29 de novembro de 2010

Almas roubadas...

Deveria ser obviedade.
Mas não é.
Mulheres que.
Literalmente.
Roubam almas masculinas.
Tem a seguinte combinação.
Explosiva:
Beleza.
Inteligência.
Autonomia.
Liberdade a padrões.
E fundamentalmente.
Ciúmes dominado.
Não tem prova maior.
De derrota feminina.
Do que excesso de ciúmes.
Porque significa dizer.
De forma fragilizada:
"eu sou toda sua!".
Tem estratégia pior?

Teorias e práticas..

Senso comum é dose!
Adoro quem os desafia.
Diz mais, a Regina:
É uma ficção crer.
Na continuidade do prazer.
Transando 30 anos.
Com a mesma pessoa.
Pensando assim.
Fidelidade.
"Teoricamente".
Não seria importante.
Para ser amado.
Para dar certo.
Bastaria, digamos.
Algumas "concessões".
Hum...
Vai dizer isso por aí!
Não tem um que topa.
"Na prática, a teoria é outra".
Diria Cora Coralina.

Bombas-relógios...

Caramba.
Porreta essa Regina Navarro.
Tem um olhar feminino.
Mega iconoclasta.
Diz que:
A bomba-relógio do tesão.
É a exigência de exclusividade.
O mínimo de insegurança.
É o truque fundamental.
Para manter a libido acessa.
Tenho para mim.
Que há ourta bomba-relógio:
a previsibilidade.
Tem coisa pior:
Fazer mais do mesmo.
Ver mais do mesmo.
Sentir mais do mesmo.
Etc. mais do mesmo?

27 de novembro de 2010

Dez mil...

Ontem o blog bateu.
Dez mil acessos.
Não sei bem.
O que isso significa.
Aliás.
Sei sim.
Significa.
Insignificância.
No entanto.
São quase 50.
Acessos diários.
Ou seja.
Algum interesse.
O observações.
Dispertou.
Então obrigado!
A meia dúzia.
De leitores...

Raul Seixices...

1989.
Raul no fim.
De carreira.
Diz que esteve.
No anos 70.
Com John Lennon.
Perguntado sobre.
Quem era.
Um brasileiro.
Ilustre.
Responde:
- Café Filho.
(min 3:45)
É de chorar.
De rir!

Caetanices 1...

Itapuã, quando tu me faltas,
Tuas palmas altas
Mandam um vento a mim.
Assim: Caymmi.

Caetanices 2...

Soy loco por ti, América
Soy loco por ti de amores.
Antes que o dia arrebente.
Antes que o dia arrebente.

25 de novembro de 2010

O choro do futebol...

Falem o que quiser.
Mas esse menino chorando.
(min 1:16 dó vídeo)
É de partir o coração.
Lembro quantas vezes chorei.
Nos anos 80.
Pelo mesmo motivo.
Ah, essa coisa chamada futebol....
Apesar de tudo.
Amo ser palmeirense!
E perder é o de menos.

O cara é um gênio....

Digam o que quiser.
Mas o Lula é um gênio.
Roosevelt nos anos 30.
Tomava porrada dia e noite.
Dos jornais conservadores.
O que ele fez?
Pulou para outra mídia.
Foi pro rádio.
Lula sacou isso.
Apanhou tanto da Veja,
Globo, Folha, Estadão.
Da imprensa golpista.
Que se ligou que.
É na "blogosfera".
O palco de resistência.
Ontem foi dia histórico.
O caminho é a Internet:

Balzaquianidades...

Acho gozado.
Essa mulherada.
Com grilo de envelhecer.
É uma neurose análoga.
A da fissura por magreza.
Totalmente sem sentido!
Do lado de cá.
Da hétero-opção radical.
Não há dúvidas.
Mulheres "vividas".
E com "substância".
São imbatíveis.
Menininhas.
Com excesso de colâgeno.
São uma beleza.
Mas cansam...
Pela "desautonomia".

Transcendências...

Que raiva que dá.
Da falta de transcedência.
Do culto ao óbvio.
Do discurso pobre.
E de idéias recorrentes.
Ora, ora.
Para forjar o novo.
Rompe-se velho.
"Incomoda-se mais".
De tanta obviedade!
Lembrei de uma pixação.
Do banheiro da escola:
"Força aos loucos de boa cabeça".
A verdade é que:
O mundo tá muito quadradinho!

23 de novembro de 2010

Sobre casais e filhos...

Vi três grandes amigos.
Recentemente.
Estão amando a vida de pai.
Embora cansados.
Ajudam muito suas esposas.
E vibram com seus pequenos.
Fiquei matutando.
Que bobagem esse papo.
Da "crise da vida a dois".
Muito ao contrário.
Nunca esse elo foi tão forte.
Hoje em dia.
O ideal do casal.
É o companherismo.
(e não a fidelidade!)
E, enfim, ele se modernizou:
Há troca de funções.
Muita solidaridade.
Repartições justas.
E tolerância.
Muito diferente.
Dos casais do século XVII!

22 de novembro de 2010

Três perguntas...

Se topasse.
O gênio da lâmpada.
Os desejos.
Virariam perguntas:
A primeira pro Dylan:
gostou de "Jokerman" do Caetano?
A segunda pro Papa:
nadica mesmo de fruição da carne?
E a última pro Michael Douglas:
me ensina a ganhar a Zeta-Jones?

Influências...




Não tinha sacado antes.
Dois dos discos.
Que mais me influenciaram.
Guardam curiosa semelhança:
a capa.
São discos fabulosos.
Canções fantásticas.
Hurricane, Sonhos.
Black Diamond Bay.
E Trem das cores.
São hinos para mim.
E vejo uma ponte.
Entre "Sara" e "Sina".
Narrativas distintas.
Complexidades afetivas.
Gestadas entre Itapuã e Minnesota.
Salvador ou Nova Jersey.
O que é do homem.
O bicho não come.

19 de novembro de 2010

Escolhas...

Mouse de maracujá?
Ou torta de limão?
Praia ou Campo?
Casamento ou putaria?
Escollher é perder.
Renunciar, preterir.
Milhões de livros.
Na internet.
Mil destinos.
Para viajar.
Pessoas, para "plugar".
A liberdade de escolha.
Seria o "sacro momento".
Mas paradoxalmente.
Virou frustação.
Diante de tantos caminhos.
Tantas possibilidades.
Eis o paradoxo.
A geração MSN é livre.
Mas não "abre mão".
Do seu "Petit Gâteau".

Beleza televisiva...

Outro dia aí.
Voei com uma musa da TV.
Uma miragem da tela.
Um sonho de mulher.
Uma cobiça de meus sonhos.
A bem da verdade.
Foi uma baita decepção:
Rugas.
Cabelos sem vida.
Corpo descuidado.
Expressões frias.
Olhava, olhava.
É ela mesmo?
E era.
Passei a descofiar.
Seriamente.
De belezas televisivas.

18 de novembro de 2010

Fatal...



Que filmaço!
Achei-o, zapeando.
Sem querer.
Aí vi a Penélope.
E vidrei.
Largo tudo pra vê-la!
E Ben Kingsley.
É bárbaro.
Mexeu comigo.
Muitas metáforas:
Sobre a inexistência.
Sobre sabotar-se.
Referências a Tolstoi.
Velhice.
Solidão.
Auto-engano.
E, sobretudo.
O que é prender-se.
De fato, a alguém.
Há uma cena ali.
Que o carismático professor.
Vê-se apaixonado.
Fitando Consuela na cama.
Com sua indefectível.
Xícara de café na mão.
A verdade é o seguinte.
A paixão...
É o ápice do ser humano.
E o melhor.
É ingovernável.
E anárquica temporalmente:
vem a qualquer idade.
Lembrei da música do Dylan:
"One more cup of coffee for I go,
To the valley below".

16 de novembro de 2010

Suprema felicidade?

Quando escuto esse papo
de "suprema felicidade".
Fujo, assustado!
Será tão difícil sacar que
estados emocionais são
necessariamente descontínuos?
E que, justamente por isso,
é que se apredende pácas?

Sobre Padarias...

Sampa é Sampa.
Não tem jeito.
A cidade é um manancial
de pequenos prazeres.
Um que adoro: "caçar" padarias.
Busco a mais "apetitosa".
Esteticamente.
E depois, pra testar.
Peço meu sanduba "na canoa"
(arrancando o miolo do pão).
Não importa a hora.
Você será bem tratado.
Sob à atenção servil.
E comercialmente gentil.
Dá para fazer um tratado.
Uma tese de doutorado.
Sobre as padarias de Sampa.

15 de novembro de 2010

Filho de Oxum...



Nada como.
Uma linda cachoeira.
Para recarregar as pilhas...

13 de novembro de 2010

Um som que persiste...

Engraçado, isso.
No Uruguai.
No começo do ano.
Eu só escutava isso.
E continuo.
Até agora.
Na mesma toada.
11 meses depois.
Com o mesmo pulsar.
Calma em excesso.
É trágico.

Liberadede futebol clube...

Voltando ao papo.
Da energia.
É preciso dizer que:
Nem sempre.
A coisa é orgânica.
É possível, sim, optar:
Um olhar diferente.
Um jeito de corpo.
Um inclinar emotivo.
São decisões pessoais.
De atenção à vida.
O mais bárbaro.
O mais fantástico de tudo.
É que tudo se resume a isso:
Interpretação.
Eventos ruins e bons.
O sinuoso e o belo.
São comuns a todos.
Interpretá-los.
É um gesto solitário.

Portelices...

Pixinguim.
Pixinguim.
Era assim.
Que vovó.
Pixinguinha.
Chamava...

11 de novembro de 2010

Relativismo futebol clube...

Amo o senso comum:
tudo é relativo.
Absolutamente, tudo.
Minha teoria:
Tudo se resume.
À oferta de energia
Quando temos vigor.
Tudo é lindo.
Músicas emocionam.
Pessoas se iluminam.
Palavras se harmonizam.
Com défict.
Tudo é chato.
Músicas cansam.
Pessoas murcham.
Palavras se escondem.
Portanto.
Bem-vindos ao maravilhoso mundo.
Das interpretações que chacoalham.

9 de novembro de 2010

Não coexistência...

Viva o Contardo Calligaris!
Sempre sensato. Diz ele:
Sexo e amor não coexistem.
O primeiro é esculhambação.
A fantasia sexual não pode
colocar o respeito como regra.
Porque fica chato.
E aí todo mundo pula o muro.
E o amor? Ora..
O amor reconstitui o corpo.
Que o sexo despedaçou.
Dão-se em tempos diferentes!

8 de novembro de 2010

Deu para ti, baixo astral..

Gosto daqui.
Porto Alegre é trilegal.
Apesar disso.
Vejo-a fechada.
Segmentada.
Como Brasília.
Não tem jeito.
Gosto de cidade grande.
Da idéia de modernidade.
De reunião entre diferentes.
Lugares onde se conta menos.
A bagagem, a origem.
E mais o que você faz.
Da sua vida.
E de você.

Cada um no seu quadrado...

Uma coisa é auto-ajuda.
Outra, pscicanálise.
A primeira.
É um manancial de dicas.
Que valem, eventualmente.
A alguém.
A segunda é tácita.
Nada de doutrina.
E muito menos moralismo.

A ficção de cada um...

Em verdade.
Adoramos. E muito.
Operar no romance.
Boa terapia é aquela.
Onde se narra a própria vida.
A partir de um ângulo.
Criativo e romanceado.
De si.
"Escrever-se", portanto.
É altamente transformador.

7 de novembro de 2010

Piruetas..

Vamos combinar, vai:
A vida não é uma
grande brincadeira?

6 de novembro de 2010

Gangorras da alma...



Nosso íntimo é barroco:
Dependência ou autonomia.
Apego ou liberdade.
Partir ou ficar.
Paradoxos centrais de nossa subjetividade.
Vias definidoras de nossa jornada.
Os altos e baixos da vida são, em via
de regra, expressões desse conflito:
Prender-se, desprender-se.
Abondonar ou encontrar.
Sair, voltar.
Eis os movimentos de tudo.

Originalmente publicado
em 29 de julho de 2010.

Sexo na MPB 1...

"Mas na hora da cama
Nada pintou direito
É minha cara falar
Não sou proveito
Sou pura fama...."


Atire a primeira pedra.
O homem que nunca viveu isso.
Tirando o Ziraldo.
É claro.

Sexo na MPB 2...

"Dedos alegres e afoitos
Se apressam em busca do pico do peito
De onde os efeitos gozosos
Das ondas de prazer se propagarão
Por toda essa terra amiga
Desde a serra da barriga
Às grutas do coração

Sob o blusão e a camisa
Os músculos másculos dizem respeito
A quem por direito carrega
Essa Terra nos ombros com todo o respeito"


Época que o Gil.
"Homoerotizava".
Sem maiores grilos.

Faltou dizer...

Outros outubros virão.
Outras manhãs.
Plenas de sol.
E de luz....

5 de novembro de 2010

Dia de Rock...

Chove em Brasília.
A cidade fica linda.
Verde, de novo.
Bem verde, de novo.
Adoro as sextas-feiras, aqui.
Dia de rock.
Sua expressão cultural.
Mais apropriada.

4 de novembro de 2010

Nada (ou tudo) é por acaso...

MSN é um sarro.
Permite criatividades.
Adoro essa cultura dos "nicks".
Tem gente de todo tipo.
Há os econômicos.
Que usam apenas o nome.
Os emotivos.
Que ressaltam seu estado de espírito.
Os religiosos.
Que explicitam suas crenças.
Os que brincam.
E usam frases de para-choque.
Os misteriosos.
Que põem frases indecifráveis.
E os assertivos.
Que usam frases dogmáticas.
Tenho uma amiga que usa sempre,
o "nada é por acaso".
Já disse a ela.
Morro de medo dessa frase!
Tenho verdadeiro pavor.
Porque se certa.
"Viajei na maionese".
Literalmente.
Durante todo esse tempo.

"El loco" Charly Garcia...

Amo o som argentino.
Sobretudo o Rock.
Para mim.
O Maradona do gênero.
Chama-se Charly Garcia.
Adoro, adoro.
O cara é Deus por lá.
Fez clássicos.
Ficou loco por anos.
E pelo visto.
Voltou com tudo.
Muito bom!
Mas quando digo "loco".
Digo "loco" mesmo.
Afinal.
Pular do nono andar.
Não é para qualquer um.

Vamos comer Caetano 2...

Já disse aqui.
Sou fã radical do Caetano.
Politicamente, gosto do Chico.
Mas como artista.
Sou mais Caetano.
Certa vez, o Lobão escreveu isso.
Dizia, entre outras coisas:
"Amado Caetano: Chega de verdades.
Viva alguns enganos".
E terminava: "Te amo. Te amo".
Veio a resposta, anos depois.
Fico pensando.
Como alguém consegue escrever
uma coisa linda dessas:

"Lobão tem razão
Irmão meu Lobão
Chega de verdade
É o que a mulher diz
Tô tão infeliz
Um crucificado
Deitado ao lado
Os nervos tremem
No chão do quarto
Por onde o semên
Se espalhou".

Decícias singelas...



Por que demorei anos para
descobrir essa frutinha?
Sedutora.
Gostosa.
Cheirosa.
E de textura na medida.
Para o prazer oral.
Sem contar.
O baixo índice glicêmico.
Agora.
Entre as refeições.
Apenas Damasco.
Estou encantado!

3 de novembro de 2010

Pensando grande...

O Eike é sem graça.
Milionário, sem sal.
Como tantos outros.
Gênio era seu pai.
“Eliezer Batista,
o engenheiro do Brasil”.
Vi o filme.
Sensacional.
Visionário.
Iconoclasta.
Estrategista.
Presidiu a Vale.
Idealizou o Porto de Tubarão.
Os "navios jumbos".
Dobrou os japoneses.
Foi pai do projeto Carajás.
Criou o conceito de
"project finance".
Etc, etc e etc.
Enfim.
Sujeito formidável que te
instiga a "pensar grande".

Boa rota...

Voltei.
E feliz.
Dilma ganhou.
O Governo Popular segue.
O Brasil está em boa rota.
Um país civilizado.
Que dá cidadania.
Que não se divide.
Em gente de primeira.
E de segunda classe.
Podem escrever.
Nosso Brasil será uma
avalanche de oportunidades.
Sorte dos nossos filhos!