30 de dezembro de 2013

O narcisismo invisível....


Não é necessário reflexão muito mirabolante para concluir que, da mesma forma que o belo (generosidade, amor, gratidão, etc.) mora em nosso interior, mora também o sinuoso (raiva, violência, inveja, etc).   
Da mesma forma, nesse "condomínio interno", co-habitam nossa dimensão de força, o impulso à vitalidade, e a fraqueza, a falta de ímpeto de empreender ações de toda ordem. 
A força é muito mais perigosa, envolve arriscar, ir à luta, se transformar, "ganhar ou perder". 
A fraqueza, e aqui eu a chamo de "não ação",  é muito mais cômoda, baixo risco e baixa exposição.
Curioso que nesse contexto existe um narcisismo invisível muito sutil, e pouco notado.
Explico: é extremamente sedutor nos enxergarmos com bons predicados, e bom potencial, pra uma série
de coisas. Mas são situações que nunca as praticamos, ou as realizamos.  
É narcisismo também o prazer de se imaginar-se, comodamente, sem agir para sermos de fato!   

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