25 de novembro de 2014

As grandes decisões da vida....


Freud recebeu uma vez uma carta de um jovem italiano aflito buscando ajuda para encruzilhada de seu destino: a) mudar para a Alemanha e fazer carreira em Química. b) ficar em sua pequena cidade, casar com sua noiva, constituir família, residir perto dos familiares, etc.
O conselho de Freud serve bastante, tenho certeza. Disse que para as escolhas triviais do cotidiano (o que comer no jantar, o destino das férias do fim de ano, a escolha da escola dos filhos, etc) o melhor é ponderarmos dentro critérios objetivos e subjetivos e fazer surgir a melhor decisão.  
Agora, para escolhas maiores, transformadoras, divisoras-de-água de vida, temos que escutar fundamentalmente nosso instinto e nosso inconsciente. Porque a resposta já existe, e está ali.
Só que infelizmente desejos muito mais legítimos (e, ousaria, lógicos), quase sempre são "aprisionados" pela nossa "ideia de eu".

Um comentário:

  1. Numa outra ótica, porém na mesma lógica, há em nós o desejo de ser e o desejo de pertencer. Constantemente somos forçados a escolher a realização de um em detrimento da do outro. Paradoxo que nos divide entre expressar nossas potencialidades ou nos sentirmos parte desse mundo, entre nos sentirmos radiantes ou adequados, amantes ou amados, flutuantes ou acolhidos, geniais ou bem-sucedidos. Dualidade perversa, já que ambos fazem parte da nosso ideal de felicidade, e nesse paradoxo tem alguma sorte quem ao menos consegue diferenciar o desejo de ser do de pertencer. Capacidade que só habita, ao meu ver, aqueles que por um acaso manso (me apropriando da sua expressão rsrsrs) não se afastaram de seus desejos mais íntimos durante o processo de construção da sua “idéia de eu”.

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