12 de agosto de 2010

Momento “greve na fábrica” 1

Há um tempo.
“O ócio criativo” era livro de cabeceira.
Desconfiei, à epoca.
Como idéia, parecia genial:
“o lazer em primeiro plano”
Com espírto mais leve.
Trabalha-se, melhor. Cria-se, muito mais.
Mas quem entraria nessa?
Trabalhar menos = ganhar menos.
Desconfiava, desconfiava.
No final das contas, trabalho é:
transformação de energia abstrata em $$.
E todos adoram e precisam de $$.
Resultado?
O multifuncional-homo-sapiens é flexível.
Hoje faz uma coisa, amanhã outra.
E não se pergunta "o que eu quero?",
Mas sim "como me vendo melhor”?
O resultado é a esquizofrênia coletiva atual:
viramos produtos nas gôndolas da Catho.

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