29 de agosto de 2012

O fim da cultura...

Outro dia ouvi de um amigo.
Que vivemos o esgotamento.
Da produção cultural humana!
Mais o menos assim:
Todas as artes.
Vivem numa saturação criativa.
Que mesmo que venham com novidades.
Nunca superarão o que foi feito!
É de se pensar, é de se pensar.
Ainda mais pelo fato.
De que nunca estivemos.
Num momento tão pobre.
Culturalmente falando!
O que faz como que fiquemos assim:
Dinossauros retrógrados.
Embriagados de clássicos!

28 de agosto de 2012

PIB, um indicador a beira da morte....

Adoro provocar.
Meus amigos economistas!
Mas falar de PIB.
É falar de um índice a beira da morte!
Afinal, despreza uma pancada de coisas:
O esgotamento dos recursos naturais.
Como se distribui riqueza.
Como se alocam os recursos.
E, sobretudo, tem uma contabilidade.
Totalmente sem sentido.
Poe na conta do investimento.
O capital fixo (bens de produção).
E na conta das despesas.
O capital humano (educação).
Tão essencial pra sociedade.
E pra qualidade de vida!
Ou seja.
Diz, mas não diz nada!

26 de agosto de 2012

Os encantos de Goiânia e interior...



Se tem uma cidade média.
Ótima pra se viver no Brasil.
É Goiânia!
Tive a certeza nesse fim de semana.
Custo de vida baixo, alto IDH.
Gastronomia original.
Urbanização privilegiada.
Ruas limpas e bem estruturadas.
Gentileza total nos serviços.
Abundância de áreas verdes.
De bares, e de mulheres lindas!
Um lugar imbatível!
Esse incrível Brasil.
Tão de costas para América Latina.
E viciado em seu litoral.
Deveria valorizar mais seu interior.
Aliás, deveria ser rota turística.
Muito mais explorada!

22 de agosto de 2012

As marcas do tempo......

Hoje, depois de muitos anos.
Voltei ao clube Sírio, em Sampa.
Na avenida Indianópolis!
Há uns 28 anos, e bem garoto.
Estive ali, pra receber um troféu.
De premiação do futebol!
Palestrei hoje, exatamente.
No mesmo salão central.
Para uma grande platéia!
Como o tempo nos muda!
Lembro-me assustado, tímido.
E sufocado pelo gigantismo.
Do fato e do lugar!
Tanto tempo depois.
Não me reconheço!
Há o pragmatismo profissional.
E a naturalidade fria.
Que o mundo adulto nos imprime!
Lembro-me da primeira vez.
Que entrei num estádio.
Que vi um ônibus na ladeira.
Que ouvi os gritos na feira.
Que vi a fila de garotos na escola.
Tudo, incrivelmente.
Tão maior......

14 de agosto de 2012

Manifesto emocional....

Não somos nós.
Enquanto pessoas em vida.
Seres multifacetados.
Jogados em momentos.
De sucessivos desacordos e acordos?
Não há um Fausto.
Que se materializa.
De encantos e surpresas.
Que certos segundos nos trazem.
Seguido das frustrações.
Vindas desses mesmos instantes?
Ah, a vida.....
Diversa e plena.
Bálsamos, perdas, ganhos.
E não obstante:
A quase plenitude!
Qual o mal da não-alegria.
Tê-la emergindo e submergindo.
E aprender com isso?
Por que diabos nosso senso ultra-moderno.
Quer se apropriar tudo?

13 de agosto de 2012

O mais libidinoso dos carnavais....

Cai de cabeça.
Na biografia do Nélson Rodrigues!
Curioso sacar o Rio, e a Zona Norte.
De outros tempos.
Conta que em 1918, a cidade maravilhosa.
Baixou 15 mil mortos.
Em 2 meses de gripe espanhola.
Recorde total no mundo!
E depois foi embora.
Na mesma velocidade!
Por conta disso.
O Carnaval de 1919.
Foi o mais "profano" de todos!
A iminência de morrer.
Que assombrava a população.
Provocou uma "vontade de viver".
Que se traduziu.
No carnaval mais "sem roupa".
E libidinoso que o Rio conhecera!
Daí entender o porquê.
Do "sexo" e "morte".
Serem tão presentes.
Na obra do dramaturgo!

9 de agosto de 2012

Os pais e filhos de hoje...

Bela a coluna de hoje.
Do Contardo Calligaris!
Fala da "epidemia de amor".
Dos pais e filhos de hoje.
Especulando que esse processo.
Gera sublimação e dependência!
Sei não, sei não.
Até porque não tenho filhos.
Mas pelo que observo.
Os pais de hoje.
São mais amigos dos filhos.
Do que propriamente pais.
Os filhos podem tudo!
Sou de um tempo.
Que bastava um olhar bravo do "velho"'.
Pra eu ficar quietinho, quietinho....
Quietinho mesmo!

Língua é cultura....

Enfim, peguei gosto pelo inglês.
Meu software da cuca.
Não leva jeito pra coisa.
Mas até que tô gostando!
Hoje aprendi o verbo "earn".
Que, pelo que entendi.
É "receber", pelo mérito da coisa.
Aqui é tudo "ganha-se".
Ganha-se na loteria.
Ganha-se da Argentina.
Ganha-se o salário.
Ganha-se o presente.
A moral católica em tudo!

7 de agosto de 2012

Sobre formas de permanência...

Fazer um filho, plantar uma árvore, etc.
Materialidades e sonhos.
De nossa sede de permanência!
Escutei de um amigo músico.
Que o influenciei, e bastante.
Ir por esse caminho.
Escutei de uma amiga casada.
Que a influencie, e bastante.
Ir por esse caminho.
Percebi surpreso, e feliz.
Outras formas de permanência!

O tempo das cidades iguais....

Viajando ali e aqui.
Impossível não notar.
A padronização dos lugares!
As cidades do mundo todo.
Dispõem das mesmas coisas:
Marcas mundiais, caixas eletrônicos.
Propagandas, lounges, porcarias musicais.
Jovens alienados, arquiteturas pós-modernas e etc!
Tudo é igual, igual.
Com pequenos nuances de estilo.
E temperos regionais!
É a tal  "homogeinização heterogênea".
Que cravou o mestre Milton Santos.
Eis aí a grande aldeia global.
"Parem o mundo, que quero descer!".

6 de agosto de 2012

Eliminando o verbo ser....

No Tupi, no Japonês.
Não existe o verbo "ser".
Algo inimaginável.
Pro nosso sistema de pensamento!
E mais,  há a lógica do "eu diverso".
Tem o "eu imperador", "eu povo".
"Eu qualquer coisa" e etc.
O que é muito interessante!
Nossa herança grega.
"Tal coisa é tal coisa".
Sujeito, predicado, objeto.
Forneceu o alicerce lógico.
Que culminou na revolução.
Industrial, técnica, filosófica.
Que vimos no Ocidente!
Ou seja, para se entender o Oriente.
Vamos parar com esse negócio.
De praticar Ioga, e abraçar árvores.
A coisa é mais simples:
Eliminem o verbo ser.
De nossas vidas!

Sobre a (não) utilidade do amor...

Curiosos, e também aflitos.
Os esperançosos do amor!
Gente de renovada ingenuidade.
Crendo que o amor resolve tudo!
Como diria o poeta.
Ainda é bem melhor.
“O amor não é uma saída.
É um mergulho!”.

5 de agosto de 2012

Vamos comer Caetano....

Caetano, na teça.
Fará 70 anos!
Sou Caetano Futebol Clube!
Politicamente, gosto do Chico.
Mas a obra do Caê é mais viva.
Há diferenças claras.
Chico usa personagens nas canções.
O Caetano é leonino.
Fala dele, se desnuda.
E vive se reinventado!
Transita em outros estilos.
E rompeu o “banquinho e violão”.
Que às vezes mata de sono!
Há músicas fantásticas:
“Oração ao tempo”, “Língua” e "Trem das Cores"
Ainda hoje as revisito.
Paula Lavigne, sua ex.
Um dia disse:
"Transamos quando eu tinha 13 anos.
Ficamos 26 anos juntos.
Adoro ser qualquer coisa dele.
Ex, Futura, o que for.
Tudo que venha dele, está ótimo”.
No disco "Cê".
Ela a homenageia:
"Nada, nem que a gente morra
Desmente o que agora
Chega à minha voz.." 

Há prova maior de beleza?

1 de agosto de 2012

O batalhão de idiotas.....

"Idiotés", para os gregos.
Era o ser não-político.
Que não ia às Ágoras.
E só vivia sua "vida privada"!
Curioso o "sequestro semântico".
Da palavra hoje em dia.
Afinal, é super glamouroso dizer:
"Não me meto em política.
Coisa restrita à gente sem caráter".
Fico refletindo....
Será tão difícil entender.
Que se é, ao mesmo tempo.
Parte do problema.
E também da solução?
E política é tomar pé das coisas.
Se organizar e agir?