27 de junho de 2011

O silêncio do afeto...

É engraçado isso.
Como valorizamos o falatório!
Ser supostamente “fechado”.
Virou pecado mortal.
E o mais curioso é que.
Muito da verborragia sentimental.
É mais performance, do que fato.
Dizer "Eu te odeio”, “Eu te amo”, etc.
Já são, por si só, formas de prazer.
Afinal.
Dá tesão “intensificar” sentimentos.
Por outro lado, são simplicações.
Escondem nuances, conflitos.
Detalhes e complexidades.
Além de oprimir o outro, claro.
Na “ansiedade” por equivalências.
O fato é que o silêncio e a reserva.
Parecem mais nobres à afetividade.

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