23 de abril de 2010

Leituras e fofocas...

Retomei o hábito de ler na folga do almoço.
Achei um bom lugar. Arejado e tranqüilo.
E ainda consigo esticar as pernas.
To adorando. Virou um novo prazer.
É mais produtivo. Falar de trabalho cansa.
Porque não se fala só dele.
E sim de toda sua órbita humana.
Há sempre companhia no espaço.
Meninas de uma empresa de 0-800.
Falam da vida dos outros.
E como falam.
O tempo inteiro:
"Fabiana fugiu prenha para Bahia”.
“Marcela flagrou o marido”.
“Joana tá gorda demais”.
As mulheres vão tomar o poder.
O mundo melhorará.
Mas deviam fofocar menos.

5 comentários:

  1. Eu passei a investir em livro de bolso e leio enquanto almoço (costume antigo). Primeiro fatio todas as macroporções do prato, depois deixo a faca de lado, estendo os braços dando um falso abraço no prato e seguro o livro logo em frente. Depois vou trabalhando meu autocontrole entre as garfadas e os parágrafos. O benefício é que como com mais vagar e a informação de que o meu velho corpo está sendo nutrido chega à tempo à organela cerebral correspondente ao ato de nutrir-se... e acabo comendo menos.

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  2. As mulheres vão conquistar o poder. A fofoca não passa de uma conversa sobre detalhes. Os homens (geralmente) não percebem os detalhes, ou não dão valor a isso. É, também, um instrumento político. Cria um vínculo entre as pares. Mulher que não fofoca, não adquire cumplicidade. É uma troca. Eu te conto uma, vc me conta outra. E nos tornamos amigas.

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  3. Prenha é uma palavra muito feia.

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  4. Marcelowisky,
    haha espetacular. Imaginei a cena.
    Boa dica essa.
    Barbara, entendo a cumplicidade das mulheres. Mas fico com a dúvida: preferem ter chefe homem ou mulher, em sua maioria?
    Tenho lá minhas dúvidas dos laços reais dessa cumplicidade.

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  5. Na maior parte dos casos, acho que chefe do sexo oposto é melhor. Há uma condescendência entre um chefe homem e uma subordinada mulher. Principalmente se for bonita, hein? Aí ela está ainda mais sujeita aos rigores da chefia feminina. Mas entendi. É que eu estava pensando em cumplicidade entre amigas, não numa escala hierárquica. Porque nessa circunstância, existe uma competitividade subliminar.

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