudança.
Do que da desgraça.
Você não impede a desgraça!
A mudança, o movimento.
O dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!

(Edson Marques)

22 de maio de 2013

Gostar e entender.....

Em geral, você só gosta de algo.
Se entende daquilo!
E você só entende daquilo.
Se tiver no seu repertório.
Pois bem, esse é problema de hoje.
É necessário elevar o repertório geral.
Do contrário, vamos continuar assistindo.
Esse desprezo e ataque ao que não se entende.
E, sobretudo, esse domínio do "gosto médio".
Que o mundo seja mais curioso!

20 de maio de 2013

O olhar do outro.....













Não raro escuto gente, em crise.
Dizendo ser exatamente o contrário.
Do que outros acham que se é!
A mulher forte e decidida.
Na verdade é solitária e frágil.
O homem dissimulado e frio.
Na verdade é sensível e familiar.
E por aí vai.....
O olhar do outro é sempre incompleto, claro.
Mas, por outro lado, somos viciados em projetar.
Só a parte admirável do que aparentamos (ou somos)! 
No fundo acho o seguinte:
A espontaneidade é a melhor medida de bem estar!

6 de maio de 2013

Auto-promoções 13....

E vamos pra mais um Congresso.
E agora para falar em Nova Iorque!





1 de maio de 2013

Na média, todos iguais.....

Fora os muito azarados.
E os muito sortudos.
Eventos bons e ruins.
São distribuídos democraticamente a todos!
Aí vem a grande sacada:
"Interpretá-los" é a chave de tudo!
Daí deriva a diferença.
De se atirar do prédio.
Ou seguir em frente!

22 de abril de 2013

Mulheres imbatíveis...











Deveria ser obviedade.
Mas não é!
Mulheres que, inapelavelmente,
"Roubam" a alma dos homens.
Combinam explosivamente:
Beleza, autonomia, charme.
Mais, uma inteligência sutil.
Na substituição da segurança da mãe.
Que todo homem resiste em perder.
E fundamentalmente: ciúmes dominado!
Não tem prova maior.
De fragilidade feminina.
Do que excesso de ciúmes.
Porque significa arrancar.
A insegurança do sujeito.
Significa livrá-lo, gratuitamente.
Da necessária desconfiança.
Que nunca, de fato, a conquistou!

9 de abril de 2013

Vizinhos ultrasexuadas....

Impressionante:
Meus novos vizinhos de Brasília.
Transam toda noite!
Ou é casal novo, ou acabaram de mudar.
Dá tesão explorar novos espaços.
Novas roupas íntimas.
Novos cenários, novas posições.
O sexo pede mudanças!
É inexorável.
Mas o barulho não incomoda.
É divertido.
E provocativo!
Às vezes no silêncio da leitura.
Vem aquele diabinho:
"E você bicho...vai ficar aí?
Curtindo esses livrinhos?"
Aquele papo.
O quintal do vizinho.
Sempre é melhor!

4 de abril de 2013

Encerrando ciclos.....











Tudo se resume a ciclos!
Pode pegar qualquer teoria:
A astrologia de jornal.
O eterno retorno Nietzschiano.
O Yin Yang Chinês.
A ação da Petrobrás.
E a ovulação da mulher!
É um vai e vem.
Um abre e fecha.
Um sobe e desce sem fim!
Mas curioso a resistência.
Pra encerrar alguns ciclos.
Você sabe como é.
Cansou do que é.
Mas não acaba!
Nossa essência além de beleza.
Humanidade e desequilíbrios.
É amalgamada de vícios!

3 de abril de 2013

Sobre pimentas e humor....















Quando saí da casa da Mama.
Tive que virar cozinheiro!
Aí o tempero mudou.
E dá-lhe pimenta!.
Li outro dia que a planta.
Beneficia e muito a saúde:
Melhora a circulação.
Ajuda o coração.
A libido e a pressão.
Pela diminuição do sal!
E mais:
O picante da capsaicina.
Soa o alarme do fogo!
E o cérebro descarrega.
Pequenas doses de endorfina.
Para aliar a ardência.
Resultado: equilíbrio do humor!
Aí veio-me uma dúvida boba.
Virei uma pessoa calma.
Pela maturidade, pela privacidade.
Ou foi a pimenta?

26 de março de 2013

De repente, outono.















De repente, outono.
O calor cede.
Os corpos se escondem.
As cores se recolhem.
De repente, outono.
A euforia cessa.
O ano começa.
E a vida se endereça.
De repente, outono.
As folhas no chão.
Amena estação.
Vinho, livros e coração!

8 de março de 2013

O melhor da mulher....














O momento mais esplêndido.
Pra contemplar.
A beleza feminina.
É o frescor depois do banho.
De um dia de sol e mar!
Porque ali se junta.
No ângulo calmo.
Da adoração visual.
O colorido quente.
E a ardência bronze.
Da pele viva.
Morrendo de sede!
A imagem-mulher.
Por assim, dizer.
Explode em licores.
Signos iluminados.
E cabelos molhados.
Exalando, desimpedidos.
O aroma do fervor.
De corpos que se merecem!

4 de março de 2013

Emails escritos com raiva.....




E-mails escritos com raiva.
Devem fazer pitstop obrigatório.
Na pasta de rascunhos!
Pra se poder respirar fundo.
Antes de enviá-los como flechas.
Dinamitando sentimentos.
E corroendo relações!
Um bom editor de si mesmo.
Sabe guardar e aguardar.
Sabe reescrever.
E fundamentalmente.
Sabe diferenciar.
O que vem do estômago.
E do coração!

26 de fevereiro de 2013

O casamento ideal.....

Vi de novo o filme "Loki".
Sobre o Arnaldo Batista.
Que vida impressionante!
Aí disparei a "youtubar" sobre os Mutantes.
Sobre os Baptistas, a Rita, Liminha, etc.
Numa das entrevistas da rainha do Rock.
Ela abre precioso segredo.
Que faz durar tanto seu casamento:
"É fundamental cada um ter seu quarto.
Um dia ele me canta para ficar no meu.
No outro eu canto pra dormir no dele.
E tem dias que cada um fica na sua!".
Polêmicas à parte.
Parece uma fórmula inteligente!

Muito a dizer...

Hora de retomar o blog.
E escrever mais!
Muito a dizer.
Será?

30 de janeiro de 2013

A mais sensível experiência...?

Vale ver “À Deriva”.
Filme de Heitor Dhalia!
Aliás, sobre filmes.
Limito-me dizer:
Gostei, gostei pouco.
Ou muito, como no caso.
O filme explora bem.
O fim da infância da protagonista.
E sua relação com o pai!
Há, também.
Uma inteligente alternância dos planos:
Ora bem fechados.
Na intimidade dos personagens.
Ora bem abertos.
Com o “mar da vida”!
E fica uma questão.
O “desabrochar sexual”.
Da própria filha.
Seria a mais sensível.
Experiência do homem?

Sobre Bullyings..

O tal do Bullying.
Agora explica tudo.
Quanto exagero!
Sempre foi óbvio.
No universo escolar.
Atazanar os pontos fracos.
Dos coleguinhas:
Há os gordinhos.
Os branquelas (eu).
Os tímidos, os feios.
Os ineptos do esporte.
E até os bonitos.
Normalmente burrinhos!
Ou seja, como evoluiríamos.
Da saia da mãe à auto-proteção.
Desconhecendo ambientes.
De violência física e psicológica?
O lance é pedagógico!
“Não importa o que te fizeram.
E sim o que você faz.
Com aquilo que fizeram com você”
Dá-lhe Jean-Paul Sartre!
Que era vesgo, por sinal.

15 de janeiro de 2013

Auto-promoções 10...

Outra matéria.
Página 17.

Sobre desejos....

É fácil reparar:
Insatisfeitos.
Desejamos mais.
Satisfeitos.
Desejamos novos desejos!
Desejar é, portanto.
Um jato contínuo!
Curioso que procuramos em vão.
Causas pra angústia, deprê, tristeza, etc.
Tá na cara:
É novo desejo em silêncio!

11 de janeiro de 2013

Liberdade.....

Cai de cabeça em Sartre.
Sede de refletir sobre liberdade!
Pensamento poderoso esse:
"A existência precede a essência".
A compreensão da realidade humana.
Não se faz em termos de ser, mas em termos de vir-a-ser.
Ou seja, o homem "vem a ser".
A cada momento, aquilo que se torna ou que se faz!
E essa existência (escolha) não é anarquia.
Carrega consigo a responsabilidade do agente.
Que é a contrapartida de seus "atos livres"!
E como não se divide essa responsabilidade.
Já que não há qualquer instância (Deus, regras formais, dogmas)
À qual o sujeito delegaria a justificação pelas escolhas.
O que sobra é uma total solidão, que traz como conseqüência.
O alcance da sua liberdade individual.
Ponderada ao peso da responsabilidade!
Ou seja, um pensamento mais poderoso que qualquer religião!

10 de janeiro de 2013

Tudo será como antes!











Nada como o descanso!
Passar uns dias na flauta.
Recarregar as pilhas.
Abusar dos lazeres.
E não-afazeres.
Voltamos com o humor lá em cima!
Os primeiros dias são bárbaros.
Ficamos simpáticos.
Conversamos com todos.
Nos interessamos por tudo.
Fazemos mil planos, mil idéias.
Filantropias generalizadas.
Soluções materias, familiares.
Físicas e afetivas!
Mas.... bem sabemos.
Que todo ano avança.
E cumpre sua marcha inexorável:
Tudo será como antes!

8 de janeiro de 2013

Não se fazem fotos como antigamente...










Ano vai, ano vem.
Fotos e mais fotos!
Todo mundo se imagina.
Estampado em outdoor!
Gente rindo.
Gente celebrando.
Instantaneidades dissimuladas.
Do que era de fato!
Trocentos anos depois.
Nossa vida será explicada.
Pelas fotos do Facebook!
Parecerá, coloridamente.
Que éramos rios de alegrias!
Que éramos....aqueles instantes!
Mas...... éramos?
Decididamente.
Não se tiram mais fotos como antigamente!