28 de fevereiro de 2011

Não é biologia....

Tá na cara!
O revide feminino.
Não é biologia.
É história.
Homens têm grana e comando.
E são óbvios.
Mulheram se reinventam.
São difíceis de mapear.
Operam nas sutilezas.
Tanto na perversidade.
Como na entrega.
Agora, só perdem o controle.
Quando apaixonadas.
Mas diferente dos homens.
Que sucumbem sempre.
Por luxúria, por poder.
Por tesão.
E mais. Já repararam?
Quando vingativas.
Fazem de cafajestes.
Anjinhos bobos.

27 de fevereiro de 2011

Sobre emoções...



Dia de emoção, ontem.
Recebi o convite.
Para ser padrinho.
Do casamento.
De grandes, grandes amigos.
Além da felidade inefável.
Foi delicioso notar.
O quão invexorável.
É meu laço com a cidade.
E mais ainda.
Me sinto cupido também.
Já que esse que vos escreve.
Quem arrastou o sujeito.
Para a balada certa.
Onde os pombinhos se conheram.

Observações urbanas 3...

Brasília é o paraíso.
Da sociologia urbana.
Visto que há contradições.
Interessantíssimas!
Por exemplo:
Aqui é a capital mundial.
Dos maratonistas.
Duvido que haja.
Um lugar onde tanta gente.
Ama correr.
E idolatra o esporte.
No entanto.
Ninguém anda duas quadras.
Para ir ao supermercado.
Vai entender!

Parece que bebe...

Cada dia que passa.
Mais amo a música.
De Itamar Assumpção.
(E descobri isso).
Me pergunto:
Como um cara.
Pôde ir tão além.
Musicalmente.
Poeticamente?

Eu?

24 de fevereiro de 2011

Numa manhã, anos atrás..

Coisa de 11.
Ou 12 anos atrás.
Já pela manhã.
Sorvíamos um goró qualquer.
Obdientes ao mantra.
De que pouca loucura.
É bobagem.
E toda diversão.
Necessária.
Lobão, o artista.
Mais louco que nós.
Orquestrava a chuva.
Refrescando.
Paralelepípedos.
De periferias de Sampa.

Foi uma surpresa.
Descobrir, sem querer.
Esse vídeo.
E ver que estou lá!
(min 3:10)
Tanto tempo atrás.


23 de fevereiro de 2011

Sobre pedras e Davis...



Cem marteladas.
Na pedra, e nada!
Nenhuma fissura.
Nenhum arranhão.
Centéssima primeira.
A pedra racha ao meio!
Eis a dúvida.
As cem marteladas inciais.
Foram fundamentais?
Lembro do dia.
Que mais me embasbaquei:
Aademia de Firenze.
Em frente.
Ao Davi, de Michelangelo.
No que ele foi genial?
Tirou da Pedra.
O que não era Davi.

22 de fevereiro de 2011

Ensimesmado...

Dizem-me misterioso.
O que estranho.
Vejo-me explícito.
Aberto, até demais.
Talvez inconstante.
Mambembe, um pouco.
Incomodado, sim!
Com essa maneira atual.
E "técnica" de viver a vida.
E tem outra.
Pêrolas deveriam residir.
Em zonas mais profundas de si.
De acesso inesperado.
E ingovernável.
Embora, claro.
Nem existir, elas possam!

O saber....no ar!

Da mesma forma.
Que o nacionalismo.
É o pior veneno.
Para separar os povos.
O corporativismo.
É grande inimigo.
Do conhecimento.
Quando nego aparece.
Dando "carteirada".
De sua "profissão".
É melhor fugir.
Que só se tem a perder.
É aquele papo!
O conhecimento "tá no ar".
É livre, fluído.
E quem quiser: agarra!
Não é exclusivo.
De corredores acadêmicos.
E tampouco.
De associações de classe.

21 de fevereiro de 2011

Madame Satã...

Caí de cabeça.
Em outro livro.
Um achado!
Presente de grande amigo.
Narra o que foi.
O "Madame Satã".
Balada que era o templo.
Do underground.
Dos anos 80, em Sampa.
Que doideira que era.
Artistas plásticos.
Transexuais.
Darks de periferia.
Punks do ABC.
Jornalistas culturais.
Socielites com poetas.
Lugar que ambos.
O luxo e o lixo.
Transavam.
Famintos por diversão.

O que será ?

O que será.
Que Paul Simonon.
Achou disso?
O que será.
Que Dylan.
Achou disso?
O que será.
Que o Júpter Maça.
Achou disso?
E o que será.
Que o Lobão.
Achou disso?

18 de fevereiro de 2011

Soy loco por ti, América...

É, decidido.
O negócio é cair.
Por aí.
América, a dentro!
Voltei a ouvir tudo.
E isso é demais.
Um duplo sentido lindo.
Latinidade quente.

El cuarto de Tula.
Le cogió candela
Se quedó dormida
Y no apagó la vela.

Tula está encendida
Llama a los bomberos
Tu eres candela¡
afina los cueros!

É isso aí.
A apagar.
O fogo de Tula.

17 de fevereiro de 2011

Dois rios...

Escolhi dois amores.
Para viver.
Duas cidades.
Buon giorno em São Paulo.
E Brasília nas luzes.
A vida pingando.
Dali-àcolá.
Em dois cantos.
Dois tetos.
Dois céus.
Pedaços atirados.
De uma bigamia possível.
Lírica-concreta.
Epicêntrica-aberta.
De cá para lá.
Ama-se o ventre.
De lá para cá.
Afloram-se dentes.
E de lá, e de cá:
Arranha-céus.
Luzes rabiscadas.
Celestialidades.
Dialetos.
Comunhão de pessoas.
E toda esperança.
Nos ombros.

16 de fevereiro de 2011

Ode ao envelhecimento...

Já disse isso.
O mundo de hoje.
É careta.
E não clama.
O fogo vivo.
Da boa memória.
Tudo é espetacularizado.
Pra virar esqucimento,
Amanha.
Nem envelhecer.
Ao menos, é permitido.
Tudo é juventude.
E o engraçado.
É que somos o avesso.
De geladeiras.
Fogões e carros.
Não saímos.
Do pronto.
Para o acabado.
Nosso caminho.
É o inverso.
Já notaram?

Internetices 2....

Internet.
É uma grande bienal.
Com boas referências.
E uma curiosidade saudável.
Dobramos corredores.
Para topar, com o livro certo.
Com preguiça intelectual.
Perdemos a direção.
E caminhamos perdidos.
Numa navegação.
Náufraga.

15 de fevereiro de 2011

O animal satifeito....

É uma maravilha.
A frase emblemática.
De Guimarães Rosa:
"O animal satisfeito dorme".
Uma idéia simples.
Mas brutalmente potente.
Já que metaforiza.
Nossa vazio existêncial.
A preguiça afetiva.
E o imobilismo.
Que jacta da satisfação.
Ladra do prosseguimento.
É aquele papo.
A vida é o "INDO".
E não o "IDO".
É olhar pra frente!!

Advocacia do desejo...

Há papos e papos.
Os de advogado.
São muito chatos.
Em geral.
Tenho para mim.
Que advogado bom.
Advoga a favor.
Do desejo humano.
E da solução do impasse.
Íntimo.
Da nossa porção.
Civilização.
E do desejo cru.
Advogado bom.
É filósofo de bar.

14 de fevereiro de 2011

Piratpartiet...

Na Suécia.
Há o Piratpartiet.
Um Partido Político.
Que defende a Pirataria.
Total e irrestrita!
Argumentam, sabiamente.
Que esse papo.
De propriedade intelectual.
É uma bobagem!
Não há donos de "idéias".
O conhecimento, as descobertas.
As ciências, as artes.
São contruções coletivas.
De socialização do saber.
Achei fantástico!
Porque se aniquila.
A idéia de originalidade.
Idéia subjetiva e vaga.
Que se emprega.
À mercantilização de tudo.
Eu apoio!

Redesenhar a city...



São Paulo assiste.
O mercado imobiliário.
Atuar e lucrar.
Na expansão da cidade.
Via vetor sudoeste.
Começou lás nos anos 30.
Com o Plano Avenidas.
De Prestes Maia:
Centro Antigo.
Centro Novo.
Paulista.
Desceu os corredores.
9 de Julho, Rebouças.
Augusta.
Faria Lima.
Nova Faria Lima.
Berrini e agora.
Chácara Sto Antônio.
A lógica do carro.
Infelizmente venceu.
Mais inda sonho.
Ver minha cidade.
"Inundada" de bicicletas.

10 de fevereiro de 2011

Ah, essa tal felicidade....

Impressionante.
Como o ideal.
De felicidade.
Não sai da agenda.
De todos.
É o vício.
De nosso temmpo!
E aí vale tudo:
Praias tropicais.
Religiões.
Análise.
Plástica.
E comprar.
Comprar e comprar.
Será tão difícil sacar.
Que a felicidade.
É necessariamente.
Descontínua.
E é justamente por isso.
Que se apredende muito?

8 de fevereiro de 2011

A queda...

Tenho que voltar.
Ao Lobão.
E sua letra genial.

Ante o colapso final.
A vertigem.
Próximo ao chão.
A penúltima descoberta.
Que a lógica violenta.
Das cores tinge
A velocidade.
Terrível da queda
A velocidade.
Terrível da queda.


Lembrei da canção.
Chocado com isso.
De pensar.
O que foi essa mulher!
(min 0:50 do vídeo)

Ser ou não ser...

Amizades.
Resistem ao tempo.
E lembranças.
São radicalmente.
Particulares.
Eis a força.
Violenta.
Da memória que define.
O mundo pessoal.
E único de cada um.

Para lá e para cá...

To rodando.
Tipo agenda de campanha.
Terça(8): Brasília.
Quarta(9): Sampa.
Quinta(10): Rio.
Sexta(11): Rio.
Sábado(12): Sampa.
Domingo(13): Sampa.
Segunda(14): Brasília.

7 de fevereiro de 2011

Agora vou de Lacan...



Mergulhei.
Em outra biografia.
Agora vou.
De Jacques Lacan.
Tô lambendo os dedos!
Ver que o Freudismo.
Emergiu na França.
Pela via médica.
Psiquiatras e afins.
E pela via intelectual.
De los Surrealistas.
André Breton e Cia.
Foi uma bomba!
Uma Internet, da época.
A utopia do inconsciente.
Abrindo liberdades.
E desejos.
Das pulsões mais íntimas.
Do ser...
Até então.
Represadas!

Preferências contemplativas...



Para mim.
O momento mais esplêndido.
De contemplar.
A beleza feminina.
É o frescor.
Do pós banho.
Depois de um dia.
De piscina ou mar.
Porque ali se junta.
No ângulo calmo.
Da adoração visual.
O colorido quente.
E a latência bronze.
Da pele com sede.
A imagem-fêmea.
Por assim, dizer.
Ornamenta-se.
De signos iluminados.
E cabelos molhados.
Exalando, entrelaçados.
O aroma do fervor.
De corpos.
Que se merecem.

6 de fevereiro de 2011

Lutas e Tempos...

Fiquei espantado.
Com o amplo interesse.
Pela luta de ontem.
Além dos tradicionais.
"Nerds do esporte".
Causou surpresa.
"Delicadas" meninas.
Trocarem a noite de sábado.
Para ver o sangue escorrer.
Vivemos tempos estranhos!
Sem dúvida.
Agora só falta.
Lotar de macho.
O show dos "Backstreet Boys".

5 de fevereiro de 2011

Choque de tempos 3...

A última, vai.
Em tempos atuais.
Há algo parecido.
Com isso?
Nos termos.
Dessa vitalidade sonora?
Nos termos.
Dessa porraloquice?
Nos termos.
Dessa iconoclastia?
Tá loco, viu!

Mestre Mautner...



Andaram perguntando.
Do mestre Mautner.
Deixo aqui.
Três músicas.
Sensacionais.
Essa.
Essa aqui.
E essa outra aqui.
E essa entrevista.
Que é fundamental.
Para entender o Brasil.
E Kaos com K.
É literatura obrigatória.

4 de fevereiro de 2011

Sexo na MPB 5...

Dá época.
Que até o mestre.
Jorge Mautner.
Não grilava.
Em "purpurinar".
Depois.
Do de seu.
Maracatu Atómico.

É tudo pose...

Na vida hoje.
É tudo pose.
Todo mundo se imagina.
Estampado em outdoor.
É tudo pose.
É tudo pose.
É tudo pose.
Preocupados.
Com olhares ao redor.
Pra entrar no carro.
Pra sair na rua.
Tudo, tudo vira pose.
É bem pior que na TV
Pra tirar um sarro.
Cada um na sua.
Inventando pose.
Até pra morrer.


É nessas que eu digo.
Parafraseando o personagem.
De Umberto Eco.
"Com o excesso.
De protagonistas no mundo.
Me sobrou ser.
Um observador Ligeiro.

3 de fevereiro de 2011

Falta ao mundo....



Falta ao mundo.
Desorganizar o tempo.
Quarta ser domingo
Segunda.
Só à tarde.
Falta ao mundo.
Muito mais gente.
Proles coloridas.
Místura de carnes.
Falta ao mundo.
Chacoalhar espaços.
Grecos no Alaska.
Poriquas no Japão.
Falta ao mundo.
Encerrar o óbvio.
Perverter caminhos.
Desconstiuir os traços.

2 de fevereiro de 2011

Choque de tempos 2...

Juro que é.
A última chatice.
Mas vejam, se não:
Quem está pontuando.
O fundo musical da época:
NX Zero?
Restart?
Padre Fábio de Melo?
Luan Santana?
Cláudia Leite?
O negócio é sério.
Muito sério!

1 de fevereiro de 2011

Choque de tempos...

Terminei.
O livro do Lobão.
Adorei!
Vindo dele.
Há muitas polêmicas, claro.
Umas interessantes.
Outras nem tanto.
Uns disparates...
Mas há opinião.
Que é fundamental.
Agora tem uma coisa.
Ficou aquela.
Incômoda sensação.
Que se vivia mais.
Nos anos 80.
Hoje reina.
Um "bundamolismo".
Um tempo individualista.
De virgens existenciais.
Que experimentam pouco.
E se arriscam pouco.
Seria a ressaca da Aids?
O avanço das Igrejas?
O não ativismo que deriva,
do comodismo da Web?
Sei não.
Mas vale a reflexão.