30 de setembro de 2010

Voltei...

Voltei.
Mas com preguiça.
A malemolência.
Do Nordeste.
Contagia.
Sempre achei trágica.
A calma.
Voltei confuso.
A vida cairia bem.
No embalo.
De um grande descanso:
uma rede.
um ventilador.
E nada mais!

18 de setembro de 2010

Brisas e sonhos...

Vou ali, e já volto.

16 de setembro de 2010

Oitentices..

Não tem jeito.
Sou um "Oitenteiro".
Incorrígivel.
Hoje foi dia de
Echo & the Bunnymen.
Delicie-me com a linda versão
de "The Killing Moon".
(Viva a Nouvelle Vague!)
Foram incontáveis as vezes.
Que a escutei pelas baladas da vida.

De papo pro ar...



Prestes a sair de férias.
Que sensação de leveza!
De ser dono do próprio tempo!
De apontar o nariz...e ir.
Hora de praia.
De mar.
De cerveja gelada.
De desobrigações.
E de anarquia das horas.
Hora de, sobretudo.
Refletir.
Prestar-se ao delicioso
exercício de verificar:
o balanço qualitativo.
....De TUDO!
E se reinventar!

Satisfação para mim é (ter)...

Prazeres simples, mas diários.
Pausar longamente no almoço.
Andar descalço.
Mudar de caminho.
Andar por outras ruas.
Alternar o lugar dos móveis.
Buscar novos temperos.
Dormir mais tarde.
Dormir mais cedo.
Mudar.
Métodos, jeitos, lados.
Mudar.
Roupas e músicas do i-pod.
Caminhar a esmo.
Ir ao cinema só.
Trocar de sabonete.
Mesclar lazer e trabalho.
Viajar sem destino...

14 de setembro de 2010

Las Leonas...

Como alguns sabem.
Sou fã total da Argentina.
Em quase tudo:
música, culinária, cultura, etc.
E combato, com convicção.
O bairrismo chinfrim.
E o nacionalismo besta.
Que às vezes aflora por aqui.
Domingo comemorei.
Teve grande feito dos hermanos.
Aliás, das "Hermanas".
Lindas "Hermanas", por sinal.
"Las Leonas" são campeãs no hóquei.
Do mundo! 3 x 1 contra a Holanda.
O esporte é amado por lá.
Fruto de presença de escolas inglesas.
Que trouxeram da Grã-Bretanha.
O rugby entre os meninos
E o hóquei na grama pras meninas.
Felicitações a "las leonas".
Guapíssimas!

Sobre aniversários...

Geralmente.
Não gosto de aniversários.
Pela timidez.
E pela centralidade da coisa.
Torna-se uma data provocativa.
Primeiro por insinuar nossa especialidade.
Ou não, perante os outros.
E depois por perverter a sagacidade.
De ver tudo, absolutamente tudo.
De forma relativa e leve.
Cria-se, tolamente, crises de aceitação:
a cada deslembrança, uma desilusão.
A cada cumprimento.
A simples obrigação da amizade.
Uma tremenda bobagem, claro!
Vou parecer contraditório.
Mas 12 de setembro agora, fiz 36 anos.
E fiquei muito feliz!
Não tinha parado para constatar.
Quantos amigos valiosíssimos
fiz ao longo dessa jornada.

Jardins de Epicuro



A mãe de todas as religiões.
É a angústia da morte.
Todas, sem exceção.
Procuram atenuar a agonia do fim.
Com uma estratégia simples.
Suaviza-se a mortalidade
Com a ilusão da “vida eterna”.
E oferecendo, supostamente.
Significado à vida.
Para mim, é uma baita prisão!
Só se é verdadeiramente livre.
Encarando o fim de frente.
Destemendo inexistência.
A partir daí.
Valoriza-se tudo.
Cada detalhe é raro.
Cada instante, único.
Viver é um privilégio.
E tudo deve ser contemplado:
Gestos fundamentais.
A gula por conhecimento.
Elevados valores.
Ligar-se a pessoas valiosas.
No fundo.
A ideia da morte nos salva.
E nos convida!
Aos Jardins de Epicuro.

9 de setembro de 2010

Tititi - Capítulo 47

Quem diria!
Virei um noveleiro.
Sigo vendo compulsivamente
a versão original da Tititi.
Diversão garantida!
Estou livre da TV Oficial.
Esse lance do Youtube é demais.
Vê-se o que quer.
Na hora que quiser.
Duvido que haja dupla mais
engraçada que o Luiz Gustavo(Ari)
e o José de Abreu (Chico).
Morro de rir!!!
De doer a barriga.

Rondo do capitão...

Tem coisa mais linda que isso?

Bão Balalão
Senhor Capitão
Tirai este peso
Do meu coração

Não é de tristeza,
Não é de aflição.
É só de esperança,
Senhor capitão!

A leve esperança,
A aérea esperança...
Aérea, pois não!
- Peso mais pesado

Não existe não
Ah,livrai-me dele,
Senhor capitão!

A escultura da Luz...

A escultura da luz
brota no plano alto
das gretas da terra
irrompe o sol
Indecifrável

A escultura da luz
capta à sua volta
harmoniza gestos
ordena madrigais
Veemente

A escultura da luz
transborda surpresas
desafia certezas
Clareia clareiras.

A escultura da luz
não se repete
recicla-se em raios
Sacrifica-se
À beleza

Nada de novo no front...

Entra eleição. E saí eleição.
E lá vai a nossa velha mídia
atrás de um novo golpe.
Essa história da receita é
mais requentada que arroz com
feijão em banho maria.
Bom, pelo menos agora a pose
de neutralidade foi pro saco.
A imprensa, enfim, abriu o
jogo e rasgou a fantasia.
O Ricardo Kotscho matou a pau aqui.
Agora é esperar o Jornal
Nacional na véspera da eleição.
Que vão invetar dessa vez?
Vou comprar pipocas e chamar
os amigos!

8 de setembro de 2010

Santo Graal do relacionamento...

Monogamia social é uma coisa.
Monogamia genética é outra.
A primeira é raríssima.
A segunda, raríssima ao cubo:
no mundo animal, é super comum a discordância
genética entre filho e pais sociais.
Nos chipanzés, supera 60% dos casos.
Nos homens, algo em torno de 10%.
Isso tudo para dizer o seguinte:
Já que a monogamia é tão improvável,
por que relacionamentos Sartreanos
ficaram fora de moda?
Com o perdão da generalização, a coisa
funciona mais ou menos assim:
Quase todos traem. Quase todos sabem.
E todos fingem que acreditam.
E assim caminha a humanidade:
bebendo no cálice sagrado de sua
mais escamoteada hipocrisia social.

Idade Média...

"Camisinha tem de ser doada e ensinado como usar".
Disse Lula certa vez.
A CNBB não titubeou:
“A posição da Igreja é clara. Não mudou nem mudará.”
Parece discussão vã, mas trata-se de crime!
Os políticos fogem do confronto com a Igreja.
Que se traduz na falta de empenho administrativo
para distribuir camisinhas nos municípios.
E, nossos jovens, ficam mais expostos à epidemia.
Como diz o Dráuzio Varella:
“Quanto sofrimento humano esses senhores de aparência
piedosa ainda causarão em nome de Deus, impunemente?
Depois perguntam por que não entro em Igrejas...

7 de setembro de 2010

Descanso futebol clube...

Decisão acertada.
Fiquei em Brasília no feriado.
Um tédio delicioso!
Nadei todo dia.
Li todo dia.
Dormi nove horas por dia.
E não fiz nada, em muitas horas.
Formidável!
Tem coisa melhor do que
não fazer absolutamente nada?
Nada mesmo?

Alienações pós-modernas...

Parece que uma poderosa mão
desligou a tomada de todos.
Cortado o fio, que os ligam,
a qualquer coisa.
De repente, a felicidade é isso:
cortar a corrente. Dar o fora!
Dar o fora sem sair da festa.
Dançar sem ouvir a musica.
Quem sabe?

6 de setembro de 2010

Pra comemorar...

Devíamos comemorar.
Não o aniversário da independência.
Mas sim. Nossa principal singularidade:
a mais fantástica promiscuidade racial!

Aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos mamelucos sararás
crilouros guaranisseis e judárabes

orientupis orientupis
ameriquítalos luso nipo caboclos
orientupis orientupis
iberibárbaros indo ciganagôs
somos o que somos
somos o que somos
inclassificáveis


ANTUNES, Arnaldo. "Inclassificáveis"

Anacronismos...

Fora do próprio tempo!
Como isso é forte em mim.
Até gosto dos embalos atuais.
Do conforto tecnológico.
Do acesso ilimitado além-fronteiras.
Da era da informação.
Mas é incrível como tudo é pasteurizado.
Tudo é fluído e desconexo.
Via armadilhas do entreternimento.
Quero identidades!
Uma militância libertária de fato.
E pulso contra a pasmaceira geral.
No fundo.
Dou uma importância excessiva
à contracultura dos anos 60/70.
A única revolução do século 20 que deu certo.
E que melhorou a vida de muitos.
Enfim.
É isso! Estamos aqui.
Vivendo essa ressaca pós-moderna.
Agradecendo os doidões de outrora.

3 de setembro de 2010

A vitória das cores...

Festa de garotada é um sarro.
Tudo mudou.
Há execesso de carinho no ar.
Meninos são meigos com meninos.
Meninas se acariciam.
O espírito gay venceu.
Ótimo que derrotou a cartetice.
Super importante.
Mas pra não militantes.
É meio estranho.
Vira-se um verdadeiro peixe fora d'água.
Pela idade. E pela convicção hetero.
Por isso prefiro bares hoje em dia.
Mais adequado para senhores de recato.

1 de setembro de 2010

Sobre culpas..

Voltei. Com uma provocação:
incrível como nosso comportamento
moral é regulado pela culpa.
É um traço curioso da modernidade.
O individualismo, de um lado.
E a crença em “muletas” transcendentais
que julgam, punem ou recompensam.
Do outro.
Recomendo algo mais libertador:
a moral nietzschiana.
"O bem", "o mal", são apenas
rótulo em si mesmos.
Significam nada ou muito pouco.
A política funda a moral, e não o contrário.
A culpa é o cerne da cultura judaico-cristã.
Com um problema.
Instituiu o arrependimento como um
dispositivo permissivo.
Vira uma roleta engraçadinha:
Peco. Culpo-me. Aí peço perdão...
E me liberto para “pecar” de novo.
Faz sentido essa tortura?

Arcos da vida...



Os arcos da Lapa estão
sendo pintados.
Ficarão lindos, certamente.
Como a cidade maravilha.
O bairro tem charme.
Diversidade.
Pulsa.
E têm coragem.
De se reinventar.

Casa, separa, casa, separa...

Não há dúvidas.
O mundo virou uma rede.
Papo trivial que ouvi ontem,
de amigos que se reencontram no avião:
“Você casou com a Marcela, né?”.
“Sim, ficamos 3 anos juntos”.
“E seu namoro com o Dudu?”
“Casamos também. Durou 4 anos”.
“Hoje moro com Lú".
“Jura? E eu namoro com o Nando".
"Sério? Não sabia!".
"Ah, me passa seu telefone".
"Vem sempre à Brasília?"
"Sim".
"Poxa, vamos marcar um choppinho
da próxima vez."
"Claro, claro!".