24 de outubro de 2012

O patriotismo da Ciência e Cultura....

Quando será que leremos.
Que o “ser humano” Fulano.
Sicrano, Beltrano ou Voltrano.
Inventou a pílula anti-Aids.
Ganhou o Nobel de Medicina.
Atingiu a barreira do som.
Tocou dez instrumentos.
Ou o escambal?
É um tal de americano fez isso.
Indiano criou aquilo.
Italiano, brasiliero, etc, aquiloutro!
Ciência é cultura são bens humanos.
Sem propriedades de países!
E suas evoluções se valeram.
Fundamentalmente.
Do “legado” da humanidade.
Que "todos" construíram!
Nesse sentido.
Qualquer fronteira, demarcação.
É totalmente estúpida!

23 de outubro de 2012

Serenidades....

Temos sonhos idílicos.
De paraísos simples.
Vida brejeira e leve!
Clube da Esquina.
Cenários da terra.
Sol na varanda, roupas no varal.
Vestido de flores, lua de mercúrio.
Notas de frutas, fogo e mel!
Eterno desejo esse:
Pinçar memórias, chão calmo.
Aconchego, panela de barro.
Viola caipira, novos amores.
E o balanço da rede!

18 de outubro de 2012

Quem anda em bando é Macaco....










Acho que foi isso!
O excesso de timidez de garoto.
Gerou essa minha idolatria.
A tipos anti-maioria!
Aí  vem o fascínio a anti-heróis.
A transgressores saudáveis.
A iconoclastas culturais.
E aos que não ligam pra vaias!
O coletivo engolindo o indivíduo.
Sempre me foi sufocante!
Por isso hoje vibrei nas ruas.
Vendo poucas pessoas.
Que furaram, como eu.
O capítulo da novela!
Gente que não vê o jogo da Copa.
Que não terá o IPhone.
Que não ouvi sertanejo.
E que tem mais o que fazer.
Sobretudo pra si mesmo!
Gente fora do seu tempo.
Gente fora de modismos.
Gente que grita..
Na beleza da solidão.
"Que quem anda em bando é macaco"...

13 de outubro de 2012

Sobre o que ser...

Uns gostam de gente.
Outras do falatório.
Outras do "core" familiar.
E outras de lugares!
Eu, desde pequeno, respiro chãos.
Sou, até hoje.
As ruas do meu bairro!
As ruas que sempre fui.
A sensação de vida dos lugares!
De dia, trabalho, sou nulo.
De noite sou eu!
Não há diferença entre mim.
E as ruas que eu amo!
Salvo elas serem lugares.
E eu alma!
O que talvez, seja de pouco valia.
Se o que vale.
É a essência das coisas!

9 de outubro de 2012

Tempo, o grande capital....

Dinheiro é só isso:
Independência!
Tão somente isso.
Mas do seu fetiche à escravidão.
Basta um pulo!
Curioso o pós-Iluminismo:
Dominamos técnicas.
Criamos tecnologias.
E, o mais surpreendente:
Trabalhamos mais!
Aliás, não é bem trabalho.
O trabalho é eterno, e faz bem!
É vender tempo livre.
Trocar tempo disponível.
Por... mais dinheiro!
Haverá o tempo, que compreenderemos.
O grande capital..é o próprio tempo!

5 de outubro de 2012

O poder do óbvio....

E, de repente, enxergou!
O encontro com o óbvio.
É sempre uma experiência.
Vital, plástica e inenarrável!
Por isso tão rara!
Como diria Nélson Rodrigues:
"Só os profetas enxergam o óbvio!".

Sobre bairros de infância.....











Tá lá no "Plano Avenidas".
Do Prestes Maia, anos 30!
Sampa cresce via o Sudoeste:
Centro Velho, Chá, Centro Novo.
Paulista, desce Rebouças, Augusta.
Faria Lima, Nova Faria Lima, Berrini.
E agora a Chácara Santo Antônio!
Eis aí o grande eixo Empresarial.
Uma limitada Sampa!
Enfim, pena de quem vem pra cá.
E fica restrito a esses bairros!
Turistas em geral, novos moradores.
Novos empregados "desse eixo"!
Não conhecem a Móoca, Casa Verde.
Socorro, Penha, Freguesia do Ò.
E tantos outros lugares!
Certamente outra Sampa.
De gente de bairro, de gente de bem!

3 de outubro de 2012

"Envelheçam! Urgente!"

Incrível o sadismo moderno.
Do pavor do envelhecimento!
Como em "Fausto", de Goethe.
Vendemos até a alma.
Pra recuperar a mocidade!
Mas o fato é que, inexoravelmente.
A sabedoria e a decadência física.
Andam em sentidos contrários.
E, sinceramente, sinceramente.
É mais edificante saber mais.
Do que apresentar a plasticidade.
Advinda do excesso de colágeno!
Como diria o Nélson Rodrigues.
Dando um recado aos jovens:
“Envelheçam! Envelheçam! Urgente”.

A bala perdida...

Com a maturidade, aprendemos:
A não ser a bala perdida.
Não ser o multifuncional.
Homo-sapiens da modernidade.
Não ser aquele que ri para o caos.
O super-homem nietzschiano.
O "neo-hippie" de plantão!
A vida é simples.
Bem mais simples.
E é hora de ligamos para nós mesmos.
Dizendo: “Alô, estou aqui...eu mesmo.
Aqui: diante de tudo!”