20 de abril de 2010

As garotas de programa do Sudoeste...

O Sudoeste é o bairro preferido (por falta de opção) dos que desembarcam para viver em Brasília. Se você é jovem e acabou de chegar na capital, é quase certo que vai parar no “Sudoca”.
Vai viver, como eu, apinhado em prédios de “apertamentos” de 25 m2.
No começo estranha-se muito. Mora-se como no Japão. Vive-se como uma sardinha em lata. E o bairro, a céu aberto, parece uma grande “Legolândia”.
Um monte de prédios como aqueles do litoral sul de Sampa, com tijolinhos coloridos e abomináveis. Depois, adapta-se. O costume vira adoração. Há vida noturna interessante, intensa vitalidade e um mosaico humano dos mais variados.
É um bairro pacato com gente de todo canto do país. Com uma sensação de segurança que os moradores do Rio e de Sampa nunca conheceram.
Onde vivo, por exemplo, moram muitas garotas de programa. É uma convivência pacífica e riquíssima. A maioria são meninas de Goiás que buscam trabalho honesto se valendo da alta renda per capita masculina do plano piloto.
De manhã estão na academia do prédio dentro da normalidade de qualquer morador. A noite saem “vestidas para matar” , e cruzam os espaços sob os olhares “quase constrangidos”, embora animados, dos moradores. Eu me divirto ao máximo. Adoro essas contradições sociais. Outro dia estávamos eu, um juiz, uma advogada da União e a Garota de Programa mais gostosa do prédio na academia. Como era o único amigo comum de todos, tentei estabelecer uma conversa coletiva colhendo os palpites sobre o ganhador do BBB10. Foi um malabarismo verbal imenso (para quem me conhece) para manter a conversa viva.
O Brasil é maravilhoso sob alguns aspectos, mas ainda há um forte preconceito social generalizado. Essas experiências reforçaram minha convicção que a prostituição é uma profissão como outra qualquer, e deveria ser legalizada como na Alemanha.
Parem para pensar: existe grande diferença em quem vende sua força física-mecânica para operar uma máquina ou satisfazer alguém?
Sério. Sou amigo das Garotas de Programa do meu prédio, e elas tem uma vida absolutamente normal (mesmo dentro dos padrões convencionais).

5 comentários:

  1. E seriam mais cabeças para pagar imposto. Mas qual a relação com o Pollock?

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  2. Oi Barbara. Obrigado pela visita. O Pollock ficará permanentemente na parte superior do blog. É uma homenagem a esse fabuloso artista. Mas nao tem nada a ver com o post.

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  3. cra qual a quadra e o predio q tu mora? vou morar nesse predio ou dar umas passadas husauhsauhsa mto loko ;D

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  4. olha...descordo de vc em falar q o sudoeste é PACATO...jamais!!Realmente mtas garotas de programa.

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