15 de junho de 2016

O afeto das novas histórias.....



Não há almoço grátis, diz o senso comum. Paga-se o preço por se arriscar, ou não, diante de escolhas da vida. Sendo mais preciso, paga-se "pra ver", mas paga-se também "por não ver". E o segundo  costuma ser mais caro! O ponto é que acreditamos num fantasma: na perenidade de sermos o que somos,   com nossas regras definidas e integridade inviolável. Freud nos mostrou a importância de refletirmos sobre afetos que nos mobilizam para a adesão social. Especular como produzimos crenças, desejos e interesses que justificam determinados comportamentos, recusando uns e repetindo outros. Sua grande contribuição foi instaurar um dispositivo clínico de desativação de afetos que nossas fantasias produzem, a respeito de uma ordem psíquica sensível a bloqueios e sofrimentos. Brilhantemente, Freud explorou a ambiguidade de nossas fantasias sociais com um fantástico objetivo: permitir que outras histórias apareçam num lugar afetivo onde acreditávamos encontrar apenas as mesmas histórias. Enorme feito!

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