31 de janeiro de 2011

Ah, essa cidade....

Andei a Nova.
E a Velha Faria Lima.
Rua dos Pinheiros.
E Avenida Paulista.
Consolação, Trianon.
Paraíso e Bixiga.
Tudo a pé.
Rua por rua.
É uma delícia!
Ver gente de sobra.
Gente diferente.
De todas as tribos.
Advogados, yuppies.
Apressados e distraídos.
Gays, lésbicas.
Executivos.
E mulheres lindas.
Cidade que é cidade.
É assim...
Gente e rua!

Mundo louco...

Agora essa.
Os filhos de Caetano.
São evangélicos.
Da Universal.
Da reino de deus.
Fica assim, a ciranda.
Uma geração: rompeu.
Com a religião imposta.
E a outra: recupera.
A religiosidade perdida.
É aquela história.
Pais loucos.
Filhos caretas.

27 de janeiro de 2011

Filhos da Ocitocina....

Não sou determinista.
Mas me amarro em bio-explicações.
Outro dia vi um desses neurocientistas
explicando a fissura por alguém.
Primeiro, uma descarga de adrenalina
dá o tom da atração.
Mas a coisa só anda se entrar em cena a dopamina,
neurotrasmissor do bem-estar e do vício.
Compromisso, casamentos, filhos?
Só se existir alta liberação de Ocitocina.
É o hormônio que estreita os laçoes afetivos.
E o mesmo que liga o bebê a mamãe.
(hum, Dr. Freud ia gostar dessa!)
Quanto mais sexo, mais ocitocina.
E mais liga-se ao outro.
Alguns antropólogos acreditam que essa titia aí
é a grande responsável por manter pais e mães
unidos, cuidando de seus bebezinhos.
E, sem essa união, não estaríamos aqui.
Hum...vai saber...

Publicado em 20 de julho de 2010

Modismos...

Como explicar.
O manancial de filmes espíritas,
de lugares tão diversos?
O mundo anda mal...
A idéia de vida pós morte.
É um dos maiores delírios.
Da humanidade.

26 de janeiro de 2011

Namoro-rompimentos...

Namorar, creio.
Não deveria ser.
Um divisor de águas.
Tampouco.
Um cartão de visitas.
Que impõe distância.
A antigos convívios.
Ao mesmo tempo.
É absurdo.
O rompimento total.
Após 5, 10, 15 anos.
De amplo convívio.
Como o temor-escudo.
Que uma nova relação.
Ousa empenhar.

Alice Pink Punk...

Onde estará,
Alice Pink Pank?
Onde estará,
Baby Love?
Onde estará,
Deusa Batava, pin-up
Fausto Fawcettiana?
Absurdete ungida,
e varrida dos 80?
Onde estará,
nossa Stephen Fry,
Vermeulen Brasileira?

25 de janeiro de 2011

Pobres tempos...

Barbaridade!!
O Mainstream:
Já esteve bem.
Mais ou menos.
Mas nunca tão horrível.
Como agora.
Musicalmente.
Sou alijado desse tempo.
Abomino todas as frentes:
Black Americano.
Setanejo, Axé.
Eletrônico.
E rock infanto-juvenil.
Faltam iconoclastas!
Aí provoco:
É o artista que se adapta.
Ao gosto do público?
É óbvio que não!
Artista não é entretenedor.
Desafia e provoca o público.
Está à frente.
Do tempo do público.
Coisa boa, é assim!

Parabéns, Sampa!

Não.
São Paulo é outra coisa.
Não é amor exatamente.
É identificação absoluta.
Sou eu.
Eu não me amo.
Mas me persigo.
Bonito a palavra perseguir.
Perseguir...
Em tudo que sua etnologia.
Sugere e confessa.
Eu persigo São Paulo.
São Paulo sou eu.

24 de janeiro de 2011

Serenidades...

Foi o tempo.
De mudar radicalmente.
A vida.
E pular do mapa.
Foi o tempo.
De sumir de tudo.
E reinventar-se.
Foi o tempo.
De correr, apavorado.
Das exigências do mundo.
“O mundo me pede muito”.
É tal e qual.
“Eu que me peço demais”.
Deveria ser simples.
Mas não é:
Desejo é desejo.
E não obrigação.

Sexo na MPB 4...

Aliás.
O livro me forçou.
A revisitações.
E cheguei nisso.
De Lobão e Cazuza.
Letra linda, linda.

A vida de alôs e beijos
Sábado na cidade
De Telerj em Telerj
O amor te deixa
O amor te deixa em cacos
Metade da mesada em fichas
Todos os corações ocupados


Lindo lembrar.
Teve época.
Que íamos pro Orelhão.
Para cuidar de paixões.
O telefone era fixo.
E do lado de mamãe.
Não rolava...

Lobão tem razão...

Mergulhei.
No livro do Lobão.
Surpreendente!
A começar pelo prólogo.
Conta que ele e Cazuza.
Cheiraram pó.
Em careiras esticadas.
No caixão de Júlio Barroso.
Disse, também.
Que o Rock Brazuca.
Morrera ali.
Polêmica!
Fato: Gang 90 era demais.
A estética paulista.
E um líder carioca.
Anarquia e Iconoclastia.
Futebol clube!
O livro é uma delícia.
Referências mil.
A los Ochenta.

20 de janeiro de 2011

Ouro de tolo...

Ja disse por aqui.
Trabalho emburrece.
Mas dinheiro é pior.
Grana é fetiche.
Escraviza.
É ouro de tolo.
E superfulariza tudo.
Lembro de época.
Que contava moedas.
Pra pizza de mussarela.
Tempo de leite com groselha.
E sanduba de mortadela.
Felicidade, felicidade.
Eu aposto!
As melhores recordações.
São disassociadas.
Do dim dim.

Leves alienações...

Ando feliz, feliz.
E o mais incrível.
É que não sei porquê.
Caminho alegre.
Na leveza das coisas.
No sentido de tudo.
Muito bom...
Lógico.
Há forte alienação.
Uma blindagem neutra.
Das desgraças do mundo.
E das tragédias de sempre.
Mas é bom.
E já que vamos...inexistir.
Que venha.
O bálsamo da vida.
Deliciosos minutos.
Simplesmente sorrir.

Banalidades mensais...

Desde 1989.
Anoto num diário.
Acontecimentos.
Expressivos da vida:
Viagens, pessoas.
Cheiros, filmes.
Toques, amigos.
Loucuras, bobagens.
E, claro, a fluidez.
Dos estados emocionais.
Em resumo.
Empacoto tudo isso.
Cronologicamente.
Notei sem querer.
Outro dia.
Que há três meses.
Que quase sempre.
São melhores:
Janeiro.
Pela virada.
Pelos novos ventos.
Abril.
Pelo sol do outono.
E a afetividade no ar.
E novembro.
O mês da perdição.
E do foda-se.
Parece banalidade.
Mas tá tudo ali.
Anotadinho, anotadinho...

18 de janeiro de 2011

Escutando o diabo...

Ganhei vizinhos novos.
Aqui em Brasília.
Ainda não os vi.
Mas os escuto sempre.
Transam toda noite.
Sob intensos gemidos.
E orgasmos ruidosos.
Uma curtição danada!
Deve dar muito tesão.
Trocar de espaço.
Uma coisa de loco.
Trepam todo dia!
Enfim...
Mas que é engraçado, é.
Em verdade.
Não grilo com o barulho.
Sinceramente.
Não me incomoda.
Mas acho provocativo.
E constrangedor.
"Sacar" a transa alheia.
No seu silêncio.
E com um livro na mão.
É como se baixasse o Diabo.
Te esquentando as vísceras:
"Ei bicho...vai ficar aí?
Curtindo esses livrinhos?"

Ah, a solidão...

Vez por outra.
Sou intimado a escutar.
Dramas afetivos.
Gente recém separada.
Crises insolúveis.
Rompimentos iminentes.
Chegam.
Na forma de desabafos.
De quem clama bom ouvido.
Amo essas histórias!
Há de tudo:
Os viciados em conflitos.
Os cegos do amor.
Vitimas contumazes.
Auto-sabotadores.
E os vingativos.
Raramente.
Há os “coitados” de fato.
Tenho uma teoria:
No fundo, no fundo.
O que arrebenta.
É a vaidade do fim.
E o tolo grilo.
De encarar a vida.
Um pouco mais sozinho.

Internetices....

Como bom virginiano.
Sou metódico.
E cultuo tradições.
Na internet, tenho ritos:
O tal Twitter.
Até hoje não o que é.
E não saberei.
Orkut, Facebook.
Só os tenho.
Pelos contatos antigos.
E o lance das fotos.
O que gosto mesmo.
É o lance do MSN.
Pela utilidade.
E o efeito meio loco.
De atenuar a solidão.
O blog veio em 2010.
Mais útil ainda.
Descobri que narrar a vida.
É uma bela maneira.
De se entender melhor.
Tudo isso.
Para dizer o seguinte:
O orkut vai acabar.
Não sei o porquê.
Mas tenho essa impressão.
Seu tempo se foi...

Tarantinices...



Outro dia ouvi.
Que envelhecer.
É ficar mais caseiro.
E talvez seja!
O que mais to amando.
No AP em Sampa.
É a sala para filmes.
Favoreceu que entrasse.
De cabeça.
Nesse lance do “Blue Ray”.
Foram dias da genialidade.
De Quentim Tarantino:
Quebra da ordem cronológica.
Vários protagonistas.
Fetiche por pés.
E obsessão à cultura Pop.
Fui de “Cães de Aluguel”.
À Pulp Fiction.
Aliás, a mítica cena de Uma Thurman
Com John Travolta.
É absolutamente sensacional!!!

17 de janeiro de 2011

Sampa...

Sexta.
Sábado, domingo.
E segunda, em Sampa.
Como adoro essa cidade!
Janeiro é imbatível.
O trânsito flue.
Há vários turistas.
E menos velocidade "comercial".
Se me faço entender.
A cidade "relaxa".
Numa baianidade lírica.
E posssível.
Onde vivo.
No espaço de poucos quarteirões.
Tenho praticamente tudo.
A qualquer hora do dia.
Ou da noite.
Uma vida cultural fantástica.
Bons amigos.
E, sobretudo.
O "anonimato".
É absolutamente fantástico.
Ser apenas...mais um!

13 de janeiro de 2011

Auto-folclorizações..

Estou convencido.
O sujeito maduro.
É o que ri de si!
Sinceramente.
Acho uma furada:
O excesso de cobranças.
Impor-se muitas “responsas”.
E cair em tolas frustrações.
O lance é relativizar.
Já que, quase sempre.
As tragédias são aparentes.
E a vida é bem mais suave.
Do que se apresenta.
O lance mesmo.
É se auto-folclorizar.

11 de janeiro de 2011

Sexualidades maduras...

Assumi de vez.
Meu lado "tiozão".
Engraçado esse processo.
Passamos a renunciar.
Felizmente.
Uma pancada de coisas.
Exemplo:
outro dia, me chamaram.
Para uma micareta.
Jamais.
Não há a menor chance!
Aliás, cabe um comentário.
Aquela beijação.
É de péssimo gosto.
E há uma contradição curiosa.
Garotas de programa.
Permitem tudo.
Menos beijo na boca.
Algo que deveria.
Ser considerado muito íntimo.
Já a moçada classe média.
Embarca fundo.
Naquela beijação olímpica.
Sem nenhuma afeto.
Por isso, digo.
A sexualidade do Rock and Roll.
É muito mais madura!
Basta imaginar...

10 de janeiro de 2011

Sonhos e xixis...

Ontem adormeci.
Com a bexiga semi-cheia.
Aí vem um sonho.
Ficcionalmente fenomenal.
E riquíssimo em códigos.
Vivo uma trama complexa.
Com amigos de infância.
Há uma missão impossível.
Disputas, danos físicos.
O destino do mundo.
Em suas mãos.
Numa mega-tragédia iminente.
Acordo, assustado.
É extraordinário!
Vejam o que a mente não é capaz.
Para impedir se mijar na cama.

Lembranças canino-platônicas...



Lembro que aos 19 anos.
Vidrei numa mina.
Que passeava, todo dia.
Com seu cãozinho.
Num parque do bairro.
Ia toda tarde de bike, lá.
À sua procura.
Quando a via.
Ensaiava uma aproximação.
Que nunca se dava.
Eu simplesmente: travava.
Era uma beleza-cleopatra.
Que me paralizava.
Inexplicavelmente.
Desde de lá.
Não posso ver uma gata.
Andando com seu dog.
Que me arrebato com o charme.
E a sensualidade materna da cena.
Um lance Freudiano, claro.
Mas o mais engraçado.
É sentir uma brutal saudade.
Daquela inépcia jovial.
Era fabulosamente excitante.
Desejar, desejar...e não ter!

8 de janeiro de 2011

Simplesmente: iluminar....

"Iluminar.
Iluminar sempre.
Iluminar tudo.
Iluminar todos.
Apenas iluminar.
Esse é o meu lema.
E o do Sol."
Vladimir Mayakovsky

7 de janeiro de 2011

Viva a Sicilia!!

Para mim.
Umas das cenas.
Mais lindas do cinema.
Dos anos 2000.
Pena que não achei.
Em dialeto Siciliano.
(essa tradução mexicana.
é muito chinfrim).
Aliás.
Viva Patty Pravo.
E sua "La bambola".
Esse filme "Respiro".
É sensacional...

Relógios Biológicos...

Adoro o dia.
Amo a noite.
E sou gamado.
Em Siestas.
Um lance, meio.
Mediterrâneo.
Portanto.
Na hora de dormir:
Meslca-se:
Buona notte.
E Buon pomeriggio.

6 de janeiro de 2011

Sobre dialetos....

Ciúme de irmão.
Já é cômico.
Em dialeto Sisciliano.
Então...
É de chorar de rir.

Eu também vou reclamar...

Reclamões são dose.
O mundo é um saco.
Tudo dá errado.
E só encontram azar.
No fundo.
É uma doença:
complexo de vítima.
Porque na média.
Acontece de tudo.
Do sinuoso ao belo.
A todos.
E em momentos distintos.
Mas para os reclamões, não.
Todo evento.
É um gozo trágico.

5 de janeiro de 2011

Humano, demasiado humano...

Cada vez mais.
Me convenço.
Que o ponto mais alto.
Mais alto mesmo.
Do espírito humano.
É a espontaneidade.
Imbatível...
Essa qualidade.

Observações urbanas 1...

Na verdade.
Adoro Brasília.
E seus contrastes.
Cidade única.
Cujos carros.
Respeitam os pedestres.
Mas não dão passagens nas vias.
Que oferece Hélio Oiticica.
No museu Nacional.
Enquanto a "thurma".
Prefere a cafonice do Pontão.
Cidade que tem.
O maior parque do mundo.
Maior até, que o Central Park.
Mas com zero no orçamento.
Para sua manutenção.
Cidade dos Ws, dos Ls e eixos.
Do lago de sol, noite, Lua.
Enfim, adoro aqui.

Observações urbanas 2...

E tem mais.
Outro dia descobri.
Que no Parque da Cidade.
Havia uma piscina de ondas.
De enorme atração.
Desativada há 14 anos.
Por falta de verba.
Aí você pega.
Um desses empresários.
Que racham de ganhar dinheiro.
Com a apropriação da cidade.
Tipo esses Paulo Octávios da vida.
Que não se prestam ao mecenato.
E absolutamente nada ao coletivo.
Infelizmente, no Brasil.
Faltam Rockefelleres.

Questão de peso...

Em 2010.
Descobri o "santo" damasco.
Frutinha deliciosa.
Com baixo índice glicêmico.
Em 2010.
Caminhei muito.
Uns 5 Km por dia.
Outra delícia.
Distrae.
E oxigena os pensamentos.
O presente é que,
voltei aos 82 Kilos.
Peso auge dos meus 20 anos.
É ótimo.
Tudo serve.
Antigas bermudas.
E camisetas surradas.
E claro.
Há disposição geral.
O problema da gordura.
Nem tanto é estético.
É a maldita preguiça.

Raul Seixices....

Adoro essa música.
Anti-verdade absoluta.
Anti-explicação de tudo.
Do Raulzito.

O que é que a ciência tem?
Tem lápis de calcular.
Que é mais que a ciência tem?
Borracha pra depois apagar.
Você já foi ao espelho, não?
nego? Então vá!

4 de janeiro de 2011

O homem e suas circunstâncias...

Brasília chove.
É um tédio em janeiro.
Como remédio, encarei:
O Poderoso Chefão I.
O Poderoso Chefão II.
O Poderoso Chefão II.
Depois inverti.
São geniais.
Inigualáveis.
A cena inicial é mítica.
Se fosse professor.
De ética ou política.
Usaria e abusaria.
Tá tudo ali:
O valor da justiça.
A vassalagem.
A crise da sociedade moderna.
As formas de poder.
E a ratificação.
De Ortega y Gasset:
"O homem é o homem.
E suas circunstâncias".

3 de janeiro de 2011

A sociedade do espetáculo...

Adoro recuar.
Para analisar.
Cenários povoados.
Fim de ano.
O de sempre:
Praias em festa.
Pessoas apolíneas.
O frenesi do verão.
Ri dessa moda.
De mandar champagnhe.
A toda hora.
Pra celebrar.
Num importa o quê.
Recuei, recuei.
Endinherados.
São cafonas.
Espetacularizam:
o nada.
Aliás.
Como será viver?
De alegrias sem lastro?

Dez para frente e pra trás...

Uma década.
Página virada.
Transbordada.
De acontecimentos.
E transformações.
Uma década.
Banalidade numérica.
Dimensão temporal.
Abarrotada.
De esquecimentos.
E alienações.
Uma década.
Dez vezes ano.
Dez vezes à frente.
Tanto a acontecer.