31 de maio de 2011

Os melhores discos da MPB....

Listas, em via de regra.
São incompletas, voláteis.
Pessoais e tendenciosas.
Por isso vai aí.
Minha lista.
Com os 12 melhores discos da MPB:

"A Tábua de Esmeralda" (1974) - Jorge Ben
"Cartola" (1976) – Cartola
“Krig-ha-Bandolo!” (1973)- Raul Seixas
“Cores e Nomes” (1982) – Caetano Veloso.
“Cabeça Dinossauro” (1986) - Titãs
“Perola Negra (1973) - Luiz Melodia
“Loki?” (1974) – Arnaldo Baptista
“Sampa Midnight”(1983) – Itamar Assumpção
"Vivendo e Não Aprendendo" (1986) – Ira!
“Tim Maia Racional” (1975) – Tim Maia
"A Peleja do Diabo com o Dono do Céu” (1980) – Zé Ramalho
“Na Quadrada das Águas Perdidas” (1979) - Elomar

Hora de la siesta....

O que mais sinto falta.
Da adolescência.
É dormir à tarde.
Disparado!
Era uma delícia.
Nada como uma soneca.
Depois do almoço.
Pra mim.
É um dos cinco.
Maiores prazeres.
Da experiência humana.

30 de maio de 2011

Quebrando o tabu....



Quero ver esse filme.
“Quebrando o Tabu”.
De minha parte.
Sou radicalmente a favor.
Da liberalização das drogas.
Aliás, de todas!
O lance é liberal-filosófico.
Sou contra o Estado.
Tutelar a liberdade do indivíduo.
E tem outra.
Criminalizar é burrice.
Jamais funcionará.
A questão é de saúde pública.
Não de aparato polícial.
Agora me soa meio oportunista.
O FHC defender essa bandeira.
Primeiro porque ele não fez nada.
Quando foi presidente.
E a polícia tucana de SP.
É super reacionária!
Vide o cacete no povo na paulista.

Nóis Não Usa Os Bleque Tais....



Adoniran ainda é.
O melhor retrato de Sampa.
Ele foi “o cara” da cidade.
Cantou o Ato da Mooca,
Casa Verde, Timbira.
Gusmões, Brás, Jaçanã.
E as cantinas do Bexiga
A fidelidade à fala do povo.
Permitiu sacar a cidade.
De modo completo e perfeito.
Como ninguém fez!
São Paulo muda muito.
E ninguém sabe aonde irá.
Mas o lirismo emocionado.
E anti-voz rouca do poeta.
Imortalizou sua essência.

29 de maio de 2011

Sabedoria popular...

Tem um ditado.
Não sei se é inglês.
Ou português.
Só sei que o ditado diz.
Quem faz uma.
Faz duas, faz três.

28 de maio de 2011

Wop-Bop...

Que seria.
Da sonoridade de Sampa.
Sem a lendária.
Wop-Bop?

Deliziosa Birra...



Como a vida é boa!
Achei em Brasília.
Nada mais, nada menos.
Do que a "Birra Moretti".
Deliziosa cerveja.
Que se bebe na Toscana.
Em Lugnano, Vicopisano.
Lugar da minha família.
Ah, esse espírito humano.
Que é capaz de ir tão longe.
Atiçado pelas lembranças...

27 de maio de 2011

Vientos helados 1....

O frio chegou.
Com ele, reflexões.
E fome!
Determinismos à parte.
É tempo de comer.
Comer temperos.
Comer calores.
Comer a vida!

Vientos helados 2....

O frio chegou.
Com ele, reflexões.
E sede!
Determinismos à parte.
É tempo de beber.
Beber pessoas.
Beber afeto.
Beber quentão!

Lucha de gigantes...

Donde esta el flechaço?
La feniletilamina.
Suspiros, suores.
Olhares perdidos.
El inigualável golpe.
Que lleva la víctima.
Às nuvens, à insensatez.
Donde quedo la dopamina?
“Barato tão forte”
Que nos lleva al cielo
Pra rezar e rogar.
Que dure pra sempre!
Extrano la endorfina.
Liberada en el teléfono
No correio eletrónio.
No álbum de fotografia.

26 de maio de 2011

Simplesmente Loki....

Loki é um disco.
Absolutamente necessário!
Certamente.
Um dos dez melhores da MPB.
Arnaldo Baptista é loco.
Arnaldo Baptista é loki.
Aquela coisa do Dali.
Do surrealismo de Breton.
Mas pera aí.
O que é mesmo a realidade?

Venho me apagando aos meus sonhos
E à minha velha motocicleta
Não gosto do pessoal da Nasa
Cadê meu disco voador?
Onde é que está meu rock?
Onde é que está meu rock'n'roll?
Eu acho, eu vou voltar pra Cantareira!
Eu acho, eu vou voltar pra Cantareira!


Sobre a Realpolitik....

Palocci pra cá.
Kit homofobia pra lá.
Código florestal pra cá.
Strauss-Kahn pra lá.
Sinceramente, sinceramente.
Realpolitik cansa!

25 de maio de 2011

Pensamentos cotidianos...

Curto e grosso.
É um horror.
Ser vendedor.
De livros, então.
Pior ainda.
Tá lá você.
Distraído com Borges.
Folheando o Pessoa.
Saboreando Lacan.
E aí aparece um tipo:
“Posso ajudar”?.
Jamais venderia nada!
É um crime.
Transitar, comercialmente.
No discernimento alheio.

Sobre existir....

Em essência.
Somos palavras-chave.
Força, leveza.
Peso, fragilidade.
Vigor, isolamento.
Em essência.
Somos momentos.
Expansão, retraimento.
Jovialidade, paciência.
Raiva, obscuridade.
Às vezes, somos vertigem.
Embriagados de fraqueza.
Queremos desabar.
Cair mais abaixo.
Do próprio do chão.
Às vezes, somos potência.
Levitamos à luz.
Erguidos de desejos.
E novas experiências.
De modo que.
São fantasticamente várias.
As possibilidades.
Da nossa existência.

24 de maio de 2011

Dia de Dylan...

Dia de Dylan.
Dylan, o septuagenário.
Dylan, o enigmático.
Dylan, o iconoclasta.
Sim, foi ele, Dylan.
Que "poetizou" o rock.
Que "rompeu" formatos.
E que sugou no seio.
Da impossibilidade.
Sim, foi ele, Dylan.
Que bebeu Allen Ginsberg.
Que injetou Kerouac.
E que foi de Wilhelm Reich a Jesus.
Sim, foi ele, Dylan.
Que perverteu estéticas.
Que ridicularizou as vaias.
E que inquietou gerações.
Sim, é dele, Dylan, o dia.
Dia de gênio.
Dia de ídolo.

22 de maio de 2011

Sobre revisitações...



Mesmo aquela música.
Tantas vezes escutada.
Deve ser re-ouvida.
Aparecerá, certamente.
Outros timbres.
Fraseados novos.
Chiados subliminares.
E sonoridades escondidas.
Assim é a vida vivida.
Que em revisitações.
Explode de surpresas.

19 de maio de 2011

Sobre desejos...

É batata!
Os desejos se movem.
Segundo as circunstâncias.
Insatisfeitos.
Desejamos mais.
Satisfeitos.
Desejamos novos desejos.
Querer é, portanto.
Um jato contínuo.
Curioso que às vezes, em vão.
Procuramos as causas.
De uma depressão.
Sem motivo aparente.
Suspeito que seja.
Um novo desejo.
Em silêncio.

Sobre momentos inesquecíveis....

Escutei de um amigo.
A seguinte história:
Ele, ainda virgem.
Caminhava com uma amiga.
Que, espontaneamente.
Encostou-lhe a cabeça no ombro.
Surpreso e confuso.
E moderadamente excitado.
Percebeu ser, até ali.
O momento mais feliz.
De sua vida!
A ternura é, sem dúvida.
O susto que a idade adulta nos inspira.

Sobre Fobias...

Outro dia li.
Que a maior das fobias.
É a de falar em público.
Não é fácil entender?
Nunca somos nós mesmos.
Quando há platéia.

O limite do eu....

Kundera é um gênio!
Sua personagem Tereza.
Um dia, imaginou:
O que lhe aconteceria.
Se seu nariz crescesse.
Um milímetro pro dia.
Em algum momento.
Tereza não seria Tereza?
Aflita, dramatizava:
Onde está o limite do eu?

17 de maio de 2011

Sobre mentiras...

Todos mentem, fato.
Mas se é pra generalizar.
Mulheres mentem melhor.
São mais sofisticadas.
Homens são triviais.
Amadores, diria.
De cafajestes etílicos.
A sedutores líricos.
As frases são as mesmas:
"Fantasia sexual só contigo".
"Você é demais.
Merece alguém melhor que eu".
"É apenas uma amiga".
"Você é única".
"Vou deixar minha mulher".
E por aí vai...

16 de maio de 2011

Sobre interpretações....

Adoro essa idéia:
Fora os muito azarados.
E os muito sortudos.
Eventos bons e ruins.
Acontecem, na média.
Pra todo mundo.
Aí que vem o lance.
"Interpretá-los".
Que é a chave de tudo.
Daí deriva a diferença.
Do que se atira do prédio.
E do que segue em frente.

Sobre segundas....

Segunda-feira.
Combina com mudanças.
É o dia da faxina.
E das promessas.
Dos recomeços.
E das dietas.
Dia de ação.
Dia de lapidar.
As pedras brutas.
Do própio ser.
Pode ser o marco.
De uma nova fase.
Ou pode ser.
Apenas impressão tola.
Afinal tudo estará.
Como está.

14 de maio de 2011

O vai e vem da vida....

Lá no mercado.
Notei a moça do caixa.
Em profunda tristeza.
Batia nas teclas.
Surrava o dinheiro.
Machucava as compras.
E transmitia, desolada.
O absurdo de sua vida.
Dois dias depois.
A mesma moça.
Era outra.
Virara, magicamente.
Uma autêntica rainha Nagô.
Sorria exuberante.
Ria entre amigos.
Irradiava luz.
A vida, realmente.
É ciclotímica
Dá voltas...
E mais voltas.

10 de maio de 2011

Sobre profecias....

Tenho uma limitação.
Jamais moraria.
Fora do Brasil.
É uma questao de vício.
Com V maíusculo mesmo.
E também saudades.
Demasiadas saudades.
Também tem outra.
Oslo, Genebra.
Dubai, Brisbene.
Texas, Monterrey.
Não me mereceriam.
Ficaria falando daqui.
Caçando notícias daqui.
Pontuando vantagens daqui.
Cantando coisas daqui.
Corroído de saudades.
E outra.
Sair agora?
Que tudo vai ser aqui?
Que mundo nos descobriu?
Nem a pau!
Chegou a hora.
Da profecia do mestre.
O mundo, enfim.
Se Brasilificará.
E falará português.
Aguardem e participem!

9 de maio de 2011

Sobre mulheres...

Não há na fauna humana.
Bicho mais instável.
Que mulher de TPM.
Recém separada.
E traída.
É um tsunami emocional!
Ergue-se, violentamente.
Um império vermelho.
Da mais impressionaste.
Oscilação de tudo:
O que é, já não é mais.
O que foi, agora não era.
O que seria, jamais será.
Dentro da mais alta.
Ignorância masculina.
Residirá a eterna dúvida:
E se essa brutal energia.
Fosse toda canalizada.
Pra abandonar o passado.
E seguir adiante?

6 de maio de 2011

Sobre observadores...

Há os políticos.
Os concorrencias.
Os performáticos.
Os atléticos.
Os comunicadores.
Os empreendedores.
Os vencedores.
E os observadores.
É por conta.
Da proporção desses.
E do último.
Que às vezes.
Sinto o peso.
E a maravilha do mundo.

A hora das coisas....

As coisas têm hora?
Trabalhar, estudar.
Casar, ter filhos.
Lazer nas férias.
E nos fins de semana.
Domingo Silvio Santos?
Bárbara minha doença.
De querer implodir.
O tempo organizado.
Aí é beber de domingo.
Ir à praia na segunda.
Refletir madrugadas.
Ter filho aos 50.
Vida preescrita.
Pra mim é morte.

Sobre paixões...

Notícia quente.
Amigo zarpou.
Largou tudo.
E trocou de cidade.
É comovente!
Gente que se joga na vida.
Fissurado em alguém.
Seria esse.
O bálsamo da vida?
Aqueles momentos iniciais.
De uma brutal paixão?

Sobre futebol....

Não tem jeito.
Quando mais meu time perde.
Mas eu o amo!
Mas fanático fico.
É aí, sem dúvida
Que meu lado mazoquista.
Se manifesta!

4 de maio de 2011

Ó santa contradição!

Extra! Extra! Surpresa!
A Sandy hoje foi no Jô.
E cantou Jazz.
E cantou Summetime.
E matou a pau.
E cantou pácas.
E arrasou.
Ó santa contradição!
Que forças ocultas.
Fazem o mau gosto.
Imperar?
Ó santa contradição!
Que forças ocultas.
Fazem esse lixo pop.
Reinar?
Ó santa contradição!
Como suportar.
Tanta porcaria musical.
Que só o mais tedioso enjôo.
Pode aguentar?

3 de maio de 2011

Sobre homens....

É quase um mantra.
Homens casados.
Adoram relatar.
A amigos solteiros.
Suas pequenas escapadas.
Suas aventuras rápidas.
Seus flertes distantes.
E seu heroísmo viril.
Dramaticamente.
Bradam e defendem.
Que o "bicho homem".
Jamais morrerá!
Deveriam poetizar.
As maravilhas do amor.
O lado mágico do casamento.
O bálsamo da vida a dois.
Influenciando, assim.
Vidas desregradas.
E existências vazias.
Já homenes solteiros.
Apenas escutam.
E escutam.
Solitários e desestimulados.
Loucos pra invejar.

2 de maio de 2011

Sobre mortes e celebrações...

Aí você vê na TV.
A garotada vibrando:
"USA, USA, USA".
Comemorando a morte.
Do "Public Enemy".
"Number one".
Terrorismo à parte.
Soa-me estranho.
Celebrar a morte alheia.
O nacionalismo.
É o pior veneno.
Pra semear o ódio.
E separar os povos.

Sobre celestialidades...



Amo o outono.
Sobretudo em Brasília.
Pra mim, a melhor estação.
Nubla pouco.
Quase não chove.
O calor cede.
E não faz frio.
Mas o lindo, lindo.
É a alternância.
Na jornada do dia.
Entre céu azul.
E noites estreladas.
Não sei, não.
Mas o excesso de luz.
Determina o humor.
E deixa a gente feliz.
É uma maravilha.
A luminosidade do azul.
Acaricia a visão.
Surgem insights.
Alegrias rápidas.
E fundamentalmente.
Uma absurda e brutal.
Vontade de viver!