30 de junho de 2010

Como o medo distorce a percepção...

Sim. Tenho inclinação ao contraditório.
Embora a polêmica pela polêmica seja sinal de imaturidade.
Mas que é quase impossível defender uma opinião solitária, isso é.
O medo do isolamento social nos paralisa!
É impressionante.
Gosto da explicação da pscicologia darwinista para esse processo:
nossos ascendentes dependeram do grupo para sobreviver.
Interagir com os outros sempre foi, sob vários aspectos, o mais importante.
Tanto que incorporamos informações dos outros aos nossos sentidos.
A opinião do grupo vence a do indivíduo antes que ele se dê conta.
E, apesar de atribuirmos nossas reflexões a nós mesmos,
a verdade é que muito do que pensamos vem de outras pessoas.
Ou seja, quando somos submetidos a mínima pressão social,
geralmente cedemos com medo de ficarmos sozinhos.
Que é uma baita pena, muitas das vezes!!

24 de junho de 2010

Um dia sem Globo...

Aderi total!
Chega de patriotismo chinfrim.
E chega de manipulação!

23 de junho de 2010

Io ho fame...!!

Conheci o Paraíso em Brasília:
a Trattoria da Rosaria.
O lugar é formidável!
A cozinha passeia por regiões da Itália,
principalmente Nápoles e Toscana.
Comi o prato típico de Vicopisano,
lugar dos meus parentes que tanto amo,
e que tenho saudades imensas:
"Pasta con salsa di cinghiale".
Foi como colher aspargos no Paraíso....

22 de junho de 2010

Eu não gosto, eu não gosto...

É batata! Quando digo que não sou religioso, recebo em troca
a velha perguntinha infame "então como você vê sentido na vida?"
É simples. Meu sistema de interpretação do mundo me impede de aderir
a crenças chinfrins: terapia da alma, aromaterapia, homeopatia, viagem astral,
poder de cura dos cristais, milagres religiosos, cabalas, vudus,
anjos, feng shui, levitação meditativa, poltergeists, terapia de vidas passadas,
óvnis, extraterrestres que inspiraram civilizações primitivas,
e desenharam campos de trigo, as pirâmides do Egito e o escambal.
Não acredito em nada disso, e discordo com toda veêmencia que religiões
sejam a fonte de sentido e moralidade. Como duvido, com mais força ainda,
que há uma convexão exclusiva entre elas.
Meu verdadeiro interesse está "nesta" vida e em melhorá-la para mim,
e para as pessoas que eu gosto.
E, para falar a verdade, tenho uma posição hostil para quem tem desdém
pelos prazeres do corpo, e dá ênfase à imortalidade da alma, se concentrando
em uma vida futura.
Ou seja, tenho uma visão radicalmente secular da vida.
E fim de papo!

19 de junho de 2010

Adeus....

Esqueci de dizer.
Saramago foi embora.
Azar do mundo.
Que vai ficar mais burro.
E certamente mais cego!

Zeta-Jones...

Há filmes que todos já viram. Menos você.
Assiste hoje, por acaso, o "Terminal", com Tom Hanks.
Costumo ficar longe de roteiros hollywoodianos.
Mas o tédio de Brasília te leva à TV a Cabo.
E a TV te leva a isso. Cosas de la vida!
Mas o filme é bom e expõe a faceta mais engraçada do mundo atual:
os países ricos radicalizaram as políticas imigratórias, mas são
os imigrantes que salvarão a previdência desses países.
Viraram países endividados. E com uma população velha, e cara.
Portanto: agora abram-se as fronteiras!!
Enfim. Mas voltando ao filme.
Adorei que a viagem de Navorsky é justificada pela devoção ao jazz.
A música dos negros pobres, que sobreviveram por meio da criatividade,
do improviso, do charme, criando uma sofisticada arte musical.
Aliás, não sei o que é mais lindo no filme.
A parte final com o sopro do Benny Golson.
Ou a beleza da Catherine Zeta-Jones.
Ousaria dizer que é a mulher mais linda do cinema.
Acabei o filme com palpitações.
Aquelas que te lembram que você foi apaixonado, um dia.

Anauê....

Zapeando a TV hoje vi o documentário
"Soldado de Deus" no Canal Brasil.
Resgata o que foi o Integralismo no Brasil,
movimento chefiado pelo Plínio Salgado.
Há vários testemunhos interessantes.
Notáveis que eram adpetos, que eu desconhecia.
A parafernália era toda nazi-fascista: gestos,
uniformes, símbolos, e a defesa radical da
da família e da Pátria se sobrepondo ao indivíduo.
Engraçado isso. A direita sempre foi a defesa
dos "poucos e bons" que dirigem o resto.
A massa é burra, e precisa da condução de esclarecidos.
O Fascismo é o primeiro projeto de massaficação da direita!
Muniz Sodré foi certeiro: o Império nos deu nação, Estado,
mas não deu povo.
O Integralismo, portanto, foi a tentativa da criação de
um "povo brasileiro", à direita, e de forma conservadora.
O mais engraçado foram as adaptações que os Integralistas
tiveram qaue fazer para assimiliar o ideário nazi-fascista.
Afinal, como conceber a idéia de um povo de raça pura,
numa sociedade lindamente mestiça?
Coisas do Brasil. Até movimentos de direita tiveram que rebolar....

17 de junho de 2010

La filosofia es una mujer...

Buena Sorpresa!
En la noche.
Um charme.
Agosto.
Un precioso aforismo
Nietschiano.

Sobre filas...

Com o tempo, acalmei.
Era muito nervoso, quando garoto.
Aprendi a serenar.
Hoje raramente algo me tira do sério.
Aprendi a fazer cálculos energéticos.
Mais “estourado” : mais cansado.
E salvei-me num niilismo radical:
“nada é tão importante assim”, afinal.
Mas há algo que ainda me enerva muito:
o abominável hábito de furar filas.
Para mim, respeitar fila é o emblema-mor
de uma sociedade "evoluída”.
Mas por aqui ainda não nos livramos
das amebas sociais.

15 de junho de 2010

Sonhos...

Ando tendo um sonho que se martela.
Num estalo do tempo, volto às aulas do segundo colegial.
Para refazer matérias que, por uma falha histórica, não havia passado.
O "eu" de hoje, regressa àquela velha opressão escolar.
Àquela horripilante obrigação estudantil.
Aulas de matemátia, biologia, química, etc. Um horror!!
Toda minha vida pára enquanto não retomá-las.
É aterrorizante!! Uma regressão-tortura.
Mas que diabos isso siginifica?
Um mea-culpa de tantas aulas que cabulei?
Da minha desconfiança da importância da escola?
Dos professores que sabotei?
Ou..um reconhecimento de minhas limitações?
A necessidade de reparar incompreensões?
Uma saudade da infância, talvez?
Com a palavra os pscicanalistas.
Ou os bruxos.

8 de junho de 2010

Notaram que algo mudou?

Outro dia brinquei que ia torcer para Itália.
"Provocaçãozinha" pra esquentar conversa de bar.
Vamos de Brasil! Não há dúvidas.
E tem mais: adoro essa invasão verde-amarela.
As bandeiras adornando ruas, casas e carros.
O clima de que somos o que somos.
De que, especialmente, nos enxergamos ali.
Mas em retrospectiva, noto que algo mudou.
E muito. Explico:
dia desses revi uma entrevista do Cazuza no Jô.
Lá nos idos de 88. Respondia o porquê tinha
cuspido na bandeira nacional. Foi um auê incrível.
Curioso lembrar que muitos se solidarizaram.
Todos na verdade queriam cuspir na bandeira.
Havia uma vergonha disseminada no Brasil.
Vergonha de ser brasileiro, o que era pior.
Era país que precisava "mostrar sua cara". Se desnudar!
Não sei se é o clima da Copa. Posso estar exagerando.
Mas as coisas mudaram. E é interessante testemunhar
essa onda de crença no país. No incosciente de que
encontramos nosso "torto" e alegre caminho.
Agora, tem um aspecto engraçado em nossa simbologia:
o paradoxo do "ordem e progresso" estampado em
nossa bandeira, pipocando agora em tudo que é canto.
Não é exatamente o avesso do que representamos,
e de nossa singularidade perante ao mundo?
Aliás, se é hora de firmarmos identidade.
Bela hora para mudar esse "lema careta".
Enfim.
Mas vamos lá Brasil! É hora de esquentar os pandeiros.

Ah, esqueci de contar: claro que não vou vestir
camisa do Brasil e nem por bandeirinhas no carro.
Odeio a idéia de ser "absorvido" pelo coletivo.
Sou sujeito sério, ora bolas!

6 de junho de 2010

Feriado-Spa...

Decisão acertada.
Fiquei em Bsb no feriado.
Sim, o marasmo é dobrado.
Mas, pode-se ir do tédio à luz:
dormi 8 horas por dia.
caminhei todas as manhas.
botei as leituras em dia.
e, sobretudo, voltei ao meu centro.
Que venha a vida!
Felicidade futebol clube!

4 de junho de 2010

Máquina do Tempo...

Ah, se eu pudesse.
Voltar no tempo.
Escolher um lugar.
Um contexto.
Um atmosfera cultural.
O glamour Parisiense?
A sofistificação Milanesa?
A New Iorque cosmopolita?
Sinceramente?
Eu iria parar no Bexiga....
Na Rua Major...
Na Casa do Nicola...
Num dia qualquer...
A mezzanotte o'clock!!

O sopro das mudanças...

Enfadado de algumas coisas:
do manancial, que não se confirma.
da torrente, de curso errado.
de eternos retornos.
de obviedades.
e, sobretudo,
da falta de transcendências.
"Dias melhores virão".
Certamente.
Dias de Caxangá...

1 de junho de 2010

A máxima de Terêncio...

Acabei o "livraço" do Irvin Yalom.
Poucas páginas. Muito ensinamento.
Como em "O velho e o mar".
Adorei duas ideias, em específico:
o "eu" solitário que se dissolve no "nós",
o que explica muitas obsessões amorosas.
E a relação sexo e morte.
Argumenta que a força da sexualidade (energia
vital) é fator de alívio da angústia da morte.
Isso explica o paciente com uma doença
coronária excitadíssimo com a enfermeira.
A viúva com fortes sensações sexuais
no carro em direção ao funeral do marido.
Os orgasmos múltiplos que uma mulher passou
a ter, depois que perdeu a irmã gêmea.
E outros exemplos.
Lembrei-me da máxima de Terêncio (fundamental para terapeutas):
"Sou humano, e nada humano é estranho a mim".

A melhor foto...


Outro dia revi aquele jogo.
Aquele 3x2 no Sarriá.
Os gols do Paolo Rossi.
As veias saltadas do Falcão.
Me peguei torcendo.
Ainda. Vinte oito anos depois.
Que menino não chorou?
Quem pôde esquecer o fim daquele sonho?
Quem jogou mais que aquela mágica seleção?

Manias...

Ando adquirindo novas manias “virginianas”:
Listo-as que lembro por hora (interpretando
as possíveis neuroses).

Aliás, quem não as têm?

a) Só começo um texto com a certeza que
a mesa está toda organizada.
Explicação: mesa organizada, texto claro.
b) Deixo sempre um caderno aberto, com uma caneta ao meio.
Explicação: tudo se perde, se esquece.
c) Vigio, sempre, se o fio do telefone está “desenrolado”.
Explicação: fio ordenado, boa notícia.
d) Folheio revistas, obrigatoriamente, de trás para frente.
Explicação: o melhor está no fim.
e) Faço a barba somente no chuveiro (botei até um espelhinho no box).
Explicação: limpeza completa.
f) Elejo uma música para cantar (mentalmente) o dia inteiro.
Explicação: os dias merecem memórias.
g) Ao tentar dormir, forço lembrar da infância.
Explicação: saudades da mamãe. rs.