1 de fevereiro de 2011

Choque de tempos...

Terminei.
O livro do Lobão.
Adorei!
Vindo dele.
Há muitas polêmicas, claro.
Umas interessantes.
Outras nem tanto.
Uns disparates...
Mas há opinião.
Que é fundamental.
Agora tem uma coisa.
Ficou aquela.
Incômoda sensação.
Que se vivia mais.
Nos anos 80.
Hoje reina.
Um "bundamolismo".
Um tempo individualista.
De virgens existenciais.
Que experimentam pouco.
E se arriscam pouco.
Seria a ressaca da Aids?
O avanço das Igrejas?
O não ativismo que deriva,
do comodismo da Web?
Sei não.
Mas vale a reflexão.

3 comentários:

  1. Que bom saber que alguém leu o livro do Lobão. Vi a entrevista dele na Gabi e fiquei ansiosa em comprar o livro. Fiquei meio pasma quando vc se referiu a "virgens existencialistas"! Acho que pelo contrário, não me lembro mais de ter conhecido uma virgem, nunca se "deu" tanto como nos dias de hoje, o sexo reina. Aliás, hoje tudo é SEXO! AIDS??? O que é isso?
    Essa geração não tá nem aí pra essa tal de AIDS e além do mais tem o tal do coquetel, que é só tomar pelo resto da sua vida e tá tudo bem!!! A vida de um portador de HIV é simples e normal. Não se leva em conta os efeitos colaterias, não se fala de hepatite B e C. Ninguém usa camisinha e a troca de parceiros nunca foi tão intensa.
    Eu tenho saudades dos anos 80 sim, era uma época que acreditávamos no amor, havia respeito entre homens e mulheres, pelo menos mais que hoje. Nós não éramos chamadas de "cachorras" e éramos sexies usando roupas decentes. Aparecer a calcinha, nem pensar. Ah, nostalgia!!!
    Bjs

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  2. Anônima, suspeito sim que há um retraimento retrógrado da geração atual em termos políticos e comportamentais. E vou além, essa suposta "sexualidade banalizada" quase sempre vem acompanhada de culpa e arrenpendimento, já que caldo cultural da época é a mistura esquizofrênica de religião e entretenimento de péssima qualidade. Sobre a AIDS, penso que vivemos sua resssaca, porque infelizmente esse fato freou um processo histórico de liberalização e reergueu nos anos 90 um discurso moralista que estava completamente combalido, e tem eco até hoje.
    E sim, concordo totalmente, as minas dos anos 80 eram muito, muito mais sexys!! rs.

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  3. Olá Umberto e Anônima, pescocei a conversa...rs, mas o que entendi, estamos SIM em um tempo de "virgens existenciais", homens e mulheres. O sexo reina e as questões existenciais? Ah, deixe isto nas mãos de escritores em potencial vulgo blogueiros que, ainda assim, alimentam a cadeia da "sexualidade banalizada"...É a visita aos extremos que nos faz humano! Biba

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