30 de junho de 2011

Sobre o tal "Sistema"...

Nos anos 60, 70.
A hippongada metia o pau no “Sistema”.
Fantasma vil, cruel e idealizado.
Que oprimia a todos.
Pervertendo nossa moralidade.
Hoje o “Sistema” é outro.
Virou o alibi perfeito.
Pra justificar o que a de pior.
No mundo comercial.
Não há um Banco sequer.
Empresa de telefonia.
De serviços, de consumo, etc.
Que não culpe o “Sistema”.
Pra camuflar.
Sua grigante incompetência!!!

29 de junho de 2011

Paradoxo empresarial.....

Aliás, incrível o paradoxo.
As empresas falam com a sociedade.
Por duas vias.
A da publicidade, antes da compra.
Imprimindo fantasias e persuasão.
Pra seduzir nosso consumo.
E via do 0800, depois da venda.
Jogando-nos aos cuidados.
De seres adestrados e maquinais.
Quando nos sentimos.
Verdadeiramente idiotas!

28 de junho de 2011

Porque é preciso ter lado....

Até que ponto.
Somos nossas circunstâncias?
Até que ponto.
As opiniões bailam.
À luz das conveniências?
Qual o limite.
Das concessões, das tolerâncias?
Das pequenas malêdicencias?
Dos pequenos desvios?
A ética é uma geleia?
O bom senso é ser flexível?
Maldita era da informação!
Da salada interpretativa.
De tudo que nos cerca!
E vou além:
Grandes homens sempre tiveram "lado".
Errados ou certos.
Mas sempre com "lado".

Zunir do tempo...

De repente.
Passou meio ano.
Outro dia era janeiro.
Agora, o inverno.
A metado do curso.
A metade da lua.
Mas quando mesmo.
O tempo passou a correr?
Saudades..
Aquelas tardes de tédio.
O relógio parado.
A agonia de nada andar.

Nova paixão...



Outro dia.
Me apaixonei pelo damasco.
Agora é a Mixirica Verona.
Só fique sabendo agora.
Não tem semente!
E perfuma a casa.
Uma delícia...

27 de junho de 2011

O silêncio do afeto...

É engraçado isso.
Como valorizamos o falatório!
Ser supostamente “fechado”.
Virou pecado mortal.
E o mais curioso é que.
Muito da verborragia sentimental.
É mais performance, do que fato.
Dizer "Eu te odeio”, “Eu te amo”, etc.
Já são, por si só, formas de prazer.
Afinal.
Dá tesão “intensificar” sentimentos.
Por outro lado, são simplicações.
Escondem nuances, conflitos.
Detalhes e complexidades.
Além de oprimir o outro, claro.
Na “ansiedade” por equivalências.
O fato é que o silêncio e a reserva.
Parecem mais nobres à afetividade.

25 de junho de 2011

Porque é preciso de música 4....

Há, por acaso.
Coisa mais irrestível.
Que isso?

Garotas de Programa 2...

Aliás, sobre o tema.
Vi "Bruna Surfistinha".
Surpreendentemente bom!
Já que pelos trailers.
Parecia um desastre.
Claro, Deborah Secco.
Não é Natalie Portman.
Mas manda muito bem.
Sobretudo no "lado trash".
Da garota de programa.
Mas saí intrigado:
Teriam essas "Ladys",
a suprema sapiência sobre o homem?
E mais ainda.
Na onda de "agregar valor" ao produto.
Não poderiam ser também.
Piscicanalistas das titulares?

23 de junho de 2011

Garotas de Programa...

Outro dia descobri.
Que parte da audiência do blog.
Deriva de outras motivações.
Googlando as mágicas palavras:
"Garotas", "Programa", "Sudoeste".
Chega-se primeiro aqui.
Um dos meus primeiros posts.
Fico imaginando a irritação.
Do sujeito desesperado.
Louco pra resolver.
A solidão de sua noite.
E caindo num blog esquisito.
Como esse!

16 de junho de 2011

"Por que acabou?"....

Uma amiga relatava.
Que relutava entender.
O fim de seu relacionamento.
Buscava explicações costumeiras.
O encanto desaparecera!
Se paixão é idealização.
E a vida a dois é dura e contrastante.
Matava se aí a charada.
Mas poderia ser tédio!
A rotina, o mais do mesmo.
Sufocavam os desejos alheios.
E aniquilavam o convívio.
Hum, sei não.
Quem não gosta de rotina?
Sinceramente.
De tanto ouvir essa histórias.
Criei uma teoria.
Tanto o fim como o começo.
São eventos.
Misteriosamente iguais.
Forças mágicas e colidentes.
Para criar, e acabar.
Até por conta disso.
Aquela pergunta “Por que acabou”?
Seja tão estéril e agonizante.

Porque é preciso de música 3....

Amo esse vídeo!
(começar no min 4:00)
A lendária Jane´s Addiction.
Juntando só nego loco.
Navarro, Flea e Ferrell.
Depois não entendem.
Porque estrelas da música.
Têm alto propensão.
A vários excessos.
É uma gangorra violenta!
Sai da adrelina total.
De um show como esse.
E cai num quarto.
Silencioso de hotel.

14 de junho de 2011

Polêmicas musicais....

Duro dizer.
Mas não me desce.
Nem um pouco.
Essa tal Maria Gadú.
É uma cantora de barzinho!
Acho a voz forçada.
A postura envernizada.
E sem nenhum elemento novo.
Mais “desagregador”, de ruptura.
E acréscimo, à ordem musical.
Outra coisa.
O tal Marcelo Camelo.
É um bom letrista, e tal.
Mas só agrada mulheres.
Me soa limitado.
Artista de um gênero só.
E sobretudo.
Que não se reinventa!
A verdade é que.
Estamos pavorosamente órfãos.
De coisas vibrantes.
E iconoclastas.
Não é à toa que comprei.
A nova biografia do Dylan.
Parei nos 80!

13 de junho de 2011

Letargias..

Engraçado isso.
Absorto pelo trabalho.
E outros afazeres.
Sinto-me completamente.
Sem criatividade.
Ler, ler e ler.
Isso que sinto falta.
Ler, ler e ler.
É daí que brotam idéias.

Nada de verdade, nada de mentira.

En este mundo traidor.
Nada es verdad ni mentira.
Todo es según el color
Del cristal con que se mira.

Ramón de Campoamor

11 de junho de 2011

Raul Seixices 2....

Mas a história mostra.
Que a gente agrada a deus.
Fazendo o que o diabo gosta.
Casamos por tesão.
Tesão, tesão, tesão.
Bateu o terror não tem mais solução.
Te entrego os meus medos.
Meus erros, meus segredos.
Divido minhas guimbas com você.

Porque é preciso de música 2....

A verdade.
É que não paro.
De ouvir Otis Spann.
Simplesmente a fonte.
Que Jimi Hendrix.
Bebeu e se lambuzou!

Dias dos namorados...

Nos dia dos namorados.
Quando se é solteiro.
Há, sim, uma vantagem.
Pequena vantagem, diria.
Em meio à balada.
Aquela famosa desculpa.
Da menina bonita:
"Mas eu namoro".
Não cola!

10 de junho de 2011

Parabéns, João!



João Gilberto.
Fez 80 anos.
Parabéns, mestre!
Agora que absurdo.
Essa notícia.
Um Lord.
Nessa fase da vida.
Sendo importunado pelo vizinho.
Por conta do cheiro.
Do seu cigarrinho.
Deixem o João em paz.
Ora bolas!

9 de junho de 2011

Sobre "colar os cacos"....

Nada como os taxistas!
São termômetros das cidades.
Captam como ninguém.
As "ondas sociais".
Outro dia um deles me reclamou:
"Há 5 anos brigo com minha mulher.
Acabou a vontade. Acabou o sexo."
Frio, exclamei: "é hora de separar, então".
"Não dá. Ela vai brigar."
"Pode ser a última briga. Já pensou?"
Fez-se o silêncio da intromissão.
No destino final, me agradeceu:
"Valeu a prosa. Tu tá certo".
Desci do carro culpado.
E reflexivo:
até que ponto vale colar os
cacos de uma relação corroída?

Publicado em 16 de julho de 2010

7 de junho de 2011

Porque é preciso de música....

Aí você vê.
Aqueles negros americanos.
Viciados em heroína.
Com seus piano-blues.
Por las calles de Chicago.
Mandando Boogie Woogie.
Bebop, coll e o alto.
Blues, Acid Jazz.
E constata, sem pestenejar.
Que a música popular americana.
É imbatível!

Mulheres no poder....

A polícia rodoviária do México.
"Varreu" os homens dos postos.
Mais propensos a propinas.
Esquemas, "gorgetas".
E tráfico de influências.
Resultado:
A corrupção caiu 90%.
Parabéns, Presidenta.
Mulheres no poder!

2 de junho de 2011

Ley de medios urgente!

Concordo com o PH.
Sem a "ley de médios".
Pra oxigenar questões.
Como o aborto, cotas.
Drogas, gays, etc.
Nossa classe média.
Vai votar no Berlusconi.
Ou no Bush!

Conectar-se às pessoas

Vincent Van Gogh e Picasso.
¨A noite estrelada¨ e ¨Guernica¨.
Um morreu na miséria.
O outro bem sucedido.
Um habitava um mundo estranho.
E repelia as pessoas.
O outro era um imã social.
Várias amantes, carisma e 1,60 de altura.
Ambos foram brilhantes.
E gênios.
Quem viveu melhor?
Realmente é fundamental se conectar às pessoas?

Postado em 10 de julho de 2010

1 de junho de 2011

Silibrina pra cá, silibrina pra lá...

De Médico.
De Louco.
E de Fênix.
Todo mundo.
Tem um pouco.
Afinal.
Quem nunca.
Renasceu das cinzas?