29 de julho de 2010

A cidade sou eu...

Sou geógrafo. Amo cidades.
Entendê-las consome 62% do meu tempo.
Tenho um método, quando virgens.
Escuta-se, primeiro, os taxistas.
Depois, é “sacar” a boemia esparramada
no tecido urbano.
É ali que se entende os grupos.
Como se tomam e formam espaços:
de convivência, de exibição de estilos.
Vi esse excelente documentário, outro dia.
(dica de uma amiga).
Conta a saga do que foi a 109 Sul.
Quadra mais efervescente de Brasília.
O tempo passou.
E a Asa Sul, de hoje, é mais sóbria.
Domingo à tarde, por exemplo, fora o
famoso “Libanus”, tudo fica timidamente vazio.
A vitalidade pulou pro Sudoeste do plano.
E curioso. Num bairro de gente de fora daqui.
Que ergue uma nova Brasília.
Ainda mais misturada.
E longe do domínio dos antigos candangos.
É fantástico!
A cidade: e o curso de sua reinvenção.
Lembrei do Caetano(de novo):
“E novos brazucas passeiam em tua secura.
E novos brazucas te podem curtir numa boa!"

Um comentário:

  1. Lindo lugar! Perde pra Vitória, infelizmente... rs. Brincadeira, todas as cidades tem suas belezas!

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