4 de julho de 2013

Chorar na multidão......










Uma imagem que sempre me impactou:
Você está lá, caminhando em meio à multidão.
Cruzando pessoas, quadras, bancas de jornais.
E, de repente, nota a imagem de um choro em sua direção.
Sim, alguém com um sentimento descolado do bando veloz.
Alguém com uma dor, uma angústia, uma expressão aflita.
Chorando, chorando, escondendo o seu choro, e seguindo o fluxo.
E na velocidade de tudo, a pessoa passa, a tristeza passa.
E, na velocidade de tudo, algo se perde, páginas viradas.
Decididamente, cidades grandes atropelam aflições!

3 de julho de 2013

Minha pátria é minha língua....










Adoro o museu da Língua Portuguesa!
Afinal, o que somos, e o que interpretamos?
A língua, os signos, os sistemas de significação.
São os mecanismos essenciais pro nosso diálogo com o mundo!
A cada língua, uma forma de entender, pensar e sentir as coisas.
E, o mais incrível, serão sempre imperfeitas e imprecisas, por conta no inexprimível!
E o mais interessante é que a língua portuguesa descende da família indo-européia.
E a que falamos hoje, no Brasil, é uma variante do latim vulgar.
E modificada pelo dinamismo da sociedade brasileira.
E pelos encontros com falantes indígenas e africanos.
É a prova mais impressionante da locomoção e interação dos povos!

1 de julho de 2013

É hora de taxar os ricos........

Continuo vendo positivamente as manifestações!
Além de pleitos extremamente legítimos, e resumo-os como o "direito à cidade",
serviram pra pressionar os partidos políticos que estavam fugindo do debate ideológico.
E, claro, sem o confronto de ideias prevalece a escuridão!
Mas vejo algumas contradições muito curiosas, como por exemplo: um cartaz "imposto zero", ao lado de outro "mais educação e saúde". Prova que há muita desinformação!
A parte a "salada de bandeiras", criou-se um ambiente político no qual os governos pressionados "ganham" a chance aprofundar seus programas. 
Ou, dito de outra forma, perderão o alicerce social que os sustentam.
Tem que ser muito míope para negar os enormes avanços sociais legados no Governo Lula/Dilma, e uma série de outros que ocorreram no período ao país.   
Porém, há dúvidas se esse processo segue sem "mexer no andar de cima".
Para atender as demandas da sociedade é preciso endereçar os recursos.
E, uma característica fundamental da política no Brasil é a opção de "preservar nossos ricos", e exemplos não faltam:
Não há imposto sobre grande fortunas, sobre heranças, o imposto de renda brasileiro é uma piada, (o trabalhador paga a mesma alíquota que um banqueiro ou milionário), e etc, etc, etc.
Portanto, um programa de governo à esquerda não pode se furtar de tocar nesse tópico essencial.
E, se as demandas sociais são mais do que justas, é hora de enquadrarmos "nossos ricos"!