28 de janeiro de 2014

A mais bela história de amor da literatura mundial....


Outro dia filosofava com uma amiga qual seria a mais bela história de amor da literatura mundial.
Cravei, sem pestanejar: Drácula! Acho uma trama romântica belíssima e sem comparação!
Vlad Tepes (Drácula), líder romeno, cuja a coragem ímpar serviu para defender a Igreja Cristã e as terras dominadas contra o ataque dos turcos, volta vitorioso e recebe a informação que sua noiva Elisabetha foi enganada: acreditando que Vlad morreu, atira-se no rio chamado "Princesa". 
Drácula implora aos líderes cristãos a ressurreição de sua amada, mas recebe cruel resposta:
Elizabetha fora condenada ao inferno (suicídio por amor), o que o deixa absurdamente transtornado.
A partir daí, renuncia e renega a Deus, à igreja e, e jura a partir dali beber sangue condenado à vida
eterna, esperando a ressurreição de sua amada.
Tem história mais bonita de resiliência, coragem, justa revolta, desafio ao status quo e amor?

21 de janeiro de 2014

A recorrente gestão da insatisfação.....



Outro dia ouvi um termo que gostei: vivemos hoje uma recorrente "gestão da insatisfação".
Ou seja, no nosso modelo de sociedade somos super incitados a tudo: consumo, experiências, corpos sarados, relacionamentos perfeitos, etc.
E, sutilmente, onde "tudo é possível", escolhas serão sempre limitadas e insatisfatórias, com o agravante
da noção de tempo que é bastante corrosiva, já que não há tempo pra tudo.
Resultado: uma sensação permanente de incompletude se dissemina na sociedade, que não raro desemboca em depressões, violências, desumanidades e angústias de toda ordem.
Uma reflexão importante é que, embora haja avanços incontestáveis, os quais, sem dúvida, devemos celebrar e não retroceder,  podemos estar vivendo um dos momentos mais aterrorizantes da história.
Explico: cai quase exclusivamente só nas costas do indivíduo o fracasso e a "insatisfação permanente".
Ou seja, a função social e esse "super modelo" estão blindados e são incontestes.
Aliás, nosso exército de depressivos surge exatamente num "sistema eficiente", que da certo.
Um exemplo? Algum louco teria a coragem de defender o "crescimento zero" de agora em diante?    

14 de janeiro de 2014

A batalha da dominação de qualquer casal.....



Adoro obras que provocam qualquer tipo de conservadorismo, declarado ou velado.  Nesse contexto, o diretor franco-tunisiano Abdellatif Kechiche acerta em cheio com seu maravilhoso “Azul é cor mais quente”.
O diretor explora com muita densidade afetiva a passagem da adolescência à vida adulta de Adèle (Adèle Exarchopoulos) que, como qualquer jovem, sai experimentando e especulando tudo que está ou virá à sua frente: sexo, música, livros, manifestações, profissão, preferências estéticas, etc.
Aí a trama pega fogo quando Adèle conhece Emma (Léa Seydoux), que passa a ser seu porto-seguro e referência para todos esses temas.
O filme apesar de ter 3 horas de duração não desperta nenhuma vontade de dar aquela olhadinha no celular pra ver quanto tempo que falta, ou se distrair com o “mundo lá fora”. Ao contrário, a história é muito bonita e excitante, e as atrizes se entregam de forma tão impressionante que o resultado é fenomenal.
O relacionamento de Emma e Adèle é tão visceral, e ao mesmo tempo cheio de amor, que se instaura um tipo de pornografia do afeto, cada vez mais urgente em uma sociedade no qual o conservadorismo reprime desejos incontroláveis com falsos moralismos.
Em verdade, o relacionamento de Adèle e Emma é mostrado de forma muito delicada e inteligente. Mostra a força do amor, seja para construir, seja para destruir, o que é natural nos relacionamentos a dois.
Em especial um fato me marcou: Emma vive a intelectual e a “mente aberta” do casal, vive de uma carreira artística, rodeada de intelectuais e gays militantes, enquanto Adèle é a “força da natureza”; intuitiva, sensual e com pretensões mais mundanas e singelas. E vem exatamente de Emma a reação mais violenta e inflexível quando acontece uma pequena e desimportante traição. O que deixa pistas que, não importa o gênero dos relacionamentos, há sempre uma batalha de dominação, invisível ou não, sendo travada em qualquer casal.

2 de janeiro de 2014

Provocações Musicais....



Como não sou músico, acho que tenho mais liberdade pra especular.
Mas como o tal Rock Progressivo fez um grande desserviço ao complicar o gênero e, sobretudo,
desvirtuar sua essência.
Se não fosse o Punk, o Rock teria sucumbido no colo do Elton John, e de um Sting da vida!