21 de janeiro de 2014

A recorrente gestão da insatisfação.....



Outro dia ouvi um termo que gostei: vivemos hoje uma recorrente "gestão da insatisfação".
Ou seja, no nosso modelo de sociedade somos super incitados a tudo: consumo, experiências, corpos sarados, relacionamentos perfeitos, etc.
E, sutilmente, onde "tudo é possível", escolhas serão sempre limitadas e insatisfatórias, com o agravante
da noção de tempo que é bastante corrosiva, já que não há tempo pra tudo.
Resultado: uma sensação permanente de incompletude se dissemina na sociedade, que não raro desemboca em depressões, violências, desumanidades e angústias de toda ordem.
Uma reflexão importante é que, embora haja avanços incontestáveis, os quais, sem dúvida, devemos celebrar e não retroceder,  podemos estar vivendo um dos momentos mais aterrorizantes da história.
Explico: cai quase exclusivamente só nas costas do indivíduo o fracasso e a "insatisfação permanente".
Ou seja, a função social e esse "super modelo" estão blindados e são incontestes.
Aliás, nosso exército de depressivos surge exatamente num "sistema eficiente", que da certo.
Um exemplo? Algum louco teria a coragem de defender o "crescimento zero" de agora em diante?    

Um comentário:

  1. Acredito que existe um passo antes da gestão de insatisfação que é gerenciar as altas expectativas, e estas quando não alcançadas geram frustrações e insatisfações.
    Existe uma geração ansiosa, geração do tudo é agora " right now" , " on time" , "on line" e quando não correspondida se frustra e já descarta. Nunca coisas foram tanto importante quanto pessoas, por isso muita solidão e depressão.
    Fica a reflexão.

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