14 de setembro de 2010

Jardins de Epicuro



A mãe de todas as religiões.
É a angústia da morte.
Todas, sem exceção.
Procuram atenuar a agonia do fim.
Com uma estratégia simples.
Suaviza-se a mortalidade
Com a ilusão da “vida eterna”.
E oferecendo, supostamente.
Significado à vida.
Para mim, é uma baita prisão!
Só se é verdadeiramente livre.
Encarando o fim de frente.
Destemendo inexistência.
A partir daí.
Valoriza-se tudo.
Cada detalhe é raro.
Cada instante, único.
Viver é um privilégio.
E tudo deve ser contemplado:
Gestos fundamentais.
A gula por conhecimento.
Elevados valores.
Ligar-se a pessoas valiosas.
No fundo.
A ideia da morte nos salva.
E nos convida!
Aos Jardins de Epicuro.

Um comentário:

  1. Umberto, as vezes leio os seus posts e penso: parece eu, falando com meus botões! rs Somos, de fato, eternos contempladores da vida, eu e você: vivedores. E nos encantamos por não sabermos até quando.

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