18 de novembro de 2010

Fatal...



Que filmaço!
Achei-o, zapeando.
Sem querer.
Aí vi a Penélope.
E vidrei.
Largo tudo pra vê-la!
E Ben Kingsley.
É bárbaro.
Mexeu comigo.
Muitas metáforas:
Sobre a inexistência.
Sobre sabotar-se.
Referências a Tolstoi.
Velhice.
Solidão.
Auto-engano.
E, sobretudo.
O que é prender-se.
De fato, a alguém.
Há uma cena ali.
Que o carismático professor.
Vê-se apaixonado.
Fitando Consuela na cama.
Com sua indefectível.
Xícara de café na mão.
A verdade é o seguinte.
A paixão...
É o ápice do ser humano.
E o melhor.
É ingovernável.
E anárquica temporalmente:
vem a qualquer idade.
Lembrei da música do Dylan:
"One more cup of coffee for I go,
To the valley below".

3 comentários:

  1. A parte que mais me chamou atenção no filme foi quando ele cita que as mulheres bonitas são invisíveis. Realmente, mulheres bonitas são invisíveis! A beleza faz com que não nos enxerguem em nosso interior, e no filme é preciso Consuela ficar "feia" para que David descubra que realmente a ama. Os pensamentos de Tolstói se fazem presentes quando nos mostra que a velhice é a maior surpresa da vida e que um livro lido novamente após dez anos é diferente, porque mudamos. A beleza está nos olhos de quem vê.

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  2. Anônimo, muito bem lembrado. Aliás, não tinha parado para pensar nisso, e você tem razão. Quando ela ficou "feia" que a ficha dele caiu....

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  3. pensei bastante sobre o filme dps deassisti-lo e sempre tem alguém q acrescente algum aspecto q eu nao havia pensado... Realmente denso. Uns destacam o tema da beleza, outras da paixão, há a doença, a idade, .... muito bom.
    Clara.

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