7 de março de 2014

Uma teoria despretensiosa sobre a beleza feminina...


A beleza feminina é colírio pros olhos quando misturam-se gostos pessoais, atributos universais e padrões culturais da moda. E, provavelmente, esse último fator é o mais determinante!
Há evidências de sobra: as Vênus do Paleolítico valorizando a obesidade como sinal de fertilidade, a veneração por mulheres com seios fartos e quadris largos na Antiguidade, como a Vênus de Milo.
A fixação por mulheres muito brancas no Renascimento, sinal de  superioridade numa época de trabalho duro debaixo do sol sem protetor. A perda do reinado das gordinhas em tempos de grande escassez de alimentos na Europa. E assim seguiu, padrões estéticos sempre renovados: nos anos 60, corpos curvilíneos como de Marilyn Monroe e Brigitte Bardot; nos anos 80 os corpos bronzeados, sinal de lindas mulheres que aproveitam o sol longe da prisão dos escritórios; anos 90 e 2000 a magreza das passarelas. E, agora, num total radicalismo estético, mulheres excessivamente musculosas, atléticas, independentes, num culto hedonista em busca da condição de mulheres-alfa.
Fica a dúvida, curiosamente o momento mais vitorioso da mulher, é o menos feminino da história?
Vênus do Paleolítico

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