29 de outubro de 2010

Foda-se...



É fria.
Esse troço de analisar tudo.
Catalogar os excessos.
Diagnosticar descaminhos.
No fundo é saudável.
Ficar alheio.
Relax, o bastante.
E ter-se ordinário.
É batata!
As coisas ora cintilam.
Ora somem da frente.
E tudo tão rápido.
Momentâneo.
Fotográfico.
Por isso é fria.
Classificações recorrentes.
É fria.
Mapear nosso estado de ser.
É fria.
Arrependimentos.
Punições.
A sacada é:
Tirar o peso dos ombros.
Rir do fracasso.
Desimportar.
Se lixar....
O grande campo mágico.
É um maravilhoso:
Grito de Foda-se!

Pasquim Jurídico...



O mundo corporativo é um sarro.
Rio.
Rio muito de pareceres jurídicos.
É um tal de “conspícua” de cá.
“Data venia” de lá.
“Em ressunta” de acolá.
Haja “empolação”!
Para mim.
A escrita do jurídico.
Deveria ser a la Pasquim.
Linguagem fácil.
Objetiva.
Que de para entender!
Sinceramente.
Como há tesão pela advocacia?
Eita profissão chata!

Caetanices...

Livros,
Discos,
Vídeos,
À Mancheia.
E deixe.
Que pense.
Que digue.
E que fale!

26 de outubro de 2010

Tudo ali....

Voltei.
Aos livros de bolso.
Voltei.
A Hamlet.
Parece que tudo.
Tudo da vida.
Está dito ali.

Cais, Caos e Cronos...

Racionalmente.
Não creio em signos.
Não creio em destino.
Não creio em alma.
São tentações emocionais.
Sem sentido.
Plenas em sedução.
Mas gosto desse papo de ciclos.
Ir e vir. Descer e subir.
Atrair e repelir.
Há épocas de expansão:
Alegria e simpatia geral.
Há épocas de contração:
Recolhimenento e mergulho.
Em zonas mais profundas de si.
Mas me fascina a ordenação.
De tudo isso.
Imposta pelo tempo.
Aliás, tudo a seu tempo:
Lágrimas boas.
Gritos de dor.
Raios coloridos.
Tudo.
Absolutamente tudo.
A seu tempo.

25 de outubro de 2010

Expatriados...

Curioso o olhar de fora.
Tenho para mim o seguinte.
Quem sai do Brasil.
Cai numa ambiguidade.
Ou só fala mal do país.
Desorganização, burocracia.
Atraso, desordem, pobreza, etc.
Fococa, falta de privacidade.
Ou morre de saudades.
Coxinha, pão de queijo, sol.
Sabonete Phebo, feijoada.
Fofoca, falta de privacidade.
Raramente.
Vejo o meio-termo.

Bertoldices...

Há homens que lutam:
um dia.
E são bons.
um ano.
E são melhores.
muitos anos.
E são muito bons.
e a vida toda.
São imprescindíveis.
Esses.

21 de outubro de 2010

Correr, correr, correr...

À minha frente.
Baias e gente.
Todos vidrados.
Em seus monitores.
Ao meu lado.
Janelas e sol.
A vida lá fora.
Amplitude e espaço.
Ó minha amada síndrome.
Das pernas inquietas.
Desde pequeno.
Queria correr.
Sair. Correr.
Correr. Sair.
De lugares fechados.
De cenários esgotados.
De relações vencidas.
Outro dia chorei.
Vendo Forest Gump.
Uma hora ali.
Uma hora qualquer.
Ele decidi correr.
Diante do absurdo da vida.
Resolve correr...

19 de outubro de 2010

Falou e disse...

Aos "bem nascidos" urbanos.
Não posso deixar de postar.
A fala do Chico ontem.
Músico que tanto adoram:
"Vim reiterar meu apoio
A essa mulher de fibra
que vai herdar o sucesso
da justiça social,
uma marca do Lula.
Somos iguais, não falamos fino
com Washington nem grosso com
a Bolívia e Paraguai."
Falou e disse, Chico!!

Pscicodelia Brazuca....

Adoro revisitações.
Descobri uma pérola.
Da psicodelia brazuca.
Alceu.
Zé.
E a turma do "Ave Sangria".
Haja ácido!
Demais...

Paralamices...

Eu vou lutar.
Eu vou lutar.
Eu sou Maguila.
Não sou Tyson.

18 de outubro de 2010

Quando ergue o pano...



Já disse por aqui.
Não sou religioso.
Mas se fosse.
Seria do candomblé.
Adoro o culto aos orixás.
Os batuques dos terreiros.
A mitologia Yoruba.
Os bons fluídos.
E a linda resistência.
Afinal.
A Igreja Católica proibiu.
E Governos "caçavam" adeptos.
Nesse fim de semana.
Mergulhei nos "Afrosambas".
Do Vinícius. E Baden Powell.
É quase um transe.
Canto de Xangô é lindo.
De chorar!
Enfim.
Confesso que ainda hoje.
Me pego cantaralando.
E com bastante crença.
Versos Peruchianos:
"Sr. Exú, faça o favor.
Nos abra os caminhos este ano!
Abença Nanã. Salve os Iberês.
Em meu Jacutá.
Faça entrar nova manhã."

Generalidades futebol clube!

Novos ares.
Tô em nova função no trampo.
Pelo visto, mais responsa.
Atribuições diferentes.
Desafios interessantes.
Ainda mais viagens.
Tô feliz!
Mas continuo convicto.
Trabalho emburrece.
Não pela atividade em si.
Mas pelo "recorte" do saber.
Pode-se ter o melhor trabalho.
Mas sempre será.
Restrito a alguns temas.
E limitador, portanto.
Sem contar.
Que se perde horas à beça.
That's the point!
No fundo.
Ainda sou apaixonado.
Por generalidades.

Grandola Vila Morena....

Tem coisa mais linda.
Do que isso?

16 de outubro de 2010

Que tempos são esses...

Dá vontade de se matar.
Quando lembra-se o que foi.
O Lira Paulistana.
De como se conseguia.
Erguer um movimento cultural.
Com muitas referências.
Com sagacidade.
Com plasticidade.
Com sintonia artística.
Com uma atmosfera bem mais rica.
Culturalmente.
De um tempo de outrora.
Que temos hoje?
Qual nossa inserção cultural?
Qual é a erupção dessa época?
Qual a transgressão?
Não há nada!
Referências pobres.
Lixo cultural.
Fragmentos.
De uma época inepta.
Individualista.
Que goza de "remakes".
E não funda nada!
Onde está nosso Premê?
Língua de Trapo?
Jorge Mautner?
Arrigo Barnabé?
Itamar assumpção?
Nosso Hélio Oiticica?
Nosso Cazuza?
Não há nada!
Somos a cultura do MSN.
De páginas pessoais.
Tétricas.
Escravas de um hedonismo.
Alienante.
E da armadilha vagabunda.
Da era da informação.
Lixo cultural.
Idéias engessadas.
Preguiça intelectual.
Que só o mais tedioso.
Enjôo.
Para aguentar!

Hora de ir pro pau 2!

Quem vê essa entrevista impecável.
Com calma.
Fica com pouca dificuldade.
De decidir seu voto.
Clep! Clep! Clep!

Isca de Polícia...



Amo Itamar Assumpção.
Quando cheguei em Brasília.
Descobri o Gates.
Balada histórica daqui.
Para minha surpresa.
Havia um quadro imenso dele lá.
Com sua música-hino “milágrimas”.
Lembro de chorar, chorar.
Sob a rédia do "manto etílico".
E das saudades de Sampa.
Quase ninguém o conhece, por aqui.
Itamar é Sampa Midnight pura.
Lira Paulistana.
Praça Benedito Calixto.
Ontem chorei de novo.
Fiquei sabendo disso.
Não vejo a hora.
De botar a mão nessa caixa.
Afinal.
A cada mil lágrimas.
Um milagre...

Eigth Days a Week...

Vou encarar.
982 páginas.
Biografia dos Beatles.
Escrita por Bob Spitz.
O começo: uma delícia!
Sobretudo pelo contexto.
De Liverpool, à época.
(sou convicto que cidades
transformam pessoas).
Queria entender isso.
Prefiro muito mais.
Bografias.
Do que romances.

Paradoxos...

Engraçado isso.
As personagens mais cativantes.
E interessantes.
São ao mesmo tempo.
Complexas.
E auto-sabotadoras.

14 de outubro de 2010

Início e fim..

Engraçado isso.
O olhar das artes.
Sobre relacionamentos.
Cinema, novela, literatura, etc.
Costumam:
Ora glamorizar o início.
O despertar da paixão.
Aquele "seu melhor" que
se entrega quando amamos.
Ora espetacularizar o fim.
A tragédia da desilusão afetiva.
Os destroços da relação doentia.
O rancor e a ruptura eterna.
Mas e o meio?
E o tédio do dia-a-dia?
Os dias normais?
As segundas-feiras?
O feijão com arroz do amor?
E o meio?
Esse tempo maior.
O durar dos anos.
O enrrugar das peles.
A decadência física.
O elo construído.
No fundo.
Nós.
Humanos.
Adoramos exageros.

12 de outubro de 2010

Fracasso, sucesso...

Conversava com grande amiga ontem.
Sobre noções de sucesso, fracasso.
Pilares do nosso tempo.
Que determinam nossa estado emocional.
Há os que amplificam pequenos erros.
Os que superestimam muúdas vitórias.
E os intermediários.
Que veem com calma.
Os altos e baixos da vida.
No meu caso.
Vivo "pequenas mortes".
A cada conquista, a velha pergunta
ouro de tolo: "mas e daí?"
Por outro lado.
Vejo com a mesma desconfiança.
Eventuais derrapadas.
E descaminhos.
Experiência? Maturidade?
Ou uma saudável desarmonia
frente a quase tudo?

Hora de ir pro pau!

É segundo turno.
Momento crítico.
Hora de ir pro pau!
E defender esse Governo Popular.
Bom que acabou a pasmaceira.
Os intelectuais se mexeram.
Marilena Chauí arrasou aqui.
E a classe artística se organiza.
Fará um ato de defesa à Dilma.
O Chico, sempre Chico.
Resolveu mostrar a cara.
E lado.
Vai defender a Dilma.
E o Governo Lula.
Engraçada essa moçadinha.
Os "bem nascidos" urbanos.
Da nossa classe média-alta.
Amam o Chico em rodinhas de samba.
E em suas angústias afetivas.
Mas pensam o Brasil de forma
conservadora.
Não se livram de seus "cacoetes" interpretativos.
Forjados pela nossa imprensa golpista.
É isso mesmo.
Hora de ir pro pau!!

25 dias depois...

25 dias depois.
Eis que estou aqui.
De volta à Brasília.
A verdade é que...
Gosto dessa cidade!

7 de outubro de 2010

Um Japão aqui...refrigerante nunca mais!

Amo a influência japa em Sampa.
Faz toda diferença e dá
charme à cidade.
(Em Brasília, se verem um japa,
tirem foto, nunca vi um!).
Nesses dias.
Cumprei meu rito nipónico aqui:
fui ao clube de tiro com o Zé Ribeiro.
Super amigo e japa até a medúla.
Restaurante da Yara, na Paulista.
E visitei o imcomparável mestre
Dr. Masayoshi Mário Obara.
Alfaiate de 85 anos.
Que faz minhas camisas.
Visitar essa lenda do Largo
do Payssandú é certeza de alegria.
São lições de vida, e vitalidade.
Aprendi mais uma hoje:
jamais, jamais, jamais tomar
refrigente.
Mostrou-me sua experiência.
Derramou coca cola no tanque
e deixou secar.
Sobra um ¨açucar negro¨.
Obedecerei, como discípulo.
A partir de hoje:
Refrigerante nunca mais!!

No cars go....

Sou geógrafo.
Não poderia vacilar.
Estudei o desenho da cidade.
De agora. E do futuro.
Para eleger meu ponto.
Terei morada no que eu chamo
de ¨Acesso Futebol Clube¨.
Estação Fradique da linha 4.
Que rasga os eixos e me leva à:
Paulista (linha verde) -
Vila madalena à Vila Prudente.
República (linha vermelha) -
Barra Funda à Itaquera.
Luz (linha azul)
Tucuruvi à Jabaquara.
E ao trem da marginal -
Ceasa ao Grajaú.
Ou seja, na Sampa do futuro.
Nada de carro.
Poderei ir a qualquer lugar.
De metrô.
E tirando o trânsito.
Talvez essa cidade seja
a melhor do mundo!!

6 de outubro de 2010

Edificações...

Trabalhei, trabalhei.
Durante dezoito anos.
Poupando cada realzinho.
Me presentiei.
Comprei meu Ap. tão sonhado.
No bairro que mais gosto
de sampa.
Hoje fui lá.
Reconhecer o ¨terreno¨.
Andar ruas adjacentes.
Verificar o comércio.
E sentir os espaços.
É isso: ter o ¨seu¨ lugar.
Nada parece mais feliz.

5 de outubro de 2010

A ¨questão¨ religiosa....

Concordo com o PHA.
Não teve ¨onda verde¨.
Não deu Dilma no primeiro turno
por causa do voto religioso.
A questão do aborto.
Do ateísmo.
Do criacionismo.
Da descrença em Darwin.
Marina representa a “religiosidade”.
A evangélica pura, imaculada.
Votos captam imagens, símbolos.
Não consistência política.
Não a condução firme do país.
Numa governabilidade possível.
Temos progresso.
Prosperidade material.
Mas nos subterrâneos do
senso comum coletivo.
Estamos ainda na Idade Média.
Uma pena!

2 de outubro de 2010

Contrastes...

Que contraste!
Do sol nordestino.
À garoa paulista.
Determinismos.
Estados de espírito.
Aquele papo da distância.
Que se toma dos lugares.
Parece certeiro.
O olhar do expatriado.
Nunca mais é o mesmo.
A cada distância longa.
Uma reinvenção.
Adoro essa sentença:
¨O lugar muito reconhecido.
Empobrece a nossos olhos...
A cidade sou eu!¨