29 de maio de 2010

Conversando com o tempo...

Quando bate a falta de criatividade.
Nada como "caçar" algo sublime.
Essa música embalou minha infância.
Emprestando-me as primeiras emoções.
Sensibildiade superútil, advinda
da melodia e do som.
Certifiquei-me, ali, que
catetos, carbonos e oxítonas,
não importavam tanto assiim.
Haveria, pois, sopros mais transcendentes.
Derivados da vida, que se iniciara.





"Outros outubros virão, outras manhãs, plenas de sol e de luz"
Existe frase mais linda?

24 de maio de 2010

Para lá e para cá.....

Brasília - São Paulo.
São Paulo - Brasília.
Andata i ritorno.
Ida y vuelta.
Cansei.....
Tô virando aeromoço.
Aliás, como esse povo aguenta?
Tá loco, meu!
É quase uma "não vida".
Resolvi ficar mais em Brasília.
É uma cidade imbatível agora.
Dias lindos. Iluminados. Estrelados.
Quero isso!!
Notei uma coisa curiosa:
como escuto música pesada por aqui.
É tanta beleza, que preciso desse
contraste sonoro.
E é o meio para manter minha saudável
desarmonia frente a tudo.
Enfim. Mas a cidade pulsa rock.
Sua manifestação cultural maior.
Que, diga-se, nasceu da luta diária
contra o tédio.

Energias....

Gostei do artigo do Pondé hoje na Folha.
Ocupou o lugar do Nélson Ascher. Nem sabia!
Ando boicotando os "jornalões" golpistas.
Enfim. Mas ele escreve bem pácas.
É um dos poucos monoteístas que leio.
A sacada de hoje foi demais:
"pensemos na crença de energias de hoje.
Que os deuses me protejam de cair
no ridículo de acreditar em energias.
Odeio a palavra energia.
Energia isso, energia aquilo, hoje
qualquer um usa a palavra energia
para seus delírios religiosos de
consumo".

19 de maio de 2010

Clarear de vez, lumiar!

18 de maio de 2010

Ensimesmado..

Às vezes escuto que sou fechado.
Nunca concordei muito com isso.
Acho, até, que sou expansivo demais.
Me abro muito. Falo o que não se fala.
Mas fica uma promessa:
O dia que eu saltar da auto-pscicanálise,
para a pscicanálise, será um dos temas centrais.

Me conheço...

Quando me pego ouvindo certas música do Caetano.
Hum...das três uma: ou ando cansado, ou ando sensível,
ou ando indócil.

Caminhar é preciso...

Há 8 anos deixei de fumar. E não voltei.
Talvez seja minha maior vitória pessoal.
Mas à época, "cambiei" de vício.
Corria 8 km por dia.
A adrelanina combatia a abstinência.
Funcionou! Hoje não corro mais.
Acho chato. Desgasta os
joelhos baleados.
E, sobretudo, não se pode pensar,
ao mesmo tempo.
Viciei em caminhadas.
Dou, diariamente, a volta
em 4 super quadradas do sudoca.
Uns 5, 6 km. É bárbaro.
E se pode obter umas 4 ou 5 boas "sacadas"
no trajeto.
O Chico Buarque parece que faz o mesmo.

Brasificações...

O PIG tenta diminuir.
Mas sem sucesso.
Lula marcou outro golaço.
A China acenou.
E Sarkozy apoiou negociar
o tema nuclear iraniano.
Esse troço de sansões é
o fim da picada.
Crime de lesa-humanidade.
Negociar sempre é melhor.
Mas vamos ao fato:
as nações mais poderosas,
hoje, escutam o Brasil.
Ruiu o complexo de vira-latas.
Pobre Higienópolis.
Tanta sofisticação...
E inépcia para resolver
a briga de Pedrinhos com
Paulinhos.
Fora isso.
Sobra a reflexão de nossa
capacidade do "deixa disso" .
De pacificar.
De ser menos intransigente
às diferenças.
O tema é antigo.
Lembrei de uma
entrevista emocionante.
Do mestre.

17 de maio de 2010

Sobre hotéis...

Adoro viajar. Mas a trabalho, cansa. E muito.
Cheguei a uma marca impressionante:
7 hotéis diferentes nos últimos 15 dias.
O corpo é forçado a um manancial de
pequenas adaptações.
E, geralmente, sucumbe.
Num desses daí literalmente esqueci o
numero do quarto.
Foi cômico: entrei no elevador, e,
simplesmente, não sabia onde ir.
Outro ponto sensível é que,
não importa onde esteja,
quarto de hotel é sempre opressor.
É de uma impessoalidade brutal.
O silêncio imprime solidão.
E o que é seu custa se acomodar.
As operadoras hoteleiras andam criativas.
Deixam chocolatinhos.
E outros mimos.
Tentam valorizar o "ser" habitante,
"humanizando" o ambiente.
Funciona pouco.
Para criar ligacão afetiva com qualquer
coisa é preciso permanência.
E tempo.

11 de maio de 2010

O reino de cada um...

Estive em Sampa, como disse.
Revi um amigão de bairro.
Íncrível como amizades
resistem ao tempo.
Disse que continuo polêmico.
E isso é bom.
Concordamos num ponto:
estamos envelhecendo.
Recordou de muitas coisas
que eu não lembrava.
E vice-versa.
Ó força violenta:
a memória seletiva que
define o mundo pessoal
e único de cada um.

10 de maio de 2010

Sobre filmes e cidades..

Andei na Paulista hoje.
Adoro a reunião das tribos:
Yuppies, gays, teens, rockers,
advogadas, etc.
Cidade no sentido pleno.
Contei 6 opções de cinemas
para ver o filme do Wody Allen.
E indo a pé.
Devia ser parâmetro de IDH.
O num de salas por metro quadrado.
Pobre Brasília.
O filme é muito bom.
Nào sei como o Caetano não gosta
desse diretor.
Toca em como Nova Iorque transforma
as pessoas.
"A cidade sou eu!".

8 de maio de 2010

Auto-promoções...

Saí no "O Globo" de terça passada.
A reportagem ficou bacana.

Auto-revelações....

Ando lendo sobre neurociência.
A pscicanálise é mais vigorosa, para mim.
Mas é saudável buscar outro ângulo.
Muito interessante o que escreve Gregory Berns.
Exemplo:
As três condições essenciais de um vanguardista.
De um iconoclasta. De um demolidor de paradigmas.
Primeira:
Ter uma percepção diferente da maioria.
"Enxergar o que os outros não vêem".
Segunda:
Não ter medo do novo.
O novo é paralisante, para muitos.
Terceira:
Ter inteligência social.
Seduzir os outros a partir da nova idéia.
Da primeira, tenho um pouquinho.
Da terceira, um pouquinho mais.
Mas da segunda, nada.
O novo me paralisa.
Sou preso demais às minhas rotinas.
Um verdadeiro conservador.
Nesses termos.

Caetanices 1....

"Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo, tempo, tempo, tempo.
Num outro nível de vínculo
Tempo, tempo, tempo, tempo..."

Enfim...

Dureza a vida de blogueiro novato.
Enfim, aprendi adicionar vídeo do youtube.
Tá lá num post mais antigo.

7 de maio de 2010

O alcance de uma frase....

"Os rótulos são os salva-vidas da complexidade".
Como esse aforismo é potente!

6 de maio de 2010

Lumiar.

Entre lances e gols.
E os sons da torcida.
Veio um golpe de luz.

O mais importante...

Meu time foi eliminado de forma ridícula.
Só ele perde presses times pequenos.
Uma vergonha!
O rival saiu da Libertadores. Menos mal.
É o ano do "CENTERNADA" deles. Como eu previa.
Mas é feio ficar na sombra no fracasso alheio.
O Futebol é curioso.
É a coisa mais importante. Mais importante.
Dentre as menos importantes.
Não é um mantra bonitinho,
Quando o time faz feio?

5 de maio de 2010

Paulo Francis da medicina...

Revi entrevistas do Dr.Elsimar Coutinho no youtube.
É o Paulo Francis da medicina.
Sempre gostei de provocadores.
Defensor radical do planejamento familiar, desde sempre.
Tomava “porrada” da esquerda e da direita.
“É esterilização dos pobres”.
Argumentavam os comunistas.
“Vai criar problemas com a Igreja”.
Diziam os milicos.
Pensamentos tortos!
Os assuntos atuais são ainda mais interessantes.
Defende o uso de implantes hormonais para suspender a menstruação.
Eureca!!
Fim dos males da gangorra hormonal femnina: cólicas, TPM, etc.
E para os homens: paz.
É uma polêmica danada!
Naturalistas “versus” modernas.
Difícil homem opinar.
Silêncio....
Mas como bom darwinista, adoro o argumento:
“A menstruação é uma falência reprodutiva.
O resultado é um aborto ovular mensal anacrônico".

3 de maio de 2010

Museologia do presente..

Curiosos esses tempos.
Tempos de guardar o que acontece.
Captar, digitalizar e armanezar.
Esse é o lema.
Basta ver os orkut's e facebook's da vida.
Tudo é fotografado e sequenciado.
Pequenas alegrias. Gestos não espontâneos.
Sorrisos congelados.
Nossos passos são guardados sob a vigília do Deus Cronos.
E aí edificam-se fortalezas pessoais:
Museus do presente.
Museus do que acaba de acontecer.
Museus da instantaneidade.
Não parece estranho sentir saudades de anteontem?
Do presente?
Captar e armazenar.
Eis o lema.

Escolher e ver...

O youtube é o máximo.
Poe “em xeque” o conceito usual de TV.
Que, certamente, vai mudar.
A "autonomia televisiva" é um caminho sem volta.
Escolheremos quando e o quê assistir.
Já faço isso com o youtube.
Nem ligo mais a TV.
Escolho uma entrevista boa.
Os gols de um jogo antigo.
Um seriado que não passa mais
(“os anos incríveis”).
E assisto a hora que quero.
Preenchendo meu saudosismo incorrigível.
Viciei nos musicais dos anos 60 e 70.
Sobretudo os da Itália e da França.
E dá-lhe Rita Pavoni, Patty Bravo, Jacques Dutronc....
É o máximo!