25 de setembro de 2012

Sobre gostos impopulares...

Todos temos.
Gostos impopulares!
Adoro reafirmar os meus.
Pra não ceder um milímetro:
Não gosto de sertanejo.
Não gosto de "futebol moderno".
Não gosto de novela das oito.
Não gosto do Luciano Huck.
Não gosto de UFC.
Não gosto de Maria Gadú.
Não leio VEJA.
Não gosto de Carnaval de Salvador.
Não gosto de ano-novo em Jurerê.
Não gosto da "caretice responsável".
Dos jovens de hoje.
Não gosto de religiões.
Não acredito em terapia da alma.
Viagem astral, poder da cura dos cristais.
Cabalas, feng shui, vudus, poltergeists.
E óvnis que desenharam campos de trigo.
E odeio gatos!

21 de setembro de 2012

O medo dos outros...

Polêmica por polêmica.
É imaturidade!
Mas medo de uma opinião isolada.
É muito pior!
Relacionar com os outros.
Sempre foi mais importante.
Por isso a opinião do grupo.
Vence a do indivíduo.
E apesar de vincularmos.
Nossas reflexões a nós mesmos.
O fato é que muito do que pensamos.
Vem de outras pessoas!
Por isso quando submetidos.
A mínima pressão social.
Acabamos cedendo.
Com medo de ficarmos sozinhos!
Que é, em grande medida.
Uma baita covardia !

18 de setembro de 2012

E que venham pra cá!













Como é o mundo!
O "rio de pessoas".
Anda desaguando pra cá.
O lugar das oportunidades!
Uma pegunta essencial:
O que seria do Brasil.
Sem a grande onda migratória.
Do Século XIX e XX?
Como fez bem à nossa gente!
Por isso, portas abertas!
Que venham mais e mais.
Haitianos, Bolivianos, Turcos,
Romenos, Americanos, Espanhóis!
O espírito "vira-latas" agradece!

Por uma nova ordem...

Paradoxos à parte.
Sim, a estabilidade é cruel!
O excesso de equilíbrio.
É quase um auto-engano!
Se tudo tão bem.
Tudo fica como está!
E vida sem mudanças.
É a não-vida!
Não somos gerentes eficientes.
De uma natural serenidade.
Somos desiquilíbrios.
Sacudidas na vida.
Ímpetos necessários.
Pra uma nova ordem!

15 de setembro de 2012

A nova Idade Média (sobre religiões e sátiras)...

Tá aí: a prova inequívoca.
Que vivemos a nova Idade Média!
Um filme que satiriza Maomé.
Cristo, Buda, Bagavadguitá.
Torá, Oxum ou Zebedeu.
Deveria ser apenas um filme.
Como qualquer outro!
Até porque, dessacralizações.
São absolutamente necessárias às artes!
Tristes tempos....
É por essas e outras.
Que minha anti-religiosidade.
Dispara às alturas!

11 de setembro de 2012

Sobre formas de se valorizar...

Há formas de se valorizar.
A mais utilizada, sem dúvida.
É aquela "da boca pra fora"!
Floreamos nossas virtudes.
Dissimulamos nossas fraquezas.
E estamos mais preocupados, mesmo.
Pro que os outros pensam!
A menos utilizada, e a ideal:
É aquela que brota de dentro.
Um grito interno, solitário e convicto.
Que realmente somos capazes!
E quando esse chamamento.
Realmente ecoa.
Nada segura o bicho-homem!

9 de setembro de 2012

A morte dos "botecos"...









Os campos de várzea.
Sumiram de Sampa!
Ergueram-se prédios.
E mais prédios.
E agora são os "botecos".
Que ameaçam sumir!
Parêntesis: "botecos", não bares!
Aliás, o que mais se vê.
É essa proliferação de bares.
Cada vez mais impessoais.
Estilizados e "rentáveis"!
Porque "botecos" de fato.
São necessariamente familiares.
Simples e sem frescura!
Aqueles que o garçom é amigo.
Dos papos e fofocas da vida.
E da inocente "pendura"!
É um verdadeiro crime social.
Esse "botecocídio"!

4 de setembro de 2012

Raul, o filme....














Enfim, vi o filme do Raul:
"O início, o fim, e o meio".
E, claro, chorei à beça!
Sou eterno fã de anti-heróis.
Ainda mais os auto-destrutivos!
Mitos são mitos.
E não se conta histórias de mitos.
Mas o filme faz belo esforço.
E o resultado é excelente!
O que menos me agrada.
Na carreira do cantor.
É o lado místico e "obscuro".
Na parceria com Paulo Coelho!
Adoro muito mais a acidez.
Das coisas do cotidiano.
E o deboche genial.
Da "vidinha" que se vive!
Raul, nisso, era imbatível!
Mas o mais tocante.
Foi seu trágico fim.
Ceifado pela doença do alcoolismo!
E incrível a legião de ex-mulheres.
Ainda apaixonadas e saudosas.
Que amaram sua doçura.
E seu enigmático "cheiro de flor".
Mesmo em profunda auto-destruição!
Enfim, um cara e tanto.
Toca Raul!