12 de janeiro de 2015

Livre-arbítrio, interpretação eis seu nome!


Uma das músicas que mais gosto do Caetano é Argonautas.
De lá arranca-se um genial verso “Navegar é preciso, viver não é preciso”, cujo significado sempre
me trouxe elevado ideal de vida dos navegantes que preferiam morrer a parar de navegar.
E, no uso da psicanálise, poderia se problematizar que o homem assume um desejo qualquer como uma necessidade inapelável, maior que a vida.
Enfim, mas consultando um erudito lusófono poderia, também, se entender que, na verdade,
o sentido seria que a navegação seria exata, e o preciso seria de “precisão”,  enquanto a
vida, inexata. 
Tal exemplo mostra boa metáfora na medida em que estamos a quase todo o tempo interpretando
os significados (como a língua) do que nos acontece. A vida é amplamente um entendimento (artístico, poético, simplório, complexo, racional, transcendente, etc.) que escolho utilizar e isso tem um impacto considerável como entendo e sinto o mundo.
Eis ai o fascinante livre-arbítrio!

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