30 de novembro de 2011

A vida complementar.....

Algo muito interessante.
É conciliar, sabiamente.
Uma vida boemia.
E culturalmente ativa.
Com a vida profissional.
Altamente demandante.
E pragmática.
Porque uma hora.
Negocia-se preço, governança.
E noutra.
Fala-se de poesia concreta.
E da beleza lírica das cidades.
E essa dulpa-alimentação.
É fator preponderante.
Pra não se exagerar, idiotamente.
Nem uma, nem noutra.

29 de novembro de 2011

Romário x Ronaldo Fenômeno.....

Sempre achei que, como jogador.
O Romário foi muito melhor que o Ronaldo.
E em política, entāo, nem se fala!
Tá dando um baile no fenômeno.
Enfrentando a máfia da bola.
Enquanto que o outro.
Virou papagaio do Ricardo Teixeira.
E do André Sanches.
Infelizmente o Ronaldo faz parte.
Dessa "LucianoHuckinizaçāo" da sociedade.
Essa hipocrisia utilitarista de tudo!

27 de novembro de 2011

Sexo e amor: a não coexistência.

Sexo e amor não coexistem.
O primeiro é teatral.
Se a fantasia sexual.
Tem o respeito como regra.
Fica chato.
E todo mundo "pula o muro".
E o amor? Ora..
O amor reconstitui o corpo.
Que o sexo despedaçou.
E um pouco mais que isso!
É sensato.
Dão-se em tempos diferentes!

25 de novembro de 2011

Dica de prazer certo...

Ande 5 minutos.
E aí passe a correr.
É batata!
No décimo oitavo minuto.
Vem uma alegre injeção.
De endorfina e adrenalina.
Gozo mirantânico!
Mas atenção!
É preciso de IPOD "no talo".
Escutando obrigatoriamente.
The Clash, Ramones ou Chuck Berry.
Sons melancôlicos.
Tipo Radiohead, Los Hermanos e Maria Gadu.
Não funcionam nunca!

24 de novembro de 2011

Taxistas: profetas do cotidiano....

Adoro conversar com taxistas.
Sāo os termômetros das cidades.
E os profetas do cotidiano:
Um dia ouvi uma confidência:
"Há 5 anos brigo com a mulher.
Acabou a vontade, acabou o sexo."
Frio, sugeri: "é hora de separar!"
"Não dá, ela vai brigar."
"Pode ser a última briga, já pensou?"
Fez-se o silêncio da intromissão.
No final da corrida, me agradeceu:
"Você está certo".
"Talvez nāo", devolvi.
Saí do carro culpado.
E reflexivo:
Até que ponto vale juntar os cacos.
De uma relação corroída?

23 de novembro de 2011

O que é chegar em Sampa ...



Nada como chegar em Sampa.
Depois de muitos dias!
Cheiro de pizza no ar.....
Jeito de movimento.
Pessoas, luzes, carros.
Um trago, uma voz.
Um bar qualquer da Vila Madalena.....

Por favor, telefone, eu preciso.
Viver alguma coisa, rapidamente!

22 de novembro de 2011

Mulheres imbatíveis....

Deveria ser obviedade.
Mas não é!
Mulheres que, literalmente.
"Roubam" almas masculinas.
Combinam explosivamente:
Beleza, autonomia, charme.
Inteligência na sutil.
Substituição materna
E fundamentalmente.
Ciúmes dominado!
Não tem prova maior.
De fragilidade feminina.
Do que excesso de ciúmes.
Porque significa arrancar.
A insegurança do sujeito.
Significa livrá-lo, gratuitamente.
Da necessária desconfiança.
Que nunca, de fato, a conquistou!

A arte de decidir...

Mouse de maracujá?
Ou torta de limão?
Praia ou Campo?
Casamento ou liberdade?
Quietude ou festa?
Ir ou ficar?
Escollher é perder.
E preterir.
Também é ganhar.
Grosso da maturidade.
Vem dessa compreensão!

21 de novembro de 2011

Os encantos de Goiânia e o interior...



Se tem uma cidade média.
Ótima pra se viver no Brasil.
É Goiânia!
Tive a certeza nesse fim de semana.
Custo de vida baixo, alto IDH.
Gastronomia original.
Urbanização privilegiada.
Ruas limpas e bem estruturadas.
Gentileza total nos serviços.
Abundância de áreas verdes.
De bares, e de mulheres lindas!
Um lugar imbatível!
Esse incrível Brasil.
Tão de costas para América Latina.
E viciado em seu litoral.
Deveria valorizar mais seu interior.
Aliás, deveria ser rota turística.
Muito mais explorada!

18 de novembro de 2011

A ingovernabilidade da paixão....



Que filmaço esse "Fatal"!
Achei-o, zapeando.
Sem querer.
Aí vi a Srta Cruz.
E já viu.
Largo tudo pra vê-la!
E Ben Kingsley.
É bárbaro.
Ótimo filme.
Muitas metáforas:
Sobre a inexistência.
Sobre sabotar-se.
Referências a Tolstoi.
Velhice, solidão.
Auto-engano.
E, sobretudo.
O que é prender-se.
De fato, a alguém.
Há uma cena ali.
Que o sóbrio professor.
Vê-se apaixonado.
Contemplando Consuela na cama.
Com sua indefectível.
Xícara de café na mão.
Bela cena!
A paixão, parecer ser.
O bálsamo humano.
E o melhor.
É ingovernável.
E anárquica ao tempo.
Vem a qualquer idade.
Lembrei da música do Dylan:
"One more cup of coffee for I go,
To the valley below".

17 de novembro de 2011

O grande poema....



Quando escrever algo assim.
Eu paro por aí....
(Amigos fiquem livres.
Pra enviar às suas pequenas).

Imaginassem as amendoeiras
que estamos em pleno outono.
Vestem-se como.

Púrpura, ouro,
estão perfeitas como estão:
erradas.

Pudesse um poema, um amor,
pudesse qualquer esperança
viver assim o engano:

beleza, beleza,
beleza,
mais nada.

(Eucanaã Ferraz, “Desassombro” )

Brazilian way of life..



Aliás, o tema Belo Monte.
E outros Facebookianos.
Me fazem suspeitar.
Que vivemos hoje.
O "Brazilian way of life”.
Com toda alienação.
Que cerca estilo vida.
Fica a reflexão:
O grande avanço "econômico-social".
Tem baixo lastro Político!

16 de novembro de 2011

Sobre Belo Monte...

Impopularidades à parte.
Sou radicalmente a favor de BM.
Por uma pancada de razões!
O Brasil nasceu "virado pra lua".
Em disponibilidade de energia.
85% da energia é renovável.
E é absurdamente barata!
BH saiu a 78 Mega/hora.
E a tecnologia é 100% nacional.
A área alagada no projeto inicial.
Era de 1,2 mil km quadrados.
Pra atender justas reinvidicações.
Caiu para 500 km.
Tornando-a “usina a fio d’água”.
Quase sem nenhum alagamento!
Nenhuma aldeia será alagada. Nenhuma!
4 bilhões serão gastos.
Em medidas sócio-ambientais.
A China, para se ter uma idéia.
"Torra" 1/2 Brasil ao ano de usinas a carvão.
Um horror ! Poluição total!
Os atores da Globo não sacaram.
BM é independência energética do Brasil.
Os que reclamam são bem intencionados.
Mas tão sendo inocentes.
Esse vídeo deflagrou outra coisa.
Temas importantes não têm profundidade!
Deveria valer a ditadura do argumento.
Não apelos sensacionalistas!

Os “brasilian boys” e a crise mundial....

Incrível!
Mesmo diante desse crise mundial.
Mesmo com tudo que vem acontecendo.
Setores liberais “academizados”.
Não perdem a pose!
Reduzem essa “ecatombe financeira”.
A uma mera irresponsabilidade pontual.
Na permissão ao crédito.
Barbaridade!

14 de novembro de 2011

Sobre viver lutos....

Engraçado isso!
No mundo artificial de hoje.
Nem os lutos são vividos.
Como deveriam.
Pessoas queridas se vão.
E viramos a página.
Com um lamento ligeiro.
Viciados em nossas rotinas.
Aparecem “Prozacs”, distrações incríveis.
Livros milagrosos, que nos ensinam.
Como ser o gerente eficiente.
De todas negativas da vida.
Pobres tempos!
Nem o mais profundo de nós mesmos.
Podemos atingir!

10 de novembro de 2011

Recuerdos y más recuerdos...

Desde 98.
Tenho uma obcecada rotina.
Guardo os principais e-mails.
E anoto os grandes acontecimentos.
Bárbaro o efeito do tempo!
Pessoas vão e voltam.
Idéias foram e voltaram.
Emoções dissipadas.
Amores diluídos.
E vem a dúvida certa!
O que trazemos conosco.
É a síntese do que vivemos.
Lugares que fomos.
Ares que sentimos.
E somos mais desejo.
Do que calma.
Que é a falsa estabilidade.
Do nosso objeto real: a vida?
Ou não (como diria o Caetano)!
Será que a solução é dormir.
E deixar que o negro do inconsciente.
Nos redima, inapelavelmente.
Da insensatez da nossa vigília?
Uma cerveja, uma telenovela.
Um alaúde, um trem... uma arara!

9 de novembro de 2011

Sobre performances de Palco...

Aliás, nesse filme.
"A festa nunca termina".
Dá pra se ver o que era.
A performance de palco.
Do Ian Curtis.
Mítico cantor do Joy Division.
Impressionante!
A dramaticidade de sua dança.
Uma mistura de tensão forte.
Sob movimentos semi-eplépticos.
E uma musicalidade perturbadora.
Genial originalidade!

"A festa nunca termina".....



Filmaço!
Tudo se passa em Manchester.
A city industrial decadente.
Que dita a cena musical.
Do pós-punk, nos anos 80.
Sob a narrativa de Tony Wilson.
O "agitador cultural" de lá.
Sabe-se como surgiram:
Joy Division, Happy Mondays.
O drama da morte de Ian Curtis.
A danceteria "Hacienda".
O acid house, que uniu house music.
Com o psicodelismo do rock.
Via o consumo do ecstasy.
Nas batidas de um novo cara: O DJ!
Os "brancos", enfim.
Aprenderiam a dançar!

8 de novembro de 2011

Sobre amizades...

Aprendi com o Epícuro:
Amizade, sobretudo.
É identificação!
Por isso são os valores.
Os grandes lastros.
Do elo entre os seres.
E a amizade não é vício!
O peso da cumplicidade.
Tampouco é a afetividade.
Reservada a desconhecidos.
Via os mistérios do encanto.
É magnestismo natural.
O compartilhar edificante.
Das surpresas desse mundo!

Sobre a USP, sobre a linguagem, sobre tudo.....

Esse Facebook é um sarro!
Todo mundo opina sobre tudo.
De reaças (a maoria) a eco-chatos.
De radicais a sonhadores.
Falasse disso, falasse daquilo.
Falasse de tudo!
Junto com sexo, comida, bebidas.
Drogas e estados extraordinários.
O uso da linguagem.
É o grande "barato" humano!
E o mais fundamental.
Não é preciso justificá-lo.
À luz de nada.
São as outras coisas.
Que precisam se justificar!

3 de novembro de 2011

A maior contribuição dos portugueses...



Ontem, feriado no Rio.
Hoje, trabalho no Rio.
O que me permite concluir.
Sem pestanejar:
A maior contribuição.
Dos portugueses ao mundo.
Foram as mulatas!
O que seria do mundo.
Sem elas?

1 de novembro de 2011

Sobre vídeos do Youtube....

Engraçado o youtube!
Começa-se num assunto.
Passa-se a outro.
A outro, e mais outro.
Até que sempre se acaba.
Num vídeo de alguma gostosa.
Eu estava pesquisando.
Sobre o Haroldo de Campos!

Se eu morasse no Rio...



Se eu morasse no Rio.
Ia mergulhar na história.
Do "Solar da Fossa".
O casarão-pensão colonial.
Que depois de derubado.
Virou o monstrengo "Rio Sul".
Para se ter uma idéia.
Que morou lá, de 64 a 71?
Caetano, Gal, Paulo Coelho.
Paulos Leminski e da Viola.
Tim Maia, Betty Faria, Zé Keti.
Naná Vasconcelos, Ruy Castro.
Entre outros.
Tempos mais "intensos", aqueles.
De criatividade e falta de liberdade.
E é bárbara a contradição!
O que era Oásis da Contracultura.
Virou palco da mais cafona.
Banalização comercial urbana!

A "novidade" como ameaça....

Curioso como o novo:
Idéias, estética, comportamento.
Sempre ameaça!
As classes dominantes.
Se defendem da novidade.
Vêm na estabilidade das formas.
O emblema da estabilidade do seu poder.
As vanguardas artísticas do século XX.
Foram hostilizadas, em todo canto.
Há outros exemplos.
Mas estão certos os que acham.
Que a inovação é anti-social.
Clama-se uma nova sociedade!