29 de março de 2012

Dias de azar....

Dia do pior lugar no avião.
Dia do pão cair do lado do requeijão.
Dia dos faróis que sempre fecham pro seu carro.
Dia que o trânsito tá só na sua via.
Dia de gol roubado contra o time do coração.
Dias de azar trazaem sabedoria:
"Talvez muito seja por acaso".

28 de março de 2012

Cores de compromisso...



Ruy Ohtake tem razão.
Independente de gostos.
Quem tem medo de ousar.
Nunca será vanguarda!
E a arquitetura das cidades.
Pede arte, cores e curvas!
Por isso prefero.
Cidades menos "beleza natural".
E mais "materialidade humana".
A obra do homem.
A criação, a sociabilidade.
E a magia do tecido urbano!

27 de março de 2012

Sobre desejar....

Insatisfeitos.
Desejamos mais.
Satisfeitos.
Desejamos novos desejos.
Querer é, portanto.
Um jato contínuo.
Curioso que procuramos em vão.
Causas pra angústia, deprê, tristeza.
É novo desejo em silêncio!

26 de março de 2012

Cores de Goiânia....



Uma cidade colorida!
Morena-aquarela.
Laranja Boreal.
Dourado da carne.
Verde dos buritis.
Marrom Anhanguera.
E castanho dos olhos.
Uma cidade jóia rara!
Safiras escondidas.
Tâmaras de luzes.
Zaias de esmeralda.
Flor de lótus.
Luz-de-Liz.
Beleza púrpura.

22 de março de 2012

O trabalho emburrece....



Adoro meu trabalho.
Mil decisões.
"N" estratégias.
Muitas viagens.
E a arte de negociar.
Mas, como todo trabalho.
Emburrece!
Por uma simples razão.
Como qualquer outro.
Fica restrito.
A meia dúzia de temas!
A verdadeira inteligência.
Precisa de tempo livre.
E a ampla liberdade.
Pra transitar pelas idéias.
E pelo mundo!

21 de março de 2012

Sobre se conectar às pessoas....

Van Gogh e Picasso.
¨A noite estrelada¨ e ¨Guernica¨.
Um morreu na miséria.
E o outro bem sucedido.
Um vivia um mundo estranho.
E fugia das pessoas.
O outro era um imã social.
Amantes, carisma e riqueza.
Ambos foram brilhantes.
E gênios.
Mas quem viveu melhor?
Aliás, quem pode dizer?
Seríamos, de fato.
Escravos da sociabilidade?

20 de março de 2012

Viver em dois lugares..

Viver em dois lugares.
Como eu, exige memória.
Duplica-se o que importa.
Garrafas de azeite.
Vinhos do mês.
Protetores solares.
E chaves da porta.
Mas o melhor.
É desmontar a rotina.
Acordar e não saber onde está.
Ter um sábado ali.
E uma segunda acolá.
E se programar, programar.
Pra desprogramar!

De repente, outono.



De repente, outono.
O calor cede.
Os corpos se escondem.
As cores se recolhem.
De repente, outono.
A euforia cessa.
O ano começa.
E a vida se endereça.
De repente, outono.
As folhas no chão.
Tempo, estação.
Vinho e coração.

abril 2011

19 de março de 2012

Sobre lugares......

Me prendo a lugares.
Também a pessoas.
Mas mais a lugares!
O chão pisado.
A memória do espaço.
O aroma visual.
Os sons do tempo.
Lágrimas e saudades.
Quando olho pra trás.
Sinto lugares.
Também pessoas.
Mas mais lugares.

16 de março de 2012

Sobre sucessos e fracassos....

Sucesso e fracasso.
São pilares do nosso tempo!
Determinam estados emocionais.
E acinzentam verdades.
Podemos amplificar pequenos erros.
E superestimar miúdas vitórias.
O que é uma baita auto-agressão!
Deveria ser obrigatório.
Ver com calma.
Os altos e baixos da vida!
Aliás, obrigatório não tê-los.
Como estágios finais.
Eventuais derrapadas.
E conquistas frugais.
Fazem parte da mesma família.
O "meio", o curso.
O maravilhoso "indo" da vida.

15 de março de 2012

"Eu preciso viver, porra!"....

Sol e festa em Salvador.
Tudo acontecendo rua a fora.
Num sábado explodindo de possibilidades.
Um sujeito preso em casa.
Com as mãos grudadas na barra da janela.
Denotando ainda mais.
Seu espírito enjaulado!
Aí, no limite do desespero.
E no alto da mais impressionante pressão.
Dos compromissos familiares.
Surge o violento grito:
"Eu preciso viver, porra!".

14 de março de 2012

Viva os enfermeiros(as) !

"Curar é secundário.
O objetivo é aliviar o sofrimento humano".
Ninguém aplica tão bem.
O juramento de Hipócrates.
Como os enfermeiros!
Passar temporadas em hospitais.
Deveria ser obrigatório a todos.
Para ver o que essa turma faz!
A boa enfermagem é amor de mãe.
Sem pedir recompensa afetiva.
Médicos são protocolares.
E quase sempre frios.
Enfermeiros são devotos.
Na assistência e atenção ao humano!

13 de março de 2012

Porque é preciso de música 10....

Ando numa fase capixaba.
Ouvindo muito Sérgio Sampaio.
Adoro demais essa música.
O hino do profissional alienado!

O triste nisso tudo é tudo isso
Quer dizer, tirando nada
Só me resta o compromisso
Com os dentes cariados da alegria
Com o desgosto e a agonia
Da manada dos normais.


Sobre festas de garotada....

O mundo mudou mesmo!
Festa de garotada é um sarro.
Há execesso de carinho no ar.
Meninos são meigos com meninos.
Meninas se acariciam.
E o espírito gay venceu.
Ótimo que derrotou a homofobia.
E a caretice, o que é super importante.
Mas pra não militantes.
É meio estranho.
Ficamos como peixes fora d'água.
Pela idade.
E pela inexorabilidade hetero.
É por isso prefiro bares hoje em dia.
São mais adequados para senhores de recato!

8 de março de 2012

O melhor da mulher (em seu dia)....



O momento mais esplêndido.
Pra contemplar.
A beleza feminina.
É o frescor depois do banho.
De um dia de praia e mar!
Porque ali se junta.
No ângulo calmo.
Da adoração visual.
O colorido quente.
E a ardência bronze.
Da pele viva.
Morrendo de sede!
A imagem-mulher.
Por assim, dizer.
Explode em licores.
Signos iluminados.
E cabelos molhados.
Exalando, desimpedidos.
O aroma do fervor.
De corpos que se merecem!

(fev/2010)

Sob meus pés, os caminhões...

Essa greve dos caminhoneiros deixa uma reflexão.
Independente do radicalismo da coisa.
Um caminhão na cidade é muito mais útil.
Do que um carro particular.
Caminhões abastecem a cidade.
De alimentos, equipamentos, bens, combustível.
E carros particulares estrangulam a cidade.
Com o egoísmo preguiçoso dos motoristas solitários.
Curioso ninguém se mobilizar radicalmente.
Muito menos o prefeito.
Contra o uso do carro!

7 de março de 2012

Tímidos não têm vez....

No mundo corporativo.
Tímidos não têm vez!
As empresas são impiedosas.
Não fez amiguinhos.
Não foi bacaninha com o chefe.
E não “garganteou” suas qualidades:
Não sairá do lugar!
Deviam se organizar, creio.
Defendendo bandeiras e ideais.
De um movimento politizado:
Quietude, descompasso.
Anti-sociabilidade e anonimato.
Para negar, com toda veêmencia.
Os pilares idolatrados.
De uma sociedade Big Brother!

6 de março de 2012

Síndrome da Praça é Nossa...

Algo apavorante.
É a escravidão do mesmo!
"Mesma praça.
Mesmo banco.
Mesmas flores.
Mesmo jardim".
Como diria Guimarães Rosa:
O animal satisfeito dorme!

5 de março de 2012

Cantora de barzinho....

Pelo acaso da vida.
Acabei "por tabela".
Vendo o último capítulo.
Dessa novela "Vida da gente".
Como não sabia de nada.
Nada continuei sabendo.
E nada tenho a falar.
Apenas que naquelas cenas finais.
Do desfecho das personagens.
Puseram "Oração ao Tempo", do Caetano.
Cantada pela Maria Gadu.
Que crime fizeram com a canção!
A voz dela estraga a música.
E agredi a memória.
De quem tantas vezes se emocionou.
Não tem jeito.
Essa Gadu é uma cantora de barzinho!

3 de março de 2012

Sede de desiquilíbrios....

Curioso ver a vida oscilar.
Entre as notas 6,5 e 8.
Nada de beira do abismo.
Nada de fundo do poço.
Nada do céu das estrelas.
Tampouco depressão.
Insônias, complexos.
Grandes desiquilíbrios.
Ou o ego super inflado!
Mais curioso é ver.
Que isso....atrapalha.
Há uma pancada de coisas.
Que poderia se mudar.
Mas não se muda.
Quanto tudo.
Absolutamente tudo.
Está dentro da normalidade!

1 de março de 2012

A não-vida...

Seria a não-vida?
Tantas atribuições.
Tantas responsabilidades.
Tanto o que fazer.
Que, curiosamente.
Quase não se vive!
Do outro extremo.
Seria o tédio.
A ausência de fatos.
As perspectivas vazias.
O nulo de tudo.
Ainda mais, a não-vida?
Reflexões, reflexões...
Do último, pelo menos.
Há o benefício.
Do tempo estacionado!